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O Legado Oculto.Parte 3 de 3

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  A 150 metros de distância e 30 de altura das ruas movimentadas, despercebida por todo mundo graças á invisibilidade, Bai avista o grupo de Pacifica com seus binóculos mágicos, assim como alguém que ela não esperava encontrar. E grita:
- ZHENG!A MALDITA HULI-JING TAMBÉM ESTÁ AQUI!  
- Será que ela também veio pegar o Ovo?
- JÁ FEZ ISSO! E AGORA...
Então Bai abaixa a cabeça, o binóculo e diz, enquanto faz meia-volta com o disco:
- Vamos voltar. Nós fracassamos!

 No telhado de um prédio próximo agachado junto ao parapeito Kenta, cujos óculos podiam avistar objetos e pessoas invisíveis assim como a aura de objetos mágicos, abaixa o seu grande tetsubo de bronze com dois metros e meio de comprimento que continha a carga de várias magias ofensivas poderosas. Se Zheng tivesse atacado, ele e Bai teriam morrido logo em seguida.
 (Teria sido ótimo matar aquela dupla! Mas aí ao caírem no chão ambos teriam voltado as suas verdadeiras formas, e seria péssimo que os humanos soubessem que seres sobrenaturais vivem entre eles. Mas algum dia, o fim daqueles servos do mal chegará!).
Kenta se esconde deitando no chão e aguarda por um minuto antes de invocar um mantra, fazendo o tetsubo transformar-se num ornamento da largura de um pen drive aberto, que é guardado dentro de um pequeno bolso no lado direito do casaco. Em seguida ele se levanta, abre a porta que levava até o telhado e desce as escadas.

  O pequeno grupo chega na estação de metrô, onde todos se despedem de Liang. Sentam-se juntos no mesmo banco no vagão do metrô e alguns minutos após a partida, Pacifica diz:
- Eu quero pedir desculpas a todos pelos maus bocados que passamos.
- Você não cometeu erro algum que precise ser perdoado. – retruca Pinãta.
- Sim, só Deus sabe por que aquela gangue maluca nos atacou! – assinala Dipper.
- Pelo menos, aqueles cretinos experimentaram o sabor amargo da derrota! – comenta Toroa, com um sorriso.
- Pacífica, eu quero agradecer a você por ter salvado a minha vida! – diz Kim.
- Eu não teria conseguido sem a ajuda do mestre Pinãta, que me avisou onde estava o alvo que a ser atingido. Ainda bem que fui tão precisa quanto precisava ser.
- Só que eu fui menos hábil do que o necessário. – fala Toroa. Quando eu chegar em casa com esse corte na minha jaqueta, o meu pai vai ficar furioso! Ele não gosta que eu me envolva em brigas de rua!
- Foi em legítima defesa! – retruca Mabel – Você não teve escolha!
- Vocês não imaginam como vai ser difícil convencer o meu pai disso.
- Na verdade, isso será bem mais fácil do que está pensando, Toroa! Depois que nós subimos no pedestal daquela estátua, eu filmei tudo! A batalha, os policiais voltando feridos e o comentário do tenente Zhu. Quando seus pais virem isso, eu tenho certeza de que eles irão perdoá-lo!
 - Davina, você pode guardar esse vídeo até amanhã? – pede Pacífica – Você, Toroa e os irmãos Pines irão vir à festa de aniversário da minha mãe. Então você poderá mostrar o que aconteceu a todos.
- Está bem, farei isso – responde a garota.
- Agora, quero pedir a Mabel para ficar com o presente que comprei. Porque se eu chegar com essa sacola em casa, minha mãe vai querer saber o que tem dentro e aí, adeus surpresa!
- Claro! Sem problema, Pazzy!

  Na sinistra mansão, ao ver os parceiros retornarem de mãos vazias Wong comenta:
- Ver vocês derrotados por reles seres humanos é deveras surpreendente!
- Nos não fomos derrotados porque não houve confronto algum! – responde Bai    – A maldita huli-jing nos passou a perna!
- E como ela conseguiu realizar tal façanha?
- Ela estava usando uma sombrinha mágica que a tornava invisível aos seres humanos. Aproximou-se da menina cega e com um artefato mágico,roubou o Ovo! Fez isso de modo tão rápido e furtivo, que eu tenho certeza de que a menina e os amigos dela nem perceberam o que havia acontecido!
- E porque vocês não a mataram logo em seguida?
- Não houve tempo para isso! Ela conjurou uma magia de teletransporte e fugiu.
- Antes que Zheng a fuzilasse? É difícil acreditar numa conjuração tão rápida tenha sido possível!
- Eu percebi que no lado esquerdo do casaco da huli-jing havia um item mágico, que com certeza devia conter uma magia de teletransporte. – assinala Bai - Desse modo, não foi preciso fazer uma conjuração pelos métodos usuais. Só tocar o item e dizer uma palavra para conseguir escapar. Mas não entendo como ela ficou sabendo do Ovo e onde ele estava!
- O nosso inimigo tem uma grande rede de informantes. Ou talvez possua outros meios de observação mágica que nós desconhecemos. Agora Zheng,qual é o motivo de sua apreensão? Algo me diz que não foi por causa desse fracasso.
- Antes de Bai falar da huli-jing e também algum tempo depois, eu tive a sensação de que nós estávamos sob algum tipo de ameaça! Mas não consegui descobrir quem poderia ser. Talvez fosse o oni, porque ele sempre é encarregado desse tipo de tarefa.
- Você avistou algum inimigo com os Olhos do Abismo, Bai?
- Não. Mas eu confio nos instintos guerreiros de Zheng. O que nós faremos agora?
- Prosseguiremos com os nossos planos. Soube de algum problema com a obtenção ou o envio dos componentes para o Ritual, Zheng?
- Nenhum,Nin-Wong.
- Enfim,uma boa notícia! Agora, vamos fazer um lanche.

  Após desembarcar em Piedmont o grupo se separa, com cada um indo para sua casa. Quando entra na sala junto com Pinãta, Pacífica é recebida pela mãe, cujo instinto maternal a faz perguntar:
- O passeio em San Francisco foi tranquilo?
- Infelizmente nós tivemos problemas, mãe. – responde a menina.
Os três se sentam no sofá da sala, e Pacífica começa a falar.

  Como sempre ocorria em março o tempo de primavera em Piedmont estava seco e frio, com temperatura de apenas 2 graus centígrados. Assim, todas as pessoas que tinham ido ao aniversário de Priscilla estavam usando casacos, blusas de veludo, suéteres de lã, vestidos de gola alta e outros trajes do mesmo tipo.
 A aniversariante havia optado por um vestido de veludo rosa pastel, com um pequeno decote redondo e sapatos brancos de salto alto. Pinãta, com o mesmo traje que tinha usado para ir a San Francisco, mas sem o chapéu. Pacífica, por botas vermelhas de cano curto, uma minissaia violeta e um suéter rosa brilhante com a figura de uma raposa branca saltando.
 Por sua vez, a garota tinha escolhido usar sapatos marrons, calças de veludo vermelho alaranjado e uma suéter verde musgo com um grande morango no centro. Dipper, casaco turquesa de poliamida fechado até o queixo por um zíper, calças terracota e sapatos pretos. Mabel, suéter amarelo esverdeado com um grande morango calças alaranjadas e sapatos marrons. Segurava uma sacola de papel verde com ambas às mãos. Kim-Le blusa magenta de couro com gola alta, casaco cinza, calças e sapatos pretos. Toroa, casaco verde oliva, blusa mogno de gola careca, calças azuis e sapatos pretos. Davina, um elegante mini-vestido cinza de gola rolê, meias de lã rosa gelo e botas pretas.

 Além deles diversos rapazes e garotas, num total de 26 estudantes da Palas tinham ido ao aniversário de Priscilla, vários deles acompanhados dos pais que, após terem lido no jornal da escola sobre o tipo de coisas que a mãe de Pacífica gostava haviam comprado CDs de música oriental, pequenas estátuas de dragões ou das ilhas do Pacífico Sul e outras coisas semelhantes.
E enquanto os adultos conversavam com Priscila e Pinãta, os colegas de escola de Pacifica logo pediram para ver onde a jovem loura cega treinava quando estava dentro de casa. A garota pede a todos para que tirassem os sapatos antes de entrar no pequeno dojo, e é atendida.
 A princípio o local parecia simples demais porque além dos tatames, só havia o boneco de madeira feito de teca e um saco de areia, suspenso por cordas de nylon vermelho que iam até uma argola de aço parafusada no teto.
 Mabel leva Pacífica diante do saco de areia, que a garota atinge várias vezes com socos e chutes. Depois ela repete o ato com o boneco de madeira, que os amigos pedem para examinar de perto. O objeto é tocado e muitos batem nele de leve com os nós dos dedos até que uma garota de olhos verdes, cabelo louro dourado arrumado num rabo de cavalo, com suéter amarelo ouro, e calça alaranjada pergunta a Pacífica:
- Como você consegue atingir essa coisa com socos e chutes sem se machucar?
- É tudo uma questão de técnica. Por favor,não tentem fazer o mesmo porque se algum de vocês se machucar, os seus pais vão por a culpa em mim!
Então, uma voz masculina pede:
- Ei Pacífica, nós podemos ver o seu quarto?
 Várias garotas ficam indignadas com aquele pedido tão atrevido. Fechando a cara Kim-Le pergunta, enquanto atinge o saco de areia com um forte chute:
- Quem foi o safado que disse isso? Fale,se tiver coragem!
- Acalme-se Kim, eu não vejo problema em atender a esse pedido.

 Logo um cortejo vai até o quarto da garota. A primeira coisa que chama a atenção de todos é a limpeza impecável do lugar, com todos os objetos nos lugares certos. A direita da porta havia um cabide de aço inoxidável com seis pequenos ganchos com ponta em forma de bola curvados para cima com outros seis ganchos menores de ponta arredondada logo abaixo.
  Duas prateleiras com figuras de action figures e pequenas estátuas, com a de Mulan na posição central da prateleira de cima, em lugar de destaque. Um armário de três portas. Um equipamento de som com uma estante para CDs logo acima. Ao lado, uma mesa com cadeira onde havia um laptop com uma mochila escolar perto. E na parede em frente em cama um móvel esquisito parecido com uma mesa só que mais grosso com diversas gavetinhas de tamanhos diferentes, com puxadores redondos na parte de cima e etiquetas em braile logo abaixo.  
 - Que coisa é essa, cheia de gavetinhas e com puxadores redondos? – pergunta uma garota ruiva de olhos verdes, usando casaco marrom dourado e calças azuis.
- Ah, é a minha penteadeira.
- Como, se não tem espelho? – comenta um garotinho de olhos verdes e cabelo castanho, com suéter alaranjado e calças marrons, mexendo no móvel.
- A Pacífica é cega, pirralho estúpido! – diz a ruiva, atingindo a nuca do menino com um tapa. E pare de mexer naquilo que não é seu!
- Nathalie! Eu já disse a você mil vezes para não bater no seu irmãozinho! – diz uma mulher de olhos azuis e cabelo preto, usando um vestido de veludo verde musgo com gola rolê.
- Tem razão,mãe. Eu devia amarrar o James naquele boneco de madeira, onde a Pacífica treina socos e chutes...
Ao ouvir aquilo o menino corre e se esconde atrás da mãe.

Antes que a mulher retrucasse, um homem de olhos azuis com cabelo louro cinza casaco verde e calças azul celeste comenta:
- Eu nunca vi um quarto de adolescente tão limpo e arrumado!
- A mãe dela deve arrumar todo dia. – fala alguém.
- Nada disso. – diz Priscilla, que havia entrado no quarto. – A Pacífica nunca deixa as roupas dela espalhadas pelo quarto. Sempre pendura no cabide de parede. A mochila fica ao lado da mesa de estudo. A faxineira que vem aqui toda semana tem pouca coisa a fazer, além de passar o aspirador de pó e o spray de limpeza.
- Quanta diferença em relação a você não é mesmo, Lauren? – diz uma mulher de olhos verdes e cabelo castanho com um casaco cinza de magas compridas, olhando para a filha, de olhos azul escuro e cabelo preto, com casaco azul gelo e calças magenta que cora de vergonha, enquanto alguns rapazes riem.

- Do que está rindo, Tyler? – diz um homem afro americano com um longo casaco azul chinês de mangas longas, olhando para o filho que estava de casaco púrpura e calças verde pinho. O seu quarto tem tantas roupas, revistas,gibis, meias e embalagens de pizza espalhadas que muitas vezes ao entrar lá, eu quase não consigo ver o chão!
- Ô, pai! Não queima o meu filme!
 Percebendo que a situação poderia piorar com mais pais fazendo cobranças semelhantes aos filhos, Priscilla diz:
 - Agora que tal irmos para a sala, para soprar as velas do bolo e começar a comer?
 Os adultos concordam, para alivio dos filhos e filhas. Quando estão todos reunidos em frente à mesa onde estava o bolo, prestes a cantar a canção de parabéns Tane, com uma casaco de aviador verde jade com gola branca e calças bronze, intervém:
- Ontem meu filho chegou em casa com uma das mangas do casaco cortada à faca. Disse-me que ele, sua filha e os amigos dela haviam sido atacados por uma gangue chinesa. Que tudo foi filmado por Davina e que o vídeo seria mostrado aqui hoje. Podemos ver antes de começar a comemorar a festa?

  Aquelas palavras surpreendem todo mundo. Então Davina conecta o smartfone dela a TV de 42 polegadas por um cabo USB. O silêncio durante a exibição é total. Quando termina, Pacífica diz:
- Eu fui até San Francisco a fim de encontrar um presente de aniversário para minha mãe. Mas como todos puderam ver, tivemos graves problemas. Eu e o mestre Pinãta pedimos desculpas aos pais dos colegas de escola que estavam conosco.
E faz uma reverência, junto com Pinãta.

- Desculpas? Isso só pode ser brincadeira! Vocês dois salvaram a vida da nossa filha! – diz a mãe de Davina, com um belo vestido azul claro de lã com mangas longas, decote em V e cachecol rosa choque, pondo as mãos nos ombros da filha.
- Nós dizemos o mesmo. - Acrescenta o pai de Kim-Le, com um casaco de veludo verde gelo e calças pretas – fazendo uma reverência junto com a esposa, com um vestido turquesa de mangas longas e gola rolê.
- Também queremos expressar a nossa gratidão! – fala Ashley (a mãe dos irmãos Pines), que estava num belo vestido de cachemira rosa com gola mandarim, enquanto abraçava os filhos por trás.
Tane faz uma reverência para Pinãta e Pacífica, dizendo:
- Obrigado mestre Pinãta! Aquele bandido com a kusarigama poderia ter matado o meu filho, se não fosse a sua intervenção!
Depois ele põe a mão no ombro do garoto e diz:
- Mesmo numa situação difícil e perigosa, você soube manter a calma e fazer a coisa certa no momento adequado, sem hesitar. Eu estou orgulhoso de você, Toroa!
- Muito obrigado, pai!
 Vários estudantes pedem a Davina permissão para fazer download do vídeo. A menina tem outra ideia:
- Assim que chegar em casa, farei uma edição extra do jornal da escola. Aí, vocês só vão precisar entrar no site e fazer o download, para assistir quantas vezes quiserem!
- Ótima ideia! – comenta Mabel.  –Agora que tal cantarmos parabéns e a mãe da Pazzy soprar as velas para todos começarmos a comer? Eu estou morrendo de fome!

Todos riem e Pacífica lembra-se de algo importante.
- Antes disso Mabel, entregue a minha mãe o presente que eu comprei para ela.
A garota entrega a sacola para Priscilla, que retira de dentro um pacote vermelho com fita dourada. Ao abrir todos veem o ovo de madeira, e elogiam muito a bela escultura.
 Os parabéns são cantados, todos comem e depois, retornam a seus lares. No caminho de volta, enquanto dirige o Toyota Camry prateado Kevin, o pai dos irmãos Pines diz:
- Aquele vídeo foi incrível, mas também misterioso. Acho que nós nunca iremos saber por que aquela gangue chinesa atacou nossos filhos e os outros.
- Eu concordo com você, querido. – responde Ashley, a mãe dos gêmeos. – Creio que vai ser para sempre um enigma insolúvel!
 Dipper permanece em silêncio, porém a mente dele estava ativa.
(Você está enganada, mãe! Algo importante que aprendi em Gravity Falls foi que todos os mistérios tem uma resposta, por mais estranha que seja. Com certeza, aquele ataque também tem. Nós apenas não sabemos onde ela está...)

  Piedmont, no dia anterior.

A casa branca no estilo Mediterrâneo de 352 metros quadrados com dois andares era simples e bonita. Na parte frontal, havia um muro com cinco pés de altura, com um grande e lindo jardim no estilo zen. No lado esquerdo havia uma garagem para dois carros. Á direita, um vestíbulo coberto com uma porta dupla com topo em arco e três janelas de onde se podia ver uma grande e bonita sala.
 No andar superior, uma torre semicircular com três janelas retangulares estreitas que tinham uma barra metálica mostrando uma pequena varanda coberta. Acima da garagem, uma grande janela com vidro espelhado. Na parte de trás, mais afastada havia uma pequena torre com um domo circular pintado de azul.
 A aparência bucólica do jardim ocultava poderosas defesas místicas criadas para repelir seres malignos, corpóreos ou intangíveis. Dentro da residência havia proteções ainda mais poderosas. Proteções suaves desencorajam criminosos comuns de invadir o local, fazendo-os sentir um crescente mal-estar, à medida que se aproximavam da casa. Dentro havia quartos e passagens acessíveis apenas com o uso de magia,quartos maiores do que pareciam porque tinham anexos em outras dimensões, além dos corredores mágicos que levam a lugares distantes na Terra e além.
Dentro de uma sala sob o domo havia uma sala decorada em estilo medieval japonês onde estava acontecendo uma reunião.

 Sentado em uma cadeira de teca estilo japonês com assento curvo com uma almofada vermelha estava um homem japonês aparentando 25 anos de terno azul, e camisa social branca, com os dois botões de cima abertos, e mocassins marrons. Em frente a ele estavam Kenta, com o mesmo traje que havia usado para ir a Chinatown e a mulher-raposa. No pequeno espaço entre eles estava o cobiçado Ovo da Fênix, flutuando no ar a cinco pés do chão.
- Agradeço-lhe por ter me enviado as imagens mostrando o atual aspecto do Ovo, Kenta. Com elas eu pude fazer as alterações apropriadas na réplica que fiz 170 anos atrás, para que Mei-Ling pudesse fazer uma troca. Desse modo, aquela jovem cega pode levar um belo presente para a mãe dela.
- Apenas cumpri o meu dever, Ogawa-sama. Lamento apenas que o senhor ainda não possa retirar de dentro dessa escultura o poderoso artefato mágico que é parte do seu legado.
- Eu também, porém o mais importante é que eu o recuperei!
 Em seguida, olhando para a mulher-raposa, Ogawa comenta:
- Porque você não partilha da nossa felicidade, Mei-chan? O que tanto a importuna?
- Quando estava me aproximando para fazer a troca, eu fui percebida pela menina cega! E de um modo muito desconcertante, devo acrescentar.
- Eu gostaria de saber os detalhes.
- Eu estava a seis metros de distância daquela jovem loura cega quando eu a ouvi dizer: “Três caudas?” Em seguida, ela perguntou aos amigos se algum deles estava percebendo alguma agitação entre as pessoas ao redor deles. Claro que a resposta que obteve foi negativa.
- O que? – exclama Kenta – Apesar de você estar com a Sombrinha Deslumbrante àquela criança cega conseguiu não só percebeu a sua aproximação, como também pode contar quantas caudas você tem? Isso é extraordinário!
- Eu concordo, e não tenho explicação para esse prodígio.
- Isso merece uma investigação mais aprofundada. – comenta Ogawa – Agora, nós temos de descobrir mais sobre essa menina.
- Eu pude olhar rapidamente para ela e consegui reconhecê-la, Ogawa-sama. Sei de algumas coisas. Chama-se Pacífica Elise Northwest e completou 13 anos em 12 de fevereiro deste ano. Viveu por doze anos na cidadezinha de Gravity Falls, no Oregon.

A menção do nome daquela cidade desperta lembranças em Ogawa.
(Gravity Falls? Será que ela e os irmãos Pines estavam no lado de dentro, quando tudo aquilo aconteceu?).
No entanto ele permanece em silêncio para não interromper a narrativa da amiga, que prossegue.

- Foi lá que verão passado, ela conheceu os irmãos Pines, que se tornaram os melhores amigos e também colegas de classe dela. Mabel tem uma queda por Pacifica, que ficou cega após ser vítima de uma tentativa de assassinato.Pacifica não quis fornecer maiores detalhes sobre o ocorrido, apesar de ter assegurado que criminoso que a atacou está morto. Começou a praticar artes marciais há sete meses, e treina duas horas por dia de segunda a sexta.Mora em uma pequena casa na Alameda Avalon junto com a mãe, uma linda divorciada que aparenta ter menos do que os 34 anos que está prestes a completar.

- Como sabe de todas essas coisas sobre a senhorita Northwest, Mei-chan?
- Muito simples,Ogawa-sama:ela estuda na escola Palas...
A aventura termina e os mistérios são esclarecidos.Ou quase isso.
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© 2019 - 2021 TanukiTagawa
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