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About Literature / Hobbyist Joel Puga35/Male/Portugal Recent Activity
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Witches of the Night #17 Will-o-Wisps
Like the previous one, this investigation started with an online forum post that told of a sighting of strange lights, this time at the Citânia of Briteiros. However, it was also associated with witches and the diary I had found, as one of its entries gathered several second-hand stories that told of powerful witches living, hidden, among the ruins. My predecessor, shy as he was, never tried to confirm these stories, but their existence and that of the lights seemed a strange coincidence, and I decided to investigate.
One evening after work, I called my wife to tell her I was going to work late and then made my way to the ruins of citânia. It wasn't far from my job, but part of the road was very narrow, with many poor visibility turns, and required careful driving. As such, it took me more than half an hour to get there.
I parked on a dirt space by the roadside in front of the entrance to the citânia's ruins. Although it wasn't yet night, the sky had begun to darken, and
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Bruxas da Noite #17 Fogos Fatuos
Como a anterior, esta investigação começou num fórum online que falava do avistamento de estranhas luzes, desta vez na Citânia de Briteiros. Contudo, estava também associada às Bruxas da Noite e ao diário, pois uma das entradas deste reunia várias histórias captadas em segunda mão que contavam que bruxas poderosas habitavam, escondidas, entre as ruínas. O meu antecessor, tímido como parecia ser, nunca tentou confirmar essas histórias, mas a existência destas e das luzes pareciam mais do que coincidência, e eu tinha de investigar.
Uma noite, após o trabalho, telefonei à minha mulher para lhe dizer que ia trabalhar até tarde e, depois, encaminhei-me para a citânia. Esta não ficava longe do meu emprego, porém, parte da estrada era muito exígua, com muitas curvas de pouca visibilidade, pelo que requeria uma condução cuidada. Como tal, demorei mais de meia hora a l
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Brujas de la Noche #16 Luces en el Cielo
Como parte de la exploración del mundo paralelo al nuestro que el diario que encontré me reveló, suelo seguir los foros y blogs nacionales de paranormal y ufología, no vaya uno de ellos revelar algo que merezca mi atención. Fue una de esas lecturas que dio inicio esta investigación.
En los foros de ufología, había una gran emoción acerca de unas extrañas luces que estaban apareciendo sobre el Monte del Pilar, en las afueras de la Póvoa de Lanhoso. Es claro que, sólo eso, no llegaría para despertar mi curiosidad, pues rumores de luces no identificadas en el cielo eran frecuentes. Lo que realmente hacia este caso especial eran las historias de hombres que cortaban la carretera de acceso a la cima del monte durante estas ocasiones. Pensé luego en la Organización, y, si la Organización estaba presente, era porque algo realmente pasaba.
Dejando de lado la búsqueda por las Brujas de la Noche durante alg
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Witches of the Night #16 Lights in the Sky
As part of my exploration of the world parallel to ours the diary I had found revealed, I usually followed national blogs and Internet forums about the paranormal and UFOs, in case something showed up that deserved my attention. It was one of these readings that led to this investigation.
In all ufology forums, there was great excitement about strange lights which were appearing above the hill called Monte do Pilar, on the outskirts of Póvoa de Lanhoso. Of course, that by itself wouldn't be enough to arouse my curiosity, since reports of unidentified lights in the sky were a usual occurrence. What really made this case special were the rumors of men that blocked the road to the top of the hill during such occurrences. I immediately thought of the Organization, and if the Organization was present, something was really happening.
Forgetting my search for the Witches of the Night for a while, a Saturday night, when the sightings usually occurred, I went to Póvoa de Lanhoso. That
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Bruxas da Noite #16 Luzes no Ceu
Como parte da minha exploração do mundo paralelo ao nosso que o diário que encontrei me revelou, costumo seguir os fóruns e blogues nacionais de paranormal e ufologia, não vá um deles revelar algo que mereça atenção. Foi uma destas leituras que deu o mote a esta investigação.
Nos fóruns de ufologia, havia uma grande excitação sobre estranhas luzes que andavam a aparecer sobre o Monte do Pilar, nos arredores da Póvoa do Lanhoso. É claro que, apenas isso, não chegaria para despertar a minha curiosidade, pois rumores de luzes não identificadas no céu eram frequentes. O que realmente tornava este caso único eram as histórias de homens que cortavam a estrada de acesso ao topo do monte durante essas ocorrências. Pensei logo na Organização, e, se a Organização estava presente, era porque algo realmente se passava.
Esquecendo a minha busca pelas Bruxas da Noite dura
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Brujas de la Noche #15 El Brujo
Después de varias investigaciones sin encontrar ninguna pista en cuanto al escondite y las intenciones de las Brujas de la Noche, decidí releer todas las entradas sobre brujas en el diario que me había presentado este mundo paralelo al nuestro. Al final decidí investigar una que ya hacia mucho me suscitaba curiosidad.
Ésta hablaba de un brujo curandero y adivino que atendía a sus clientes en un anexo cerca de su casa, en la parroquia de Perre, en Viana do Castelo. Era una historia que yo conocía desde niño. Durante algunos años, incluso pasé todos los días por su "gabinete" de camino a la escuela. En la altura, ni yo ni mi familia teníamos mucha fe en sus capacidades, pero, después de todo lo que había visto recientemente y de leer esa entrada, pensé que debía reconsiderarlo.
Un fin de semana, le dije a mi mujer que iba a Viana do Castelo visitar a mis abuelos. En realidad sí pasé por su casa, per
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Witches of the Night #15 The Warlock
After several investigations without finding any clue as to the hiding place and intentions of the Witches of the Night, I decided to reread all entries about witches in the journal that introduced me to this world parallel to ours. I finally decided to investigate one that had me curious for a long while.
It spoke of a witch doctor and diviner that attended to his clients in an annex close to his home, in the village of Perre, in Viana do Castelo. It was a story that I knew since I was a child. In fact, for a few years, I passed by his "cabinet" every day on the way to school and saw the rows of cars parked next to it. At the time, neither my family nor I had a lot of faith in his abilities, but after all that I had recently seen and read, I thought I should reconsider.
One weekend, I told my wife I was going to Viana do Castelo to visit my grandparents. Actually, I did go by their house but didn't stay long, and after, I headed to Perre.
When I reached the warlock's house, I had a st
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Bruxas da Noite #15 O Bruxo
Depois de várias investigações sem encontrar nenhuma pista quanto ao esconderijo e intenções das Bruxas da Noite, decidi reler todas as entradas sobre bruxas no diário que me introduzira a este mundo paralelo ao nosso. Acabei por decidir investigar uma que já há muito me suscitava curiosidade.
Esta falava de um bruxo curandeiro e adivinho que atendia os seus clientes num anexo perto de casa, na freguesia de Perre, em Viana do Castelo. Era uma história que eu conhecia desde criança. Aliás, durante alguns anos, passei diariamente pelo seu "gabinete" a caminho da escola e via as filas de carros lá estacionados. Na altura, nem eu nem a minha família tínhamos muita fé nas suas capacidades, mas, depois de tudo o que vira recentemente e de ler aquela entrada, achei que devia reconsiderar.
Um fim de semana, disse à minha mulher que ia a Viana do Castelo visitar os meus avós. De facto, passei pela casa deles, m
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Brujas de la Noche #14 La Demonloga
La inspiración para esta investigación surgió de forma bastante inesperada. En una noche de Halloween, mi hija me convenció a mí y a su madre a ir a un evento anual en el Palacio de los Duques, en Guimarães. Allí, una compañía había transformado el palacio en una casa embrujada, llena de monstruos, fantasmas y sustos. Fue el final del espectáculo, sin embargo, lo que más captó mi atención. Se trataba de la puesta en escena de un exorcismo supuestamente hecho a una duquesa que vivía allí.
Cuando llegué a casa, investigué un poco y comprobé que, no sólo aquello se había basado en hechos históricos, sino que también se rumoraba que extraños sucesos continuaron ocurriendo en el palacio, incluso después del exorcismo.
Mis  encuentros anteriores con brujas habían revelado una clara relación entre ellas y demonios, así que no pude dejar de investigar
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Witches of the Night #14 The Demonologist
The idea for this investigation came quite unexpectedly. On a Halloween night, my daughter convinced me and her mother of going to an annual event at the Palace of the Dukes, in Guimarães. There, a troupe had transformed the place into a haunted house full of monsters, ghosts, and spooks. It was the end of the show, however, that most captured my attention. It was the staging of an exorcism allegedly ministered to a duchess who lived there.
When I got home, I did some research and found that not only was it based on historical facts, but that it was also rumored that strange events kept occurring in the palace even after the exorcism.
My previous encounters with witches had revealed a clear relationship between them and demons, so I had to investigate this alleged possession in the hope of finally finding the Night Witches.
One weeknight in November, I told my wife I was going to work late and headed to Guimarães and the Palace of the Dukes. Of course, the monument was closed
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Bruxas da Noite #14 A Demonologa
A inspiração para esta investigação surgiu de forma bastante inesperada. Numa noite de Halloween, a minha filha convenceu-me a mim e à mãe a ir a um evento anual no Paço dos Duques, em Guimarães. Lá, uma trupe transformara o palácio numa casa assombrada, cheia de monstros, fantasmas e sustos. Foi o final do espetáculo, porém, que mais capturou a minha atenção. Tratava-se da encenação de um exorcismo supostamente feito a uma duquesa que ali morara.
Quando cheguei a casa, fiz alguma pesquisa e verifiquei que, não só aquilo se baseara em factos históricos, como havia rumores de que acontecimentos estranhos continuaram a ocorrer no palácio mesmo após o exorcismo.
Tendo os meus encontros anteriores com bruxas revelado uma clara relação entre elas e demónios, não pude deixar de ir investigar, na esperança de finalmente encontrar as Bruxas da Noite.
Numa noite de s
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Brujas de la Noche #13 Las Brujas del Mar
Después de todo lo que había descubierto gracias a mi visita a la Taberna de los Encantados, deseaba más que nunca encontrar las Brujas de la Noche.  Así que, justo  el fin de semana siguiente, decidí revisar otra de las entradas del diario que parecía estar relacionada con brujas.
En la tarde del sábado, en cuanto mi mujer y mi hija fueron a una librería a la presentación de un libro, me dirigí a Barcelos.
La entrada del diario describía varias desapariciones en una localidad de los alrededores de aquella ciudad y de un ojo marino en el Río Neiva, junto a una roca conocida como el "Penedo de la Moira". Supuestamente, en ciertas noches, mujeres salidas de debajo de las aguas arrastraban a cualquier hombre que encontrasen hacia el ojo marino, y nunca más era visto. Después de todo lo que había presenciado, no tenía dificultades en creer en moiras, sin embargo, como estas no eran contempladas en nin
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Witches of the Night #13 The Sea Witches
After all I had discovered during my visit to the Tavern of the Enchanted, I wanted more than ever to find the Witches of the Night. As such, in the very next weekend, I decided to investigate another of the diary entries that seemed to be related to witches.
On that Saturday afternoon, when my wife and daughter went to a bookstore for a book presentation, I drove to Barcelos.
The diary entry spoke of several disappearances next to a village in the outskirts of that city, involving a sea eye on the Neiva River near a rock known as the "Penedo da Moira." Supposedly, on certain nights, women came out of the water and dragged any man they found into the sea eye, never to be seen again. After all I had witnessed, I had no difficulty in believing in moiras, but as they weren't mentioned in any other part of the diary, I assumed that they were witches.
I arrived at the site in the early afternoon. There were several small ponds where people used to swim in the summer; however, being a cold w
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Bruxas da Noite #13 As Bruxas do Mar
Após tudo o que descobrira graças à minha visita à Taberna dos Encantados, a minha vontade de encontrar as Bruxas da Noite viu-se ainda mais reforçada. Como tal, logo no fim de semana seguinte, investiguei mais uma das entradas do diário que me parecia estar relacionada com bruxas.
Na tarde de sábado, em que a minha mulher e filha foram a uma livraria à apresentação de um livro, dirigi-me a Barcelos.
A entrada falava de vários desaparecimentos numa localidade dos arredores daquela cidade, envolvendo um olho marinho no Rio Neiva junto a um rochedo conhecido como o “Penedo da Moira”. Supostamente, em certas noites, mulheres saídas de baixo das águas arrastavam qualquer homem que encontrassem para o olho marinho, e ele nunca mais era visto. Depois de tudo o que vira, não tinha dificuldades em acreditar em moiras, contudo, como estas não eram referidas em mais nenhuma parte do diário, assumi que se
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Brujas de la Noche#12 La Taberna de los Encantados
Mis primeros intentos de encontrar las Brujas de la Noche habían sido infructuosos. Aún habían otras anotaciones en el diario que todavía podía explorar, pero, durante una hora de almuerzo, recordé otro lugar donde podría encontrar más información.
La primera vez que me encontré con Henrique Cerqueira, él me comentó acerca de otro lugar donde se reunían las extrañas criaturas que habitaban debajo de nuestros pies en Braga. Su ubicación fue probablemente la única cosa buena que obtuve de haber conocido a ese hombre.
Así, unos días más tarde después del trabajo, me dirigí a la tienda china, una de las más grandes de la ciudad, bajo la cual se encontraba el local. Aparqué el coche en el estacionamiento subterráneo y, de inmediato, empecé a buscar la rejilla de drenaje que me llevaría a los túneles de abajo.
La encontré escondida detrás de una col
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Literature
Witches of the Night#12The Tavern of the Enchanted
My first searches for the Witches of the Night had been fruitless. Although I still had other entries about witches in the diary to explore, one day, during lunch break, I remembered another place where I could find more information.
In my first meeting with Henrique Cerqueira, he had told me of another place where the strange creatures that dwell beneath our feet in Braga meet. Its location was probably the only good thing that came from having met the man.
As such, a few days later, after work, I went to the Chinese store, one of the city's largest, under which the place was supposed to be. I parked the car in the underground park and immediately started looking for the drain grate that would take me to the tunnels below.
I found it hidden behind a column, exactly where Henrique told me it would be. In fact, there was no mistaking it. It was the only one through which an adult man could pass, at least if he wasn't obese.
I had come prepared with a crowbar and, using it, I managed to
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Joel Puga
Artist | Hobbyist | Literature
Portugal
Joel Puga was born in the Portuguese city of Viana do Castelo. From a very early age, he showed a propensity for writing, creating stories that he shared with family and friends. Later, he saw his tales published in several Portuguese fanzines and anthologies. He recently decided to pursue self-publishing, seduced by the freedom that it gives him.

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Joel Puga nasceu na cidade portuguesa de Viana do Castelo. Desde muito cedo, mostrou apetência para a escrita, criando histórias que partilhava com a família e os amigos. Mais tarde, viu contos seus serem publicados em diversas fanzines e antologias portuguesas. Recentemente, decidiu enveredar pela autopublicação, seduzido pela liberdade que esta lhe proporciona.

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Joel Puga nació en la ciudad portuguesa de Viana do Castelo. Desde muy temprano mostró gusto por la escrita, creando historias que compartía con su familia y amigos. Más tarde, vio sus cuentos publicados en diversos fanzines y antologías portuguesas. Recientemente, decidió auto-publicar sus historias, seducido por la libertad que esto le proporciona.

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Like the previous one, this investigation started with an online forum post that told of a sighting of strange lights, this time at the Citânia of Briteiros. However, it was also associated with witches and the diary I had found, as one of its entries gathered several second-hand stories that told of powerful witches living, hidden, among the ruins. My predecessor, shy as he was, never tried to confirm these stories, but their existence and that of the lights seemed a strange coincidence, and I decided to investigate.

One evening after work, I called my wife to tell her I was going to work late and then made my way to the ruins of citânia. It wasn't far from my job, but part of the road was very narrow, with many poor visibility turns, and required careful driving. As such, it took me more than half an hour to get there.

I parked on a dirt space by the roadside in front of the entrance to the citânia's ruins. Although it wasn't yet night, the sky had begun to darken, and the place was closed. I decided to make use of the little light left in the day to look for another way in.

I walked almost the entire edge of the ruins facing the road. Finally, a hundred meters below where I'd left my car, I found a space between the fence and the ground large enough for me to pass. Dragging myself along the ground, I managed to get in.

I was now near the ruins of a public bath located in one of the lowest points of the citadel. Despite the growing darkness and my eagerness to find the lights' origins, I couldn't help but admire the so-called "Beautiful Stone" of the baths, engraved with Celtic motifs.

I started up an ancestral street, the same that the Iron Age inhabitants used in their day-to-day lives, flanked by a conduit that took water to the bath. The climb wasn't easy as the pavement was uneven and quite steep but finally I reached the area where most of the ruins of houses were concentrated.

After resting a bit, I decided to continue to walk to the top of the Acropolis. Being the highest point in the hillfort, it was the ideal place to keep watch and spot the lights I was looking for.

I went up another of the original paths. It snaked through the ruins of the various family complexes in which circular houses were built around a central yard and surrounded by a wall taller than I.

I also passed by the innermost wall and its northern gate. Although in the dark, I couldn't see them, I knew, thanks to my previous visit, that there were two other walls beyond it.

Finally, I reached the top of the Acropolis. In addition to two reconstructed houses, there were ruins of a huge round building with stone benches embedded in the wall. According to the reading I did before my previous visit to the citânia, archaeologists thought that that building was where the rulers or the elders gathered to discuss and solve the town's problems.

From the top of the Acropolis, I could see the whole ruins, however, there was no sign of the lights the rumors spoke of. However, it was still early, so I leaned against one of the reconstructed houses and waited. I just wished that that wasn't one of the few nights without occurrences that month.

The first sign that something was going to happen, however, wasn't the appearance of lights, but of shapes that moved further down, in the dark. These came from a point almost opposite that from which I had entered, so I wondered how they had circumvented the fence.

Slowly they approached a small yard located amongst the family complexes below, and then, by the light of the moon and the stars, I realized that they were five women dressed in black. The idea that they could be the Witches of the Night crossed my mind, but I soon discarded it. These women didn't have the covered faces or the size of the creatures I was looking for.

Then the lights that made me go there appeared. I saw them first as three small greenish flames in a small grove near the outer perimeter of the citânia. However, they quickly approached, their size and intensity increasing.

Seeing them, the five women immediately sought refuge among the ruins. They waited for the will-o-wisps to approach a bit more, and then began to recite a strange and elaborate chant. To my surprise, moments later, a torrent of hail fell upon the living flames, although the sky was clear. In mere seconds, they and the ground around them were covered by a mound of ice.

Up to that moment, I hadn't seen such a demonstration of power by any witch, so, for a moment, I wondered if those five women really weren't the Witches of the Night.

The attackers waited a few seconds to make sure that they had really neutralized their target. The mound of ice didn't move, and they then left their hiding places.

"We did it" said one of them. "We're now the most powerful witches in Northern Portugal."

"It seems so" another agreed, with a smile.

"Are you sure?" asked a third, looking, suspicious and frightened, to the hail mound. They've survived worse.

"I'm sure" said the first. "We found their weakness."

In that instant, the ice began to tremble. A second later, with an explosion, the will-o-wisps emerged from the hail.

The invaders rushed back to their shelters and started a new chant. This time, however, their opponents went into action.

With incredible speed, one crashed into one of the witches, projecting her several meters back. Another shot a strange greenish lightning that bypassed the cover and hit the attacker behind it. Then, the three got together and began to move quickly in a circle. A rain of small balls of green flames fell, then, on the three invaders still in combat. As they touched their clothes, they set them on fire. Strangely, though, when they missed and hit the ground, they went off instantly without even burning the vegetation.

The attackers rolled on the ground to extinguish the flames. When they got up, they decided that they had had enough and, after picking up their two unconscious (or maybe even dead) friends, they fled, disappearing into the darkness from which they had emerged.

The will-o-wisps remained motionless for a few more minutes. I stayed where I was, watching them, hoping that when they left, they would take me to something that would reveal their origin. After all, the women they had faced were clearly witches. Could they be somewhat related to the Witches of the Night?

The truth promptly revealed itself and it caught me completely by surprise.

The flames of the will-o-wisps started stirring and growing. Suddenly they disappeared completely, revealing three persons: two women and one man.

"I hope this is the last of these attacks" said the man. "Fighting these second-rate witches is becoming tiresome."

"It's the price of fame" said one of the women.

"But what do they think they can achieve?" asked the other woman. "Occupy our place? They think that by defeating us, they will get our powers?"

Clearly, those people were powerful witches. However, they didn't have the size or the garments of the Witches of the Night, so I assumed they weren't them. Moreover, the latter could hardly be called famous. But perhaps these three knew something that could help me.

I took a deep breath to gather some courage before, once again, addressing a group of witches.

I got up and called for them. Without a word, they again turned into will-o-wisps, flew up to the Acropolis and surrounded me. Then they returned to their human forms.


"Who are you?" asked the man. "Don't tell me you're another wizard who wants to face us."

"No, no" I answered promptly.

I then told them about my search for the Witches of the Night and what had brought me there.

"You know, we're also very interested in the Witches of the Night. No one knows who they are, what they want or where they came from. This makes them dangerous to us."

"Do you know where I can find them?"

"Unfortunately, no" said the other woman. "If we knew, we would have already talked to them. We always try to convince all witches in the North to join our Great Covenant."

"Come with us" said the first woman. "Let us show you what we have on the Witches of the Night. Perhaps if we combine our knowledge, we can figure something out."

"Do you think we should show him our hiding place?" asked the man.

"He has dealt with witches before. He knows that if he says something to someone, we'll put a curse on him and everyone he loves" said the first woman. "Besides, everyone knows that we are here in the citânia and that our hiding place isn't very far."

They took me, then, to one of the rebuilt citânia houses. The man took a key from his pocket, which he used to open the door, and we entered. Inside it was dark. The only light was the pale luminescence of the moon and the stars that came through the door, however, it was enough for me to realize that the place was empty.

As I wondered why they had brought me there, one of the women pulled away some of the straw that covered the floor and lifted a small stone slab. To my surprise, underneath it, there was a small backlit keypad. The witch introduced a numeric code, and the ground began to tremble.

"Step back a bit" the man said, pulling me gently by the shoulder.

A part of the floor lowered and slid aside, revealing metal stairs leading down vertically to a concrete tunnel. The woman who opened the trap door went down first, followed by the man. I was the third, while the last witch stayed back to close the trapdoor.

The tunnel was well lit and short, ending up less than two meters ahead in a room considerably more spacious than the rebuilt house above.

It was a strange place. Like the tunnel, it had concrete walls, giving it a bunker-like look. Desks with computers and tablet PCs mingled with counters filled with mortars, knives, scythes, bottles, and vials filled with multiple liquids of different colors. Bunches of different herbs hanged by strings from the ceiling, as well as chicken paws and net bags filled with bones. The walls were partially covered with newspaper clippings and pictures of people, some of whom I recognized as being involved in national and international politics.

Exactly what these witches did there, I don't know, but it was obvious they were more powerful and influential than any other covenant I had met before.

One of the women turned on one of the computers and started showing me videos on which the Witches of the Night appeared. I confess I was surprised, scared even, with all the places where those witches had eyes. I saw images of the Witches of the Night in the Gerês Mountains, in the streets of Porto, flying over the river Lima, in the tunnels hidden under Braga. They even showed me a video of my encounter with one of the Witches of the Night, when I pursued one of the trolls under its command. These were images from outside the abandoned house where I found the creature, certainly taken by a drone. Unfortunately, the machine wasn't fast enough to follow the cloaked witch to its hiding place.

Although the videos revealed several places where the Witches of the Night had been, even with the knowledge I had gained during my search, they didn't help uncover the creatures' motives or whereabouts. In fact, they only brought more questions.

With nothing more to do there, I said goodbye to the witches. After reiterating their threats of what would happen to me if I revealed their hiding place to anyone, they let me go.

On the drive back home, I couldn't help thinking that I was increasingly confused. The more I learned about the Witches of the Night, the least I understood. Would I ever be able to find them and make them answer for the deaths they had caused?

O número zero da minha revista "As Viagens do Feiticeiro" já está disponível em eBook e papel em todos os principais retalhistas de livros.

"Este é o primeiro número de “As Viagens do Feiticeiro”, uma revista de um só autor repleta de histórias de fantasia, ficção cientifica e horror. 

Neste número poderão encontrar:

Terra Nova – No século XVI, o navegador português Manuel Corte-Real volta à Terra Nova do Bacalhau em busca do seu desaparecido irmão Gabriel. Contudo, encontra algo bem diferente daquilo que esperava.

O Cornudo – Um bode negro aterroriza a população da aldeia da Meadela, que pensa tratar-se do diabo. Estarão certos ou terá a criatura uma origem bem mais mundana?

A Máquina do Tempo – Durante anos, Roberto estudou, pesquisou e trabalhou para construir uma máquina do tempo. Agora que finalmente a concluiu, prepara-se para viajar ao passado e ter a vida que sempre quis e que pensa ser impossível alcançar no seu tempo. Mas teria de viajar tão longe para encontrar o que procura?

O Saltador – Depois de um longo período longe dos trampolins, o atleta de saltos de esqui Korhonen regressa ao desporto que sempre amou. Porém, nem o desporto é imune ao avanço da tecnologia.

Vida Noturna – Teremos, no futuro, tempo para viver uma vida fora do trabalho?

Holestern: A Herança – Holestern, juntamente com dois companheiros, entra na desolada cidade de Durknaz em busca de um artefacto que lhe é importante. Conseguirá encontrá-lo, ou os seus ossos irão juntar-se aos incontáveis outros que jazem entre as ruínas da Cidade Maldita?

A Escolha do Cavaleiro: Prólogo e Capítulo 1 – A primeira parte de um romance serializado em que seguiremos Loran, um dos cavaleiros reais de Veltraik. Após o fim da longa guerra contra o Império Artemisio, um exército dos agora desempregados mercenários contratados por Veltraik revolta-se e começa a pilhar o reino. Loran junta-se ao exército enviado para os parar e acaba por descobrir algo que nem o maior mago do reino consegue identificar."

Podem encontrá-la nas seguintes lojas:
Como a anterior, esta investigação começou num fórum online que falava do avistamento de estranhas luzes, desta vez na Citânia de Briteiros. Contudo, estava também associada às Bruxas da Noite e ao diário, pois uma das entradas deste reunia várias histórias captadas em segunda mão que contavam que bruxas poderosas habitavam, escondidas, entre as ruínas. O meu antecessor, tímido como parecia ser, nunca tentou confirmar essas histórias, mas a existência destas e das luzes pareciam mais do que coincidência, e eu tinha de investigar.

Uma noite, após o trabalho, telefonei à minha mulher para lhe dizer que ia trabalhar até tarde e, depois, encaminhei-me para a citânia. Esta não ficava longe do meu emprego, porém, parte da estrada era muito exígua, com muitas curvas de pouca visibilidade, pelo que requeria uma condução cuidada. Como tal, demorei mais de meia hora a lá chegar.

Estacionei num pequeno espaço de terra batida ao lado da estrada, em frente da entrada da citânia. Embora ainda não fosse noite, já começara a anoitecer, e esta encontrava-se fechada. Decidi aproveitar a pouco luz que ainda restava para procurar outra forma de entrar.

Percorri quase todo o perímetro das ruínas virado para a estrada. Finalmente, uma centena de metros abaixo de onde deixei o carro, encontrei um espaço entre a rede e o chão grande o suficiente para eu passar. Arrastando-me de costas e empurrando a rede para cima, consegui entrar.

Estava, agora, junto das ruínas de uns banhos situados num dos pontos mais baixos da citânia. Mesmo com a escuridão crescente e intento em descubrir as origens das luzes, não consegui deixar de admirar a chamada Pedra Formosa dos banhos, gravada com motivos celtas.

Comecei a subir uma ancestral rua, a mesma que os habitantes da idade do ferro usavam no seu dia-a-dia, ladeada por uma conduta que levava água aos banhos. A subida não foi fácil, pois a calçada era irregular e bastante íngreme, mas, por fim, cheguei à zona onde se concentravam a maior parte das ruínas de casas.

Depois de descansar um pouco, decidi continuar a subir até ao topo da acropole. Sendo o ponto mais alto da citânia, era o local ideal para ficar de vigia e avistar as luzes que ali fui procurar.

Subi por outro dos caminhos originais. Este serpenteava por entre as ruínas dos vários complexos familiares, em que casas circulares construídas em volta de um terreiro central se encontravam envoltas por uma parede mais alta do que eu.

Passei, também, junto da muralha mais interior e do seu portão norte. Apesar de, na escuridão, não as conseguir ver, sabia que, graças a uma minha visita anterior, havia duas mais além dela.

Finalmente, cheguei ao topo da acropole. Para além de duas casas reconstruídas, havia ali as ruínas de um enorme edifício redondo com bancos de pedra adossados à parede. Segundo as leituras que fiz antes da minha visita anterior à citânia, os arqueólogos pensavam tratar-se da casa onde os governantes ou os anciãos se juntavam para discutir e resolver os problemas da povoação.

Dali, conseguia ver toda a citânia, porém, não detectei nem sinal das luzes de que os rumores falavam. Todavia, ainda era cedo, pelo que me encostei a uma das casas reconstruídas e esperei. Só queria que aquela não fosse uma das poucas noites sem ocorrências daquele mês.

O primeiro sinal de que algo iria acontecer, porém, não foi o aparecimento de luzes, mas sim de vultos que se mexiam mais abaixo, na escuridão. Estes surgiram de um ponto quase oposto àquele por onde eu havia entrado, pelo que me perguntei como tinham atravessado a vedação.

Lentamente, aproximaram-se do pequeno terreiro entre os complexos familiares, mais abaixo, foi então que, graças à luz da Lua e das estrelas, me apercebi de que se tratavam de cinco mulheres vestidas de negro. A ideia de que podiam ser as Bruxas da Noite passou-me pela cabeça, mas logo a descartei. Estas mulheres não tinham as caras cobertas nem a envergadura das criaturas que eu procurava.

Foi então que as luzes que me levaram ali apareceram. Ví-as, primeiro, como três pequenas chamas esverdeadas num pequeno arvoredo junto ao exterior do perímetro da citânia. Porém, rápidamente se aproximaram, ao mesmo tempo que aumentavam de tamanho e intensidade.

Ao vê-las, as cinco mulheres procuraram imediatamente refúgio por entre as ruínas. Esperaram que os fogo-fátuos se aproximassem mais um pouco, e, então, começaram a recitar estranhos e elaborados cânticos. Para minha surpresa, instantes depois, uma torrente de granizo abateu-se sobre as chamas viventes, apesar de o céu estar limpo. Em meros segundos, estas e o terreno em redor estavam cobertos por um monte de gelo.

Até ao momento, não tinha visto uma tal demonstração de poder por parte de nenhuma bruxa, pelo que, por momentos, me perguntei se aquelas cinco mulheres não seriam mesmo as Bruxas da Noite.

As atacantes esperaram um pouco para se certificarem que tinham, realmente, neutralizado o seu alvo. O monte de gelo não se moveu, e elas, saíram, então, dos seus esconderijos.

- Conseguimos - disse uma delas. - Agora somos as bruxas mais poderosas do norte de Portugal.

- Parece que sim - concordou outra, com um sorriso nos lábios.

- Têm a certeza? - perguntou uma terceira, olhando, desconfiada e amedrontada, para a pilha de granizo. - Elas já sobreviveram a pior.

- De certeza - afirmou a primeira. - Foi desta que descobrimos a fraqueza delas.

Nesse instante, o monte de gelo começou a estremecer. Um instante depois, com uma explosão, os fogo-fátuos emergiram do granizo.

As invasoras correram de volta para os seus refúgios e começaram um novo cântico. Porém, desta vez, os seus oponentes entraram em acção.

Com uma rapidez incrível, um deles chocou contra uma das bruxas, projectando-a vários metros para trás. Outro disparou um estranho relâmpago esverdeado que contornou a cobertura e atingiu a atacante atrás dela. Depois, os três juntaram-se e começaram a mover-se rápidamente em círculo. Uma chuva de pequenas esferas de chamas verdes abateu-se, então, sobre as três invasoras ainda em combate. Mal tocaram as suas roupas, icendiaram-nas, embora, ao atingir o solo, se apagassem instantaneamente, sem sequer queimarem a vegetação.

As atacantes rebolaram pelo chão para extinguir as chamas. Quando se voltaram a levantar, decidiram admitir a derrota e, depois de pegarem nas suas duas amigas inconscientes (ou talvez mortas), fugiram até desaparecerem na escuridão de onde tinham surgido.

Os fogo-fátuos permaneceram imóveis durante mais alguns minutos. Eu fiquei onde estava, a observá-los, na esperança que, ao irem embora, me levassem a algo que indicasse a sua origem. Afinal, as mulheres que haviam enfrentado eram claramente bruxas. Será que eles não teriam alguma relação com as Bruxas da Noite?

A verdade prontamente se revelou e apanhou-me completamente de surpresa.

As chamas dos fogo-fátuos começaram a agitar-se e a crescer. De repente, desapareceram por completo, revelando três pessoas: duas mulheres e um homem.

- Espero que este seja o último destes ataques - disse o homem. - Correr com estas bruxas de segunda está a tornar-se aborrecido.

- É o preço da fama - respondeu uma das mulheres.

- Mas que pretendem elas com isto? - perguntou a outra mulher. - Ocupar o nosso lugar? Acham que derrotarnos lhes vai dar o nosso poder?

Claramente, aquelas pessoas eram bruxas poderosas. Porém, não tinham o tamanho nem as vestimentas das Bruxas da Noite, pelo que assumi não serem elas. Além disso, estas últimas dificilmente podiam ser chamadas de famosas. Contudo, talvez estas três soubessem alguma coisa que me pudesse ajudar.

Respirei fundo para reunir coragem antes de, mais uma vez, abordar um grupo de bruxas.

Levantei-me e chamei por elas. Sem uma palavra, transformaram-se de novo em fogo-fátuos e voaram até à acropole, onde me rodearam. Depois, voltaram à forma humana.

- Quem és tu? - perguntou o homem. - Não me digas que és algum bruxo que também nos quer enfrentar.

- Não, não - respondi prontamente.

Contei-lhes, então, sobre a minha busca pelas Bruxas da Noite e o que me tinha levado ali.

- Sabes, nós também estamos muito  interessadas nas Bruxas da Noite. Ninguém sabe quem elas são, o que querem ou de onde vieram. Isso torna-as perigosas para nós.

- Sabem onde as posso encontrar?

- Infelizmente, não - respondeu a outra mulher. - Se soubéssemos, já tínhamos falado com elas. Gostámos sempre de tentar convencer todas as bruxas e utilizadores de magia do Norte a juntarem-se ao nosso Grande Conventículo.

- Vem connosco - disse a primeira mulher. - Vamos mostrar -te o que temos sobre as Bruxas da Noite. Talvez se combinarmos os nossos conhecimentos, possamos descubrir alguma coisa.

- Acham que devíamos mostrar-lhe o esconderijo? - perguntou o homem.

- Ele já lidou com bruxas antes. Sabe que se disser alguma coisa a alguém, podemos por uma maldição nele e em todos o que ama - respondeu a primeira mulher. - Além disso, toda a gente sabe que estamos aqui na citânia e que o nosso esconderijo não deve ficar longe.

Elas levaram-me, então, até uma das casas castrenses reconstruídas. O homem tirou uma chave do bolso, que usou para abrir a porta, e entrámos. Lá dentro estava escuro. A única luz era a pálida luminescência da Lua e das estrelas que entrava pela porta, contudo, era suficiente para eu perceber que o local se encontrava vazio.

Enquanto me perguntava porque me haviam levado ali, uma das mulheres apartou um pouco da palha que cobria o chão e levantou uma pequena laje de pedra. Para minha surpresa, debaixo dela, encontrava-se um pequeno teclado numérico retroiluminado. A bruxa introduziu um código numérico e o chão começou a estremecer.

- Recua um bocado - disse o homem, puxando-me para trás pelo ombro.

Uma parte do chão baixou-se e deslizou para o lado, revelando umas escadas metálicas que desciam, na vertical, até um túnel de cimento. A mulher que abriu o alçapão desceu primeiro, seguida pelo homem. Eu fui o terceiro, enquanto a última bruxa ficou para trás, para fechar o alçapão.

O túnel onde agora estava bem iluminado e era curto, desembocando menos de dois metros depois numa sala bem mais espaçosa do que a casa reconstruída acima.

Era um lugar estranho. Como o túnel, tinha paredes de cimento, dando-lhe um aspecto de bunker. Secretárias com computadores e tablets misturavam-se com bancas onde repousavam almofarizes, facas, foices e frascos e vasilhas com múltiplos líquidos de estranhas cores. Molhos de diversas ervas pendiam, por fios, do tecto, assim como patas de galinha e sacos de rede com ossos. Nas paredes, viam-se recortes de jornais e fotos de pessoas, algumas das quais reconheci como sendo intervenientes na política nacional e internacional.

Exactamente o que aquelas bruxas faziam ali, não sei dizer, mas era óbvio que eram mais poderosas e influentes que as de qualquer outro conventículo que eu havia encontrado antes.

Uma das mulheres ligou um dos computadores e começou a mostrar-me vídeos onde figuravam as Bruxas da Noite. Confesso que fiquei admirado, assustado, até, com todos os locais onde aquelas bruxas tinham olhos. Vi imagens das Bruxas da Noite nas montanhas do Gerês, nas ruas do Porto, sobrevoando o rio Lima, até nos túneis debaixo de Braga. Inclusivé, mostraram-me um vídeo do meu encontro com uma das Bruxas da Noite, quando persegui um dos tragos sob seu comando. Eram imagens do exterior, certamente capturadas por um drone. Infelizmente, a máquina não foi rápida o suficiente para seguir a criatura encapuçada até ao seu esconderijo.

Apesar dos vídeos revelarem vários sítios onde as Bruxas da Noite estiveram, mesmo somados ao conhecimento que eu havia obtido durante a minha busca, não ajudavam a descortinar os motivos ou o paradeiro delas. De facto, trouxeram ainda mais perguntas.

Sem mais nada que fazer ali, despedi-me das bruxas. Após reieterarem as suas ameaças do que me aconteceria se revelasse a alguém o seu esconderijo, deixaram-me ir.

No regresso a casa não consegui deixar de pensar que estava cada vez mais confuso. Quanto mais sabia sobre as Bruxas da Noite, menos compreendia. Alguma vez iria encontrá-las e fazê-las responder pelas mortes que haviam causado?
Como parte de la exploración del mundo paralelo al nuestro que el diario que encontré me reveló, suelo seguir los foros y blogs nacionales de paranormal y ufología, no vaya uno de ellos revelar algo que merezca mi atención. Fue una de esas lecturas que dio inicio esta investigación.

En los foros de ufología, había una gran emoción acerca de unas extrañas luces que estaban apareciendo sobre el Monte del Pilar, en las afueras de la Póvoa de Lanhoso. Es claro que, sólo eso, no llegaría para despertar mi curiosidad, pues rumores de luces no identificadas en el cielo eran frecuentes. Lo que realmente hacia este caso especial eran las historias de hombres que cortaban la carretera de acceso a la cima del monte durante estas ocasiones. Pensé luego en la Organización, y, si la Organización estaba presente, era porque algo realmente pasaba.

Dejando de lado la búsqueda por las Brujas de la Noche durante algún tiempo, un sábado por la noche, momento en el que los avistamientos solían ocurrir, me dirigí a la Póvoa de Lanhoso. Esa noche, mi mujer estaba en la casa de su madre, que estaba nuevamente enferma, y mi hija se había ido a pasar el fin de semana con una amiga, por lo que no tuve que inventar una excusa.

Dejé el coche junto a la iglesia construida en la base del Monte del Pilar, al lado de la carretera que llevaba hasta la cima, para investigar el presunto bloqueo. De hecho, apenas pasé la primera curva me encontré con dos coches atravesados en el camino, bloqueando el paso. Detrás de ellos, cinco hombres vigilaban la carretera.

Al contrario de lo que yo había asumido, estos no parecían ser miembros de la Organización. Estaban armados con bates de béisbol y, en vez de trajes o uniformes militares, llevaban ropa casual.

Me acerqué a ellos para intentar entender lo que pasaba. Aún estaba a unos dos metros de los coches, cuando uno de los hombres gritó:

- No puede pasar!

- ¿Por qué? - pregunté, dando dos pasos adelante.

- No necesitas saberlo. Regrésese.

- ¿Con qué autoridad me niega el paso en una carretera pública? - le pregunté, intentando obligarlos a revelar quiénes eran.

- ¿Nos vas a dar problemas? - respondió otro hombre, golpeando el bate de béisbol en una mano.

Sus compañeros, levantaron sus armas.

- Vete antes de que salgas herido.

Así lo hice, pero no iba a dejar tan fácilmente aquella investigación. Conocía bien aquel monte, que ya había visitado varias veces, y sabía que existía un viejo camino medieval que también llevaba a la cima.

Tan pronto como desaparecí del ángulo de visión de los hombres, por detrás de la curva, subí a través de la vegetación hasta el antiguo camino. Como esperaba, este no parecía vigilado.

La subida no era fácil. Las piedras de la calzada, expuestas a los elementos y sin mantenimiento durante siglos, eran irregulares, y la hierba crecía entre ellas. En algunos puntos, la calzada hasta desaparecía por completo. Sin embargo, el último tramo era aún peor.

El Monte del Pilar estaba coronado por una enorme roca, uno de las más grandes de Europa, sobre el que se alzaba el Castillo de Lanhoso y un pequeño santuario. La nueva carretera daba acceso a ella por la ladera oeste, menos empinada. El viejo camino medieval, sin embargo, conducía a la entrada este. Creo que alguna vez una escalera la conectaba con la carretera medieval, sin embargo, ahora, sólo algunos apoyos para las manos y los pies excavados en la roca desnuda ayudaban en la subida.

A pesar de que la exploración urbana me había ayudado a ganar algo de experiencia en escalada, fue con bastante dificultad que llegué a la entrada este. Esta daba acceso a una pequeña terraza cubierta de árboles y con mesas de piedra situada unos metros debajo de la zona principal del santuario. Afortunadamente, no se encontraba nadie allí, por lo que pude parar un poco para recobrar energías después de la subida.

En cuanto me sentí capaz subí, poco a poco, las escaleras que daban hacia el nivel superior y me asomé. Sobre la roca, a medio camino entre la pequeña iglesia y el castillo, estaba un grupo de cerca de veinte personas. Estas se encontraban reunidas alrededor de lo que parecía ser un sacerdote sosteniendo una gran cruz de madera con las dos manos. El hombre recitaba, a plenos pulmones, un canto en latín, ahogando todos los otros sonidos de la noche.

Durante veinte minutos me quedé allí, escuchando y observando, pero nada notable sucedió. Empezaba a pensar que se trataba, simplemente, de una secta cualquiera, sin ninguna relación con las luces en el cielo. Sólo el bloqueo en la carretera y la relación establecida entre éste y las luces en los foros de ufología me mantuvieron allí.

Un cuarto de hora después, me alegré de no haberme ido. El grupo comenzó a emocionarse y a apuntar hacia el cielo. Seguí sus miradas, y vi varios puntos de luz, arriba, muy por encima del monte.

El sacerdote intensificó su canto, y las luces empezaron a acercarse. Poco después, parecían pequeños soles brillando sobre el santuario. Su intensidad era tal que, al principio, casi no podía mirar directamente hacia ellas. Sin embargo, poco a poco, comenzaron a perder fuerza, hasta que, finalmente, logré ver lo que eran.

Se trataba, tal vez, de las criaturas más extrañas que había visto nunca. Algunas parecían tener forma humana, sin embargo, tenían seis alas blancas similares a las de las palomas, con las dos de arriba cubriendo sus caras, las de abajo cubriendo sus pies y piernas, y sólo usando las del medio para volar. Otras eran vagamente humanoides, sin embargo, tenían cuatro cabezas, una de hombre, una de águila, una de buey, y una de león, y cuatro alas cubiertas de ojos. No obstante lo extraños que eran estos seres, el tercer tipo de criatura aún lo era más. Estaban formados por varias ruedas concéntricas con los aros cubiertos de ojos. Cómo lograban volar, no sé decir.

Cuando era adolescente, tenía un gran interés en la mitología y, aunque angelología cristiana no era una de mis favoritas, me di cuenta de que aquellos seres eran ángeles, en particular, de la primera esfera, los más cercanos a Dios.

Despacio, los seres dieron vueltas sobre los hombres, mientras estos gritaban súplicas.

Pasados unos minutos, los ángeles empezaron a alejarse. Poco a poco, sus luces se fueron haciendo más débiles y distantes, hasta que desaparecieron por completo.

Con sonrisas en los labios, las personas comenzaron a dispersarse y a volver a sus coches. Lo que habían logrado con aquél ritual, no sé decir, pero pude saber que no eran solamente demonios lo que aquél tipo de sectas invocaban.

Me quedé donde estaba, y esperé a que dejaran el santuario. Después, esperé un poco más para que desbloquearan la carretera y sólo entonces empecé a bajar del monte, esta vez por la ruta principal.

Como siempre, muchas preguntas me pasaron por la cabeza en el camino de regreso a casa. ¿Cuál era el objetivo del ritual? ¿Por qué vendrían ángeles de las más altas órdenes a la Tierra? Si los ángeles eran reales, ¿será que Dios también lo era?

Por suerte, mi mente aún estaba enfocada en encontrar las Brujas de la Noche y descubrir sus objetivos, de lo contrario, si hubiera tenido tiempo de pensar en las implicaciones de esa noche, mi mundo podía haber colapsado.
As part of my exploration of the world parallel to ours the diary I had found revealed, I usually followed national blogs and Internet forums about the paranormal and UFOs, in case something showed up that deserved my attention. It was one of these readings that led to this investigation.

In all ufology forums, there was great excitement about strange lights which were appearing above the hill called Monte do Pilar, on the outskirts of Póvoa de Lanhoso. Of course, that by itself wouldn't be enough to arouse my curiosity, since reports of unidentified lights in the sky were a usual occurrence. What really made this case special were the rumors of men that blocked the road to the top of the hill during such occurrences. I immediately thought of the Organization, and if the Organization was present, something was really happening.

Forgetting my search for the Witches of the Night for a while, a Saturday night, when the sightings usually occurred, I went to Póvoa de Lanhoso. That night, my wife was at her mother's house, who had fallen ill again, and my daughter had gone to spend the weekend with a friend, so I didn't need to make up an excuse.

I left the car near the church built at the foot of Monte do Pilar hill, beside the road leading to the summit, to investigate the alleged roadblock. In fact, as soon as I turned the first corner, I saw two cars parked across the road blocking the way. Behind them, five men stood guard.

Contrary to what I had assumed, they didn't seem to be from the Organization. They were armed with baseball bats, and instead of suits or military uniforms, they wore casual clothes.

I approached them to try to understand what was happening. I was still a couple of meters from the car when one of the men shouted, "You can't pass!"

"Why?" I asked, taking two steps forward.

"None of your concern. Go back."

"By what authority do you deny me passage through a public road?" I asked, trying to force them to reveal who they were.

"Are you going to give us trouble?" said another man, putting his baseball bat across his hand.

His companions raised their weapons.

"Go away before you hurt yourself."

I did so, but I wouldn't give up on that investigation so easily. I knew that hill, I had visited it several times, and knew there was an old medieval road that also climbed to the summit.

As soon as I disappeared from the men's viewing angle, behind the corner, I climbed through the vegetation to the old road. As I had expected, it didn't seem to be watched.

The way up wasn't easy. The pavement stones, exposed to the elements and without maintenance for centuries, were irregular, and grass grew between them. At some points, the pavement disappeared completely. Nevertheless, the final stretch was even worse.

Monte do Pilar was crowned by a colossal rock, one of the largest in Europe, on which stood the castle of Lanhoso and a small shrine. The new road bypassed most of it and reached the top through the less steep West hillside. The old medieval road, however, led to the East entrance. I think that once a ladder connected it to the old road, however, now only a few holes dug into the bare rock helped on the way up.

Although urban exploration had given me some experience in climbing, it was with great difficulty that I reached the entrance. It gave access to a small terrace covered with trees and stone tables located a few meters below the main sanctuary area. Fortunately, no one was there, so I could take a break to recover some energy.

As soon as I felt able, I climbed, step by step, the stairs to the upper level and took a peek. On the rock, halfway between the small church and the castle, stood a group of about twenty people. They were gathered around what appeared to be a priest holding a large wooden cross with both hands. He recited, loudly, a song in Latin, drowning out all the other sounds of the night.

For twenty minutes I stood there, listening to him and watching the group, but nothing remarkable happened. I started thinking that it was only some random cult, with no relation to the lights in the sky. Only the roadblock and the link between it and the lights in the ufology forums kept me there.

Fifteen minutes later, I was glad I stayed. The group started to get excited and pointing at the sky. I followed their gaze and saw several points of light, high above the hill.

The priest started singing even louder, and the lights began to descend. Shortly after, they looked like small suns shining on the sanctuary. Their intensity was such that, at first, I could hardly look directly at them. However, they gradually faded, until at last, I was able to see what they were.

They were perhaps the most bizarre creatures I had ever seen. Some seemed to have human form but had six white wings similar to those of doves. They used the top ones to cover their faces, the lower ones to cover their feet and legs, and only the middle ones to fly. Others were vaguely humanoid, however, they had four heads, one of a man, one of an eagle, one of an ox and one of a lion, and four eye-covered wings. Nevertheless, and despite how strange these beings looked, the third type of creature was even stranger. They were formed by various concentric wheels with eye-covered hoops. How they flew, I can't say.

As a teenager, I had a keen interest in mythology, and although Christian angelology was not one of my favorites, I recognized those beings as angels from the first sphere, the ones closer to God.

Slowly, the beings flew in circles over the assembled people, while they raised their hands skyward and screamed pleas.

After a few minutes, the angels began to fly away. Gradually, their light became weaker, until it disappeared.

With smiles on their lips, the priest and his following began to disperse and return to their cars. What was the result of that ritual, I can't say, but at least I found out that it wasn't just demons this kind of cults invoked.

I stayed where I was and waited for them to leave the sanctuary. Then I gave them more time to unblock the road and only then started down the hill, this time through the main route.

As always, several questions raced through my mind on the way back home. What was the purpose of that ritual? Why would angels of the highest orders come down to earth? If angels were real, did that mean God is also real?

Fortunately, my mind was still preoccupied with finding the Witches of the Night and find out their endgame, otherwise, if I had had time to think about the implications of that night, my world could have collapsed.

Comments


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:iconpaytonsnewheart:
paytonsnewheart Featured By Owner Feb 26, 2018  Hobbyist Digital Artist
Thanks for the llama!
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:iconchateaugrief:
chateaugrief Featured By Owner Feb 6, 2017  Professional Digital Artist
Thanks for the llama!
Bridalveil Fall by chateaugrief
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:iconexobiology:
exobiology Featured By Owner Feb 5, 2017  Hobbyist Digital Artist
Thank you for the llama golden 1 by EXOstock    Owl mystery by exobiology
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:iconshadowphoenixpt:
shadowphoenixpt Featured By Owner Feb 6, 2017  Hobbyist Writer
:)
Reply
:iconexobiology:
exobiology Featured By Owner Feb 6, 2017  Hobbyist Digital Artist
Heart 
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:iconmaria-schreuders:
Maria-Schreuders Featured By Owner Jan 30, 2017  Hobbyist Photographer
Thank you so much for taking the time to fave and comment on my photo  :+fav: :heart:  I really appreciate this
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:iconjoran-belar:
Joran-Belar Featured By Owner Jan 24, 2017  Hobbyist General Artist
Thanks for the fav on

The Battle of Narendra III by Joran-Belar

Greez
J.J.
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