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O Cavaleiro,a Princesa e a Dragonesa.Parte 1 de 3

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TanukiTagawa's avatar
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  As imagens da terrível batalha ocorrida no vale de Gleth, ocorrida quatro meses antes se sucediam e em meio aos milhares de guerreiros humanos, anões e alguns elfos, um se destacava por manter a calma em meio ao caos, os golpes precisos e a determinação inabalável contra a horda de humanos malignos e orcs. Era o capitão Marholt Crannach.
 Um homem de porte imponente, com um metro e 92 centímetros de altura, olhos aqua pálido e cabelos louros cinza. Usava uma brunea e manejava uma espada longa. Na cabeça, um capacete cônico de topo arredondado. Seu escudo de aço azul-acinzentado tinha a figura de um javali vermelho com a cabeça voltando para o lado, bufando. Seu cavalo de batalha era um garanhão marrom chamado Heingest.
Após as armas silenciarem, com uma retumbante vitória do exército real, a vida do destemido cavaleiro teve uma trágica reviravolta: Kamagus, um dos filhos do rei Uril, concebeu uma tramoia para executar vários anciões e oficiais do exército sob a acusação de que eles haviam ajudado os monstros a invadir o reino. O objetivo do príncipe era impedir que viesse a tona um fato vergonhoso: ele havia induzido o pai a nomear para o governo da província um nobre fútil, que preferia se divertir com caçadas e banquetes do que vigiar as fronteiras.
Entretanto, Marholt se negou a participar da intriga e com seu depoimento perante a corte, arruinou os planos do príncipe que se vingou de modo pérfido, matando a esposa e os dois filhos do cavaleiro após usar sua influência para enviá-lo em uma missão em outra província. Marholt descobriu a verdade por acaso, porque sua esposa conseguiu arrancar um adorno de ouro na armadura do príncipe e ainda o segurava na mão fechada, quando o marido encontrou seu cadáver.
O cavaleiro sabia que aquela prova tênue não era o bastante para fazer uma acusação formal contra o príncipe, alguém que ele também não podia desafiar para um duelo e desgostoso, pediu baixa do exército, saindo do reino de Yarm com suas armas e um peitoral de adamante, ganho após a batalha. Desde então, vagava pelo continente sem rumo certo, trabalhando como guarda-costas ou escoltando caravanas para prover o seu sustento.

Um grupo de vultos usando robes cinza com um círculo rubro nas costas haviam observado tudo através de um caldeirão de bronze dourado ornamentado com desenhos sinistros e runas em alto relevo, cheio de sangue humano, ao qual haviam sido misturados componentes alquímicos. Quatro deles tinham estatura mediana, mas um era enorme, fazendo os demais parecerem crianças ao lado de um adulto. Logo, eles começam a fazer comentários sobre aquelas visões do passado.
- Sem dúvida, é o homem que procurávamos. Obtivemos informações valiosas, com o sacrifício de apenas sete insignificantes garotinhas, filhas de camponesas. – diz um dos membros do grupo.
- Solidário e corajoso, capaz de manter a calma mesmo sob pressão. Além disso, o fato de ser proveniente do distante reino de Yarm é muito conveniente! – diz o grandalhão.
- Concordo, mas será que ele vai conseguir realizar a proeza que temos em mente?– pergunta outro homem, receoso.
- Não fale tolices, nem seja pessimista! Se ele não tivesse as qualidades necessárias, o feitiço jamais teria sido bem sucedido. – comenta outro vulto, uma mulher.
- Mesmo assim, acho que ele não vai conseguir chegar até o fim. - diz o quinto membro.
- Desde que o objetivo principal seja alcançado, o restante pouco importa e a vida dele, menos ainda! - fala a outra mulher. – Temos de ter certeza de tudo que está por vir aconteça como desejamos, porque o tempo está contra nós.
Longe dali, ignorando os planos sinistros que ameaçavam seu futuro, Marholt prossegue pela estrada de terra até chegar a uma curva que ia para a direita. O cavaleiro acha aquilo esquisito porque no dia anterior, o dono de uma estalagem havia lhe falado que na estrada que ele queria seguir, encontraria uma bifurcação.
(Será que me enganei quanto á direção certa? Talvez sim, porque essa estrada é sinuosa, as indicações eram um pouco confusas, e eu não conheço a região.).
 Apesar da dúvida, Marholt e seu garanhão seguem pela estrada ladeada por florestas e atravessa uma ponte de madeira que era velha, mas ainda estava firme e em bostas condições. Após algumas horas, ele avista uma luxuosa mansão, cercada por um muro de pedras com quase quatro metros de altura e um grande portão duplo de mogno com suportes de ferro. Acima do muro via-se um andar com cinco janelas. Acima, outro andar mais cinco e duas torres de teto cônico colocadas nas laterais. E é de uma dessas torres que um homem segurando uma besta olha para ele e pergunta:
- Alto! Quem é você e de onde vem?
- Eu sou Marholt Crannach, ex-capitão do exército do reino de Yarm. Quero chegar até a cidade mais próxima. Pode me dizer qual é o caminho até lá?
- Veio para o lugar errado, cavaleiro! O nosso reino está sob ataque! Melhor ir embora!
- Esse reino está em guerra? Eu não ouvi nenhuma notícia sobre isso no reino de Vertiron, por onde acabei de passar. Alguém pode me explicar o que está acontecendo?
- Aguarde, enquanto eu vou falar com o barão Augurel.
Marholt acha aquilo estranho. Porque um vigia tinha de perguntar algo tão simples ao seu senhor? Qual o motivo dele estar armado? E porque os portões estavam fechados em pleno dia? Enquanto espera o cavaleiro não percebe que no pequeno barranco atrás dele havia duas marcas de pés na grama, de alguém que estava invisível.
 Cinco minutos depois, os portões se abrem e uma criada de cabelos castanho-claros e vestido amarelo faz sinal para que ele entre. Assim que ele ultrapassa os portões, ouve um barulho e vê dois homens fechando os portões atrás dele. Aquilo o preocupa porque dentro dos muros havia uns trinta soldados, vários deles com ferimentos recentes. Outro mau sinal.
O lado interno tinha belos jardins e uma trilha para carruagens, além de um andar térreo feito de pedras. Um homem de cabelos castanho avermelhados, usando luxuosos trajes de veludo azul, um colar e anéis de ouro com pedras preciosas nas mãos descem pela escadaria de granito e diz:
- Sou o barão Augurel, e peço desculpas pela recepção rude, cavaleiro! Mas não tema qualquer armadilha. Temos de manter os portões fechados porque o nosso amado reino de Kilerth está mergulhado no caos, com bandos de malfeitores e monstros por toda parte! Agora, peço-lhe que entre. Falarei mais durante a ceia.
Quarenta minutos depois ele estava sentado em uma mesa de carvalho branco, junto com o barão e mais duas pessoas que obviamente também eram nobres: uma mulher meio-elfa de olhos azuis com cabelos castanhos claro ornamentados com fios de pérolas brancas com um vestido malva com decote em V, colar de ouro com safiras e ao lado dela, um elfo de olhos verdes acinzentados e cabelos malva com luxuosos trajes verde-claro. Após o banquete, o barão os apresenta:
- Estes são o conde Drumor Greum, conselheiro real e a baronesa Essynor Padarsan, alguns dos poucos membros da corte que ainda estão vivos.
- Qual foi à desgraça acometeu este reino, barão Augurel?
- Aconteceu faz apenas dez dias, durante o funeral do nosso amado rei Sares Deoir. As cerimônias fúnebres estavam ocorrendo no Vale de Colne,onde tradicionalmente os membros da família real são enterrados dentro de uma caverna escavada nas encostas da montanha que há no fundo do vale.
Toda a nobreza do nosso país estava lá, quando fomos surpreendidos por um enorme exército de orcs bárbaros, ajudados por gigantes malignos e orcs, todos sob o comando de uma perversa dragonesa vermelha chamada Thriina Seyr.
A rainha Ygerne morreu no ataque, assim como o príncipe Rhyrlon (que iria suceder o rei), seus dois irmãos, muitos nobres e grande parte da guarda real. A notícia da tragédia logo se espalhou pelo reino e isso, acrescido dos ataques do exército maligno de Thriina, o caos se generalizou!
- Como um exército de grandes proporções pode chegar ao seu reino sem ser percebido por ninguém? Thriina os ocultou com alguma magia poderosa?
- Talvez isso não tenha sido preciso. – diz Greum – Ao norte de Kilerth existem os pântanos Xylar, tidos como intransponíveis e além deles, a entrada para as Cavernas Escarlates, um labirinto que ninguém jamais conseguiu explorar em toda a sua extensão. Dezenas de milhares de guerreiros poderiam se esconder ali durante meses, sem serem percebidos pelos habitantes das regiões adjacentes.
- Está dizendo que nessa parte do reino, não havia nenhum tipo de vigilância?
- Por mais que isso seja constrangedor para mim como conselheiro real, devo dizer que sim. – assinala o conde – Como todos na corte, eu acreditava que se qualquer exército inimigo que tentasse vir por ali, os soldados afundariam nos poços de areia movediça, ou seriam devorados pelas feras do local. Agora, ficou óbvio que esse foi um terrível equívoco, que teve consequências trágicas!
- E vocês não pediram ajuda aos reinos vizinhos?
A baronesa Essynor responde:
- O rei Deoir era um bom homem, mas bastante desconfiado com relação a estrangeiros. Nunca se preocupou em manter boas relações com o reino élfico de Sherduin ao noroeste, o reino anão de Dhor Moldir ao leste, ou o reino humano de Vertiron ao sul. Eu temo que eles talvez nem saibam do que está acontecendo!
- Eu não vi qualquer guerreiro ou monstro no caminho até aqui. – diz Marholt.
- Talvez isso seja consequência do que está ocorrendo na nossa capital, Onyrix–responde Augurel - Um soldado da cidade chegou a minha mansão dois dias atrás e antes de morrer, falou que os portões foram fechados a tempo pelos guardas, o que obrigou o exército de Thriina a iniciar um cerco. Quatro de meus soldados, sob a liderança de um oficial da Guarda Real saíram para caçar ontem, porque a nossa comida estava acabando. Temiam por suas vidas, mas para surpresa de todos nós, voltaram ilesos e com caça suficiente para nos abastecer por uma semana! Disseram não ter visto qualquer orc, gigante ou ogro nas florestas da região.
- Tenho experiência em combate suficiente para dizer que o motivo disso é que os monstros sob o comando de Thriina estão sendo necessários em outro local.  – diz Marholt - O que pretendem fazer?
- Enviar mais mensagens aos reinos vizinhos, com cartas da princesa Leidith, a única sobrevivente da família real.  – diz o conde - Diversos soldados da guarda real, e a maioria de meus homens morreram para retirá-la viva do campo de batalha. Ela foi ferida nas costas por uma flecha, mas não foi grave e graças aos cuidados do meu médico pessoal e suas poções, está se recuperando muito bem. A rainha Ygerne deu a Leidith o seu sinete e com isso, mais o sinete da própria princesa, creio que vai ser convincente o bastante para que Sherduin, Dhor Moldir e Vertiron venham nos ajudar!
- Não quero parecer desrespeitoso conde, mas se o rei Deoir nunca teve relações de amizade com esses reinos, porque acha que eles vão enviar tropas para se envolver em uma guerra que não lhes diz respeito?
- Thriina venera Kahtris, deusa das trevas e do mal. Se ela e seu exército dominarem Kilerth, todas as forças malignas nessa parte do continente terão uma base segura para seus futuros ataques. E aí, o custo em vidas para vencê-los será muito maior.
- Posso ver a princesa, conde? Gostaria de reconforta-la. – diz Marholt.
O conde olha para os outros nobres e diz:
- Não vejo qualquer problema nisso.
Eles sobem até um quarto no terceiro andar, cuja porta era guarnecida por dois soldados armados com espadas. O barão faz um aceno com a mão, um dos guardas abre a porta e o cavaleiro entra junto com os três nobres.
Deitada numa grande cama, estava uma linda donzela de cabelos louro platinados, olhos azuis e busto de tamanho médio, usando uma camisola branca. Devia ter uns dezessete anos. A seu lado, uma aia balzaquiana de olhos castanho escuro e cabelos da mesma cor arrumados num coque, usando um vestido verde claro com um pequeno decote redondo. Assim que os homens entram, ela se levanta e faz uma reverência, dizendo para o barão:
- A princesa está se recuperando muito bem,milorde.
- Alegro-me em saber disso.
- Quem é esse guerreiro que os acompanha? – pergunta a princesa.
- Eu sou Marholt Crannach, do reino de Yarm. – diz o cavaleiro, fazendo uma reverência.
- Está muito longe de casa.
- De fato. Mas não havia nenhum motivo para permanecer lá.
- Sinto uma grande tristeza em suas palavras. Agora me diga por que veio me ver, se não é um de meus súditos e nem tem motivos para se preocupar com meu bem-estar.
- O barão me contou que esse reino está sob ataque de forças malignas, e eu gostaria de saber se posso ajudar de algum modo.
- Eu acho que não. Ignoro qual é a sua habilidade em combate, mas diante do tamanho do exército de Thriina, uma espada a mais não fará diferença, a menos que seja Luz Estelar- o Legado da Justiça.
- Alteza! – diz o conde - Numa ocasião tão sombria, como pode estar pensando em uma arma que está perdida há séculos, e cuja localização ninguém conhece?
- Você está errado, conde. Há pouco tempo, meu irmão Rhyrlon descobriu onde Luz Estelar está por mero acaso, achar um antigo mapa. Antes de morrer ele me disse que pretendia voltar ao local após ser coroado, e entregou este mapa com todas as informações necessárias para chegar até lá, me fazendo jurar que encontraria alguém para realizar a missão.
- Pelo modo como falam dessa espada, eu suponho que ela deva ser uma arma mágica muito poderosa! – diz Marholt. – O que mais podem me dizer sobre ela?
- Há 840 anos Vyorr, o deus da magia transformou a espada de Blamor, um antepassado do rei Deoir, em uma incrível espada mágica, em retribuição ao fato de Blamor ter salvado a vida de sua sumo-sacerdotisa. Infelizmente, essa arma notável foi roubada por um dragão vermelho ancião há 260 anos e ninguém conseguiu descobrir o seu paradeiro. Pelo menos, até agora.
A princesa diz algumas palavras à aia, que pega uma pequena bolsa de veludo decorada com fios de ouro e dela retira um pergaminho, entregando-o ao conde. Ao ser aberto, o documento mostra o mapa de um terreno com diversas informações anotadas nele. O cavaleiro e os três nobres o examinam com atenção. Após algum tempo, a baronesa Essynor comenta:
- Está parecendo à floresta de Murky. Meu pai costumava caçar lá.
- É um local perigoso? – pergunta Marholt.
- Aonde meu pai ia, não. Mas esse mapa mostra uma parte além dos Marcos da Morte.
- Do que se trata?
- Menires feitos por pessoas cujos nomes já foram esquecidos, e com runas que jamais foram decifradas. Dizem que quem avança para além deles, não retorna!
- Eu irei lá. Entre seus homens, há guerreiros que ousariam enfrentar os perigos que houver além desses menires?
- Ainda restam seis homens da guarda real. – responde o conde Greum – Todos são corajosos, e se sentirão honrados em ajudá-lo!
O barão diz:
- Acrescento mais três a esse número. Os demais combatentes meus apesar de feridos podem ajudar na defesa da mansão numa emergência, mas não estão em condições para ir uma jornada como essa.
A princesa Leidith pergunta:
- Quanto pretende partir, capitão?
- Se possível agora mesmo, antes que soldados inimigos apareçam por aqui.
- Me parece uma boa ideia, capitão! Que os deuses o protejam!
  Todos eles saem. Antes da porta se fechar, a princesa olha para Marholt e sorri. O grupo desce as escadas até o pátio, onde o conde reúne todos os soldados e lhes explica sobre a missão. Os preparativos são feitos e a tropa parte meia hora depois. Ao lado do cavaleiro estava Kygor, um dos homens de Augurel, e que conhecia bem o local para onde eles estavam indo.
- Quanto era um garoto, eu e meus amigos costumávamos sair da nossa aldeia para ir até lá, caçar sapos rajados.
- Nunca ouvi falar desse tipo de sapo.
- Existe apenas na floresta de Murky. Os nobres pensam nele apenas como um animal nojento, e fazem careta só de vê-lo! Por causa disso, nem se importavam quando nos viam caçando ou voltando para casa com eles pendurados em varas. Mas o fato é que os sapos rajados tem carne bastante saborosa, e muitos são grandes como perus!
Três horas mais tarde eles chegam a uma floresta de carvalhos. Prosseguem durante algum tempo, até que chegam a um trecho onde as árvores estavam tão perto umas das outras que era impossível prosseguirem a cavalo. Eles amarram as montarias em arbustos e continuam a pé.
 Então eles veem mais adiante um grande menir com quase dois metros e meio de altura e topo arredondado, com runas gravadas nele. Percebendo que os homens estavam apreensivos, Marholt diz:
- Atenção, todos! Lembrem-se de que não estamos aqui numa missão exploradora e nem em uma caçada! O nosso objetivo é encontrar uma arma mágica que poderá livrar o reino de Kilerth de uma terrível ameaça! Portanto, temos de nos manter firmes!
A determinação e a confiança do cavaleiro dissipam o medo e todos seguem em frente. Durante mais algum tempo, tranquilidade. Até que eles percebem que a trilha estava bloqueada um imenso javali atroz, com nove metros de comprimento e o dobro da altura de um cavalo. Não havia modo de contorna-lo e evitar o combate que começa por iniciativa do javali que ataca, bufando de raiva.
Quatro homens encontram uma morte terrível, sendo arremessados longe após terem tido a barriga e o peito rasgado de baixo para cima pelas presas da fera, que eram quase tão grandes quanto às espadas que eles usavam. Mas por fim, alcançam a vitória.
Pouco tempo depois, Kygor ergue a mão e diz:
- Acho que ouvia alguma coisa. Por favor, capitão, permita que eu avance para fazer um reconhecimento sozinho.
- Certo. Mas tenha cuidado! Não quero perder mais ninguém!
Kygor faz um acena de cabeça e avança. Mas quanto está fora do alcance dos olhos do cavaleiro, age de modo estranho para um batedor: se esgueira por entre as árvores e bebe o líquido verde claro guardado em um pequeno frasco tornando-se invisível.Depois,avança até avistar um muro de pedra. Após algum tempo, visível outra vez, Kygor retorna e diz:
- Eu me enganei sobre o barulho, capitão. Mas acho encontrei o local que procuramos.
Então eles chegam a uma vasta clareira. A  noventa metros deles havia um templo feito de granito cujas paredes estavam cobertas de limo e cercado por um muro com três metros de altura e um portão de madeira que estava aberto e assim permanecia, por causa das dobradiças enferrujadas. A grande porta dupla da entrada estava bloqueada por uma árvore que havia crescido a partir de uma rachadura no piso. Marholt não reconhece o estilo arquitetônico e nem o símbolo da divindade.
- Dragões vermelhos moram em cavernas nas montanhas, não em templos!
Kygor comenta:
- Luz Estelar foi roubada á quase 300 anos, e apenas os deuses sabem o que pode ter acontecido desde então. Talvez alguém a tenha retirado do tesouro do dragão, foi perseguido e escondeu a espada nesse local para pegar depois, mas não conseguiu voltar ou foi morto pela fera, sem revelar onde estava a espada.
Aquela teoria parecia boa, e o cavaleiro não vê qualquer problema nela.O cavaleiro percebe que os guerreiros estavam muito nervosos e hesitavam em prosseguir.Ele os motiva,enfatizando a grande importância daquela missão.As palavras fazem os guerreiros superarem o seu mêdo,e todos avançam.

Parte 2 >   tanukitagawa.deviantart.com/ar…
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LinoDrawings's avatar

O massa dessas histórias bem detalhadas é que você consegue imaginar uma imagem do cenário ou da aparência dos personagens para, inclusive, poder desenhá-los. Quem, por exemplo, mesmo sem ter assistido aos filmes da saga Senhor dos Anéis, não conseguiria imaginar a aparência de Gandalf? Acho que ninguém :)

TanukiTagawa's avatar
 De fato,o Tolkein era bem detalhista no tocante a descrição dos personagens! :nod:  Eu gosto disso e talvez,tenha sido influenciado por ele sem perceber. :shrug:  Quero acrescentar que essa história guarda algumas surpresas mais adiante ... :devilish:
LinoDrawings's avatar
Isto é interessante! Outro autor que admiro muito é H.P Lovecraft, com seus contos de horror cósmico. Gosto de como ele também detalhava bem seus contos e como ele conseguia fazer isto em estórias tão curtas de 10 - 16 páginas. Era de uma profundidade tão grande que um leitor assíduo facilmente se sentiria dentro da estória. Ele próprio foi influenciado pelo escritor de mistério que o antecedeu chamado Edgar Allan Poe( deve ter sido dele que ele tirou o costume de escrever estórias curtas, pois os contos de Poe também eram curtos ). E por conseguinte, sua obra serviu de inspiração pros muitos contos de horror estilo ficção científica de hoje em dia. Não sei se você conhece estes autores, mas são tão fodas quanto Tolkien, e todos possuem em comum o fato de serem referência para seus respectivos gêneros: fantasia( Tolkien ); mistério( Poe ); horror( Lovecraft ).
TanukiTagawa's avatar
Desses que você citou,o único que eu ainda não conheço é o Poe.Quanto aos demais:
 - Tenho aqui em casa O Hobbit e O Senhor dos Anéis. :aww:
 - Do Lovecraft,eu já li A Casa no Alto da Colina,Os Gatos de Ulthar e A Cor Que Veio do Céu.Também encontrei aqui no DA,um cara que fez versões em quadrinhos de várias histórias desse mestre do terror www.deviantart.com/drfaustusau…   Dois dos meus fanfics tem ligações com os Mitos:Guerra Nas Sombras.Descobertas,Confrontos e Mudanças. 8-)
 Assim que terminar de lê-los veja os jornais,que tem o mesmo título que as histórias.  :greetings:
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Poe eu li bem pouco, tenho suas obras em Inglês, assim como as de Dostoyevski, mas estou primeiro lendo Tolkien, depois volto novamente para Poe e então Dostoyevski... De Lovecraft li seus contos mais macabros, mas não consegui encontrar os outros, sei que há vários.
TanukiTagawa's avatar
 Bom,eu consegui encontrar esse site para você. www.revistabula.com/23646-toda… Espero que lhe seja útil. :greetings:
LinoDrawings's avatar
Valeu haha... o engraçado é que foi neste site que encontrei as obras de Dostoyevski. Deveria ter procurado por lá antes já que a Universidade de Adelaide tem um acervo bem grande de obras :)
TanukiTagawa's avatar
  Não há de quê! :aww: Agora,aí vão mais alguns sites para você checar.
 E aqui no DA,tem esse cara que fez versões em quadrinhos das obras do Love www.deviantart.com/drfaustusau…
 Divirta-se! :w00t:
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LinoDrawings's avatar

Escreves bem! a estrutura do texto e a narrativa em muito lembra J.R.R Tolkien( que, por sinal, estou lendo também haha ), um modo de escrita que também adotei em minhas histórias, embora eu ainda esteja longe de adquirir tamanha capacidade de profundidade( explicar os detalhes da história e dos personagens como você conseguiu bem )... meus textos continuam como rascunho para que um dia eu os dê vida :)

TanukiTagawa's avatar
  Agradeço os seus elogios!  :bow:  Quero acrescentar que essa hisória foi escrita para uma garota aqui no DA,como parte de um art-trade.Ela gostou tanto do resultado que,ao invés de só um desenho pra mim,ela acabou fazendo dois! :boogie:
 Se quiser,posso dar uma ajuda com os seus textos.Você só precisa dizer para onde quer ver a coisa ir.  :greetings:
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