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O Cavaleiro,a Princesa e a Dragonesa.Parte 3 de 3

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Uma chuva de fechas élficas derruba a maioria dos gigantes, e também parte da segunda linha de defesa, que é atacada logo em seguida. Rannuf brandindo o seu grande machado estava adorando enfrentar os gigantes remanescentes, por considera-los adversários apropriados para ele. Marholt estava junto com o homem-urso na linha de frente, derrubando todos os inimigos que surgiam em seu caminho. Apesar de manter a calma, ele queria vingar-se do Círculo Rubro e salvar Thriina!
 Não demora muito para que o cavaleiro aviste a perversa princesa, seus cúmplices do Círculo Rubro, um bando com vinte demônios e a mesma quantidade de lobisomens sobre um altar, a vítima a ser sacrificada. Apesar de ter sido informado de que ela era uma drakon, ele fica impressionado por sua beleza: a dragonesa tinha cabelo verde lima, que faziam um lindo contraste com sua pele. Os seios eram do tamanho de grandes melões. Vestia apenas uma blusa de mangas curtas e um short de seda em tons de marrom dourado e verde, desgastado em várias partes, talvez pelo tempo em que ela havia estado na prisão. Os braços, pernas e cauda de Thriina estavam imobilizados por grilhões e correntes de ferro com runas que a impediam de usar a sua força ou conjurar magias.Uma focinheira de couro prendia suas mandíbulas.
Os primeiros atacantes que tentam chegar até os membros do Círculo são atingidos por magias ou caem dentro de fossos repletos de estacas afiadas, ocultos pelas ilusões de Augurel. Isso os obriga a conter o seu avanço.
É o momento em que druidas e magos usam magias para desfazer as ilusões e lançar magias para matar ou banir tantos demônios quanto fosse possível. Quando fazem isso, os lobisomens atacam, mas os guerreiros o cavaleiro, o príncipe elfo e todos aqueles que tinham armas mágicas contra-atacam.
Com uma calma surpreendente, Leidith continua a dizer as preces necessárias ao sacrifício. Marholt consegue abrir uma brecha entre os inimigos e avança para resgatar Thriina, mas o ogro mago Glazrog se coloca no caminho, segurando uma espada longa com ambas as mãos. Os dois ficam se encarando, a procura de uma falha na defesa do oponente, mas antes que suas lâminas se choquem, um relâmpago dourado de Eloen passa a sessenta centímetros a direita e a trinta centímetros acima do ombro direito do ogro que sem tirar os olhos de Marholt, debocha:
- Você precisa melhorar sua pontaria, serva de Niemis!
- O meu alvo não era você, ogro fanfarrão! – responde a paladina.
  Glazrog percebe a verdadeira intenção da elfa ao ouvir o barulho de metal quebrando. A magia havia atingido o altar, destruindo os grilhões que prendiam a dragonesa. Livre, Thriina usa a cauda contra Leidith, que estava bem ao lado dela prestes a desferir o golpe fatal, e é arremessada a vários metros de distância, como se tivesse sido golpeada pelas patas traseira de uma mula. Em seguida a clériga de Daeris mostra que não era nenhuma donzela indefesa, pois abre as suas asas de couro, e ignorando a dor dos ferimentos causados pelas semanas de torturas, fica de pé sobre o altar,rranca a focinheira e cerra os punhos. Seu rugido de fúria ressoa por uma grande distância.
Então Thriina começa a conjurar magias, ajudando no banimento dos demônios e a soprar fogo contra os lobisomens que entram em pânico com os ataques daquela inesperada e poderosa oponente. Então fogem, para não serem queimados vivos.
O ogro demonstrava ser um oponente formidável, lutando com muita destreza para um monstro com três metros de altura. Mas como não tinha honra após bloquear um ataque de Marholt ele o chuta, fazendo o cavaleiro cair no chão e aí conjura um Cone Glacial contra o cavaleiro que se defende com seu escudo, que havia sido fortalecido por magia élficas. Mesmo assim, fica atordoado.
Glazrog percebe e ergue sua espada para o golpe fatal, mas aí ele á atingido nas costas pelo ataque flamejante de Thriina, que o faz urrar de dor. Isso dura pouco porque Marholt salta e com um golpe certeiro, corta a cabeça do ogro mago. Quando o enorme oponente cai, ele se esquiva do cadáver e chuta a cabeça para longe.
Thriina continua a queimar os restos mortais do monstro com o seu sopro. Isso a faz se distrair e aproveitado a chance Leidith, que havia retornado furtivamente. Conjura uma magia que faz a dragonesa cair sobre o altar e ergue a espada para matar.
Marholt salta na frente da princesa maligna e bloqueia o ataque. Leidith recua um pouco e golpeia com toda a força. O Gládio dos Condenados deixa um rastro de fogo verde no ar.Marholt  também usa o poder da Luz Estelar que brilha com uma luz dourada. Quando as duas lâminas mágicas se encontram, ocorre um intenso clarão que ofusca todos ao redor. Quando é possível olhar de novo, tudo que resta de Leidith é um punhado de cinzas fumegantes, em meio aos pedaços do gládio...
Marholt ajuda Thriina a se levantar e quando ambos estão de pé no altar, todo mundo pode ver algo prodigioso: sobre a cabeça do cavaleiro, brilhava uma espada alada e sobre a da dragonesa, três estrelas douradas envoltas por uma faixa de névoa prateada.
Diante daquele impressionante e poderoso augúrio divino, todo o combate cessa. Os lacaios do Círculo Rubro ainda vivos largam suas armas e se ajoelham voltados para o altar, junto com os druidas e magos. Até Kellan e Volkran fazem o mesmo.
Os símbolos desaparecem, mas como não os havia percebido o cavaleiro pergunta:
- O que houve? Eu não estou entendendo!
É o general anão quem responde.
- Leidith eliminou todos os membros de sua família, até os parentes distantes, para que ninguém pudesse disputar o trono com ela no futuro. Agora, poderia começar uma disputa sangrenta entre as casas nobres de Kilerth para ocupar o vácuo de poder, mas os deuses se manifestaram para impedir isso!
Eloen diz:
- Marholt Crannach, é a vontade de Niemis que você se torne o próximo rei de Kilerth!
- E você, Thriina Seyr,foi escolhida por Xonna para ser a rainha! – completa um mago meio-elfo de cabelos verde-escuro segurando o cajado, com a cabeça abaixada em sinal de respeito.
O cavaleiro e a dragonesa ficam de queixo caído ao ouvirem tudo aquilo.

Longe dali, Algurel fugia. Durante a luta,ele havia sido arremessado a doze metros de distância por um relâmpago conjurado por Eloen,caindo perto de uma grande pedra. Só não havia morrido porque estava com um item mágico que o protegia contra eletricidade. De seu esconderijo,ele havia visto Greum e Ellynor serem mortos e depois, o fim de Leidith. Sabendo que por causa da sua extensa lista de crimes, tudo que ele podia esperar como resultado de um julgamento seria acabar sob o machado do carrasco, ele havia usado uma magia de invisibilidade para escapar. Pretendia pegar um tesouro que havia escondido para uma emergência como aquela e depois, usar seus poderes de ilusionismo para sair do reino e depois ir para algum lugar distante, onde ninguém o reconheceria.
Mas os deuses não estavam dispostos permitir que um homem que havia cometido tantos atos malignos escapasse impune. Ao passar perto de um lago, Augurel ouve um barulho e ao se virar, vê surgir uma hidra de seis cabeças. O barão tem tempo apenas para um último grito, antes de morrer atingido pelos sopros congelantes. Então, a fera avança para iniciar o seu banquete.

A notícia do fim de todos os membros do Círculo Rubro se espalha depressa. Com o auxílio dos elfos e anões, após três semanas de intensos combates, a população consegue matar ou expulsar todos os monstros e seres malignos que havia no reino. O espetacular augúrio divino, indicando Marholt e Thriina como os novos reis de Kilerth surpreende muita gente, mas ninguém contesta o fato,e todos se alegram.
Paladino e clérigos de divindades bondosas fazem uma busca minuciosa no castelo da família real, para encontra e destruir todo o material de magia negra do Círculo Rubro, entregar os corpos das vítimas do culto maligno as suas famílias e por fim, abençoar o local, tornando-o seguro e bem protegido.
A notícia do casamento de um humano com uma drakon percorre todo o continente, e diversos monarcas vem a assistir a cerimônia ou enviam seus representantes. Para Marholt a grande surpresa foi ficar sabendo que Cynir era rei de Yarm, porque ele era o segundo na linha de sucessão. O motivo o estarrece.
- O meu irmão Kamagus não gostou de ser preterido por nosso pai, e tentou me matar com veneno! Se não tivesse sido a intervenção de um paladino de Niemis com uma magia de cura, ele teria conseguido! O último ato do rei Uriel antes de morrer foi ordenar mandar executá-lo, cremar o corpo e espalhar as cinzas em alto mar, porque segundo o meu saudoso pai, os restos mortais de alguém tão indigno não mereciam ficar no solo de Yarm.
 Mais tarde, no quarto nupcial, Marholt percebe que sua esposa está nervosa:
- Alguma coisa a incomoda?
- É embaraçoso dizer isso, mas apesar de já ter 170 anos,eu ainda sou virgem!
- Eu não acredito que durante todo esse tempo, nenhum homem tenha se aproximado de uma garota tão linda quanto você!
- Os humanos, elfos, meio elfos e anões sempre se intimidaram com o meu tamanho e entre os drakons, não ter asas deprecia muito uma fêmea!
- Minha querida Thriina, todos que sentiram medo ou a desdenharam por causa de algo tão pueril quanto o tamanho ou a falta de asas, eram idiotas! Eu tenho certeza de que você será uma ótima rainha, uma excelente esposa e uma mãe adorável!
A dragonesa sente-se valorizada como jamais havia acontecido antes. Encostando os peitões em Marholt, ela diz:
- Você é tão amável! Agora, vamos nos conhecer melhor, para dar ao reino de Kilerth vários príncipes e princesas!
E uma intensa noite de núpcias começa...
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