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About Literature / Hobbyist Joel Puga34/Male/Portugal Recent Activity
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Brujas de la Noche #13 Las Brujas del Mar
Después de todo lo que había descubierto gracias a mi visita a la Taberna de los Encantados, deseaba más que nunca encontrar las Brujas de la Noche.  Así que, justo  el fin de semana siguiente, decidí revisar otra de las entradas del diario que parecía estar relacionada con brujas.
En la tarde del sábado, en cuanto mi mujer y mi hija fueron a una librería a la presentación de un libro, me dirigí a Barcelos.
La entrada del diario describía varias desapariciones en una localidad de los alrededores de aquella ciudad y de un ojo marino en el Río Neiva, junto a una roca conocida como el "Penedo de la Moira". Supuestamente, en ciertas noches, mujeres salidas de debajo de las aguas arrastraban a cualquier hombre que encontrasen hacia el ojo marino, y nunca más era visto. Después de todo lo que había presenciado, no tenía dificultades en creer en moiras, sin embargo, como estas no eran contempladas en nin
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Witches of the Night #13 The Sea Witches
After all I had discovered during my visit to the Tavern of the Enchanted, I wanted more than ever to find the Witches of the Night. As such, in the very next weekend, I decided to investigate another of the diary entries that seemed to be related to witches.
On that Saturday afternoon, when my wife and daughter went to a bookstore for a book presentation, I drove to Barcelos.
The diary entry spoke of several disappearances next to a village in the outskirts of that city, involving a sea eye on the Neiva River near a rock known as the "Penedo da Moira." Supposedly, on certain nights, women came out of the water and dragged any man they found into the sea eye, never to be seen again. After all I had witnessed, I had no difficulty in believing in moiras, but as they weren't mentioned in any other part of the diary, I assumed that they were witches.
I arrived at the site in the early afternoon. There were several small ponds where people used to swim in the summer; however, being a cold w
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Bruxas da Noite #13 As Bruxas do Mar
Após tudo o que descobrira graças à minha visita à Taberna dos Encantados, a minha vontade de encontrar as Bruxas da Noite viu-se ainda mais reforçada. Como tal, logo no fim de semana seguinte, investiguei mais uma das entradas do diário que me parecia estar relacionada com bruxas.
Na tarde de sábado, em que a minha mulher e filha foram a uma livraria à apresentação de um livro, dirigi-me a Barcelos.
A entrada falava de vários desaparecimentos numa localidade dos arredores daquela cidade, envolvendo um olho marinho no Rio Neiva junto a um rochedo conhecido como o “Penedo da Moira”. Supostamente, em certas noites, mulheres saídas de baixo das águas arrastavam qualquer homem que encontrassem para o olho marinho, e ele nunca mais era visto. Depois de tudo o que vira, não tinha dificuldades em acreditar em moiras, contudo, como estas não eram referidas em mais nenhuma parte do diário, assumi que se
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Brujas de la Noche#12 La Taberna de los Encantados
Mis primeros intentos de encontrar las Brujas de la Noche habían sido infructuosos. Aún habían otras anotaciones en el diario que todavía podía explorar, pero, durante una hora de almuerzo, recordé otro lugar donde podría encontrar más información.
La primera vez que me encontré con Henrique Cerqueira, él me comentó acerca de otro lugar donde se reunían las extrañas criaturas que habitaban debajo de nuestros pies en Braga. Su ubicación fue probablemente la única cosa buena que obtuve de haber conocido a ese hombre.
Así, unos días más tarde después del trabajo, me dirigí a la tienda china, una de las más grandes de la ciudad, bajo la cual se encontraba el local. Aparqué el coche en el estacionamiento subterráneo y, de inmediato, empecé a buscar la rejilla de drenaje que me llevaría a los túneles de abajo.
La encontré escondida detrás de una col
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Witches of the Night#12The Tavern of the Enchanted
My first searches for the Witches of the Night had been fruitless. Although I still had other entries about witches in the diary to explore, one day, during lunch break, I remembered another place where I could find more information.
In my first meeting with Henrique Cerqueira, he had told me of another place where the strange creatures that dwell beneath our feet in Braga meet. Its location was probably the only good thing that came from having met the man.
As such, a few days later, after work, I went to the Chinese store, one of the city's largest, under which the place was supposed to be. I parked the car in the underground park and immediately started looking for the drain grate that would take me to the tunnels below.
I found it hidden behind a column, exactly where Henrique told me it would be. In fact, there was no mistaking it. It was the only one through which an adult man could pass, at least if he wasn't obese.
I had come prepared with a crowbar and, using it, I managed to
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Bruxas da Noite #12 A Taverna dos Encantados
As minhas primeiras buscas pelas Bruxas da Noite tinham sido infrutíferas. Embora ainda tivesse outras entradas sobre bruxas no diário para explorar, um dia, durante o intervalo para o almoço, lembrei-me de um outro sítio onde podia encontrar mais informação.
No meu primeiro encontro com Henrique Cerqueira, ele falara-me de um outro local de convívio para as estranhas criaturas que habitavam debaixo dos nossos pés em Braga. A sua localização foi provavelmente a única coisa boa que veio de eu ter conhecido o homem.
Como tal, uns dias depois, após o trabalho, dirigi-me para a loja dos chineses, uma das maiores da cidade, sob a qual o local se encontrava. Estacionei o carro no parque subterrâneo e, de imediato, comecei a procurar a grelha de escoamento que me levaria aos túneis abaixo.
Encontrei-a escondida atrás de uma coluna, como Henrique me indicara. De facto, não havia como enganar. Era a única por o
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Brujas de la Noche #11 Brujas Urbanas
Cuando busqué en el diario por entradas sobre brujas, una en particular me llamó la atención. Cuando pensamos en brujas, por lo menos en Portugal, nos vienen a la cabeza imágenes de mujeres alrededor de una hoguera en un campo abandonado o en un bosque distante, o curanderos y adivinos populares que atienden los clientes en sus casas. Esta entrada, sin embargo, hablaba de un grupo de brujas del Porto que se reunían en un salón de té en el corazón de esta, la cual es la segunda mayor ciudad del país.
No es, pues, extraño que, después de la entrada más obvia, la de Montalegre, yo haya decidido investigar esta.
Un día que estaba solo en aquella ciudad por motivos de trabajo, aproveché un intervalo de tiempo grande entre mis reuniones de la mañana y de la tarde para visitar el mencionado salón de té.
Con la ayuda del GPS de mi teléfono, encontré su ubicación. Surgió, entonces, un proble
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Witches of the Night #11 Urban Witches
When I looked in the diary I'd found for entries about witches, one in particular caught my attention. When we think of witches, at least in Portugal, what comes to mind are images of women around bonfires in abandoned fields or in the woods, or folk healers and diviners who attend to their customers in basements or small barns. This entry, however, told of a group of witches from Porto who gathered in a tea room in the heart of this city, which is the second largest in Portugal.
Small wonder, then, that after the most obvious entry, about the witches of Montalegre, I decided to investigate this one.
One day I was alone in Porto on business, I took advantage of a big gap between my meetings in the morning and those in the afternoon to visit the tea room.
With the help of my phone's GPS, I found the place. I then found a problem. The diary entry was several years old, and the tea room no longer existed. In its place now stood a small shopping center.
I parked in a nearby carpark and wen
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Bruxas da Noite #11 Bruxas Urbanas
Quando procurei no diário entradas sobre bruxas, uma em particular chamou-me à atenção. Quando pensamos em bruxas, pelo menos em Portugal, vêm-nos à cabeça imagens de mulheres em volta de fogueiras num campo abandonado ou no meio da floresta, ou curandeiros e adivinhos populares que atendem clientes nas suas caves ou em pequenos anexos. Esta entrada, porém, falava de um grupo de bruxas do Porto que se encontrava num salão de chá no coração desta que é a segunda maior cidade do país.
Não é de admirar, portanto, que, depois da entrada mais óbvia, a de Montalegre, eu tenha decidido investigar esta.
Um dia em que estava sozinho naquela cidade em trabalho, aproveitei um intervalo grande entre as minhas reuniões da manhã e da tarde para visitar o referido salão de chá.
Com a ajuda do GPS do meu telemóvel, lá encontrei a morada. Deparei-me, então, com um problema. A entrada
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Brujas de la Noche #10 Las Brujas de Montalegre
Como era de esperarse, una de las primeras referencias sobre brujas en el diario que había encontrado estaba asociada a la localidad portuguesa más conocida por éstas: Montalegre. De hecho, todos los viernes trece, el pueblo organiza un evento llamado "Noche de las Brujas" para celebrar esa misma tradición.
En una tarde lluviosa de sábado, en que ni mi mujer ni mi hija quisieron salir de casa, fui hasta allá. No había autopistas que llevasen hasta Montalegre, por lo que tuve que usar estradas locales. Durante gran parte del camino, la estrada era amplia y bien cuidada, pero algunas decenas de kilómetros antes de llegar a la villa, se tornó estrecha y llena de curvas. La recorrí despacio y con mucha atención, subiendo y bajando colinas cubiertas de pinos y eucaliptos.
Finalmente, después de una última subida, me encontré con Montalegre. Construida sobre una colina que se erguía sobre una extensa meseta vacía
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Witches of the Night #10 The Witches of Montalegre
As you would expect, one of the first references to witches in the diary I found was associated with the Portuguese town most famous for its witches: Montalegre. Actually, every Friday the thirteenth, the town organizes an event called "The Witches Night" to celebrate this same tradition.
On a rainy Saturday afternoon, when neither my wife nor my daughter wanted to leave home, I went there. There was no highway leading to Montalegre, so I had to use the local roads. For much of the way, they were wide and well-maintained, but a few dozen kilometers before reaching the town they became narrow and winding. Slowly and carefully I drove up and down hills covered with pine and eucalyptus trees.
Finally, after a last climb, I saw Montalegre. Built on a hill that towered over a vast, empty and sparsely wooded plateau, it was an impressive sight, especially on a greyish day like that. At its highest point, above a mixture of new and old buildings, rose the medieval castle, its massive keep loo
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Bruxas da Noite #10 As Bruxas de Montalegre
Como seria de esperar, uma das primeiras referências a bruxas no diário que encontrei estava associada à localidade portuguesa mais conhecida por estas: Montalegre. De facto, a vila organiza todas as sextas-feiras treze um evento chamado Noite das Bruxas para celebrar essa mesma tradição.
Numa tarde chuvosa de sábado, em que nem a minha mulher, nem a minha filha quiseram sair de casa, dirigi-me para lá. Não havia autoestradas que levassem até Montalegre, pelo que tive de usar a nacional. Durante grande parte do caminho, a estrada era larga e bem mantida, mas algumas dezenas de quilómetros antes de chegar à vila, tornou-se estreita e cheia de curvas. Foi devagar e com muita atenção que a percorri, subindo e descendo montes cobertos de pinheiros e eucaliptos.
Finalmente, após uma última subida, deparei-me com Montalegre. Construída numa colina que se erguia sobre um vastíssimo planalto vazio e parcamente
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Brujas de La Noche #9 Trasgos Citadinos
Una vez más, una noticia en un periódico local despertó mi curiosidad. Esta reportaba una serie de extraños accidentes de auto en la ciudad de Braga. Todos ellos habían ocurrido cerca del lugar donde los coches estaban estacionados durante la noche y mostraban señales de sabotaje, generalmente frenos cortados. Ya había más de una docena de muertes. Según la noticia, la policía creía que los responsables eran uno o varios vándalos, pero aún no había encontrado ninguna pista, indicio o testigo que le ayudara a identificarlos.
En otros tiempos, estaría inmediatamente de acuerdo pero, después de todo lo que había visto en los meses anteriores, me pregunté si la causa no sería otra, algo asociado al otro mundo que yo había descubierto. Por lo tanto, una noche en que salí tarde del trabajo, decidí hacer una ronda por la ciudad.
Caminando, recorrí todas las calles en las que los
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Witches of the Night #9 City Trolls
Once again, a story in a local paper piqued my curiosity. It reported a series of strange car accidents that were taking place in the city of Braga. They all happened near where the cars were parked overnight and there were signs of sabotage, usually cut brakes. The deaths already exceeded a dozen. According to the story, the police believed that the culprits were one or more serial vandals, but hadn't yet found any clues or witnesses that would help identify them.
In the past, I would have readily agreed with the authorities, but after all I had seen in the previous months, I wondered if there wasn't another cause, something associated with the hidden world I had discovered. As such, one night I stayed working late, I decided to look around the city.
On foot, I visited all the streets where cars used to be parked overnight, looking for any movement beneath them. During the first hour, I didn't see more than one or two stray animals. However, near midnight, I saw a strange black shape
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Bruxas da Noite #9 Trasgos Citadinos
Mais uma vez, uma notícia num jornal local despertou a minha curiosidade. Esta reportava uma série de estranhos acidentes de automóvel que andavam a ocorrer na cidade de Braga. Todos eles aconteciam próximo do local onde os carros ficavam estacionados durante a noite e mostravam sinais de sabotagem, geralmente travões cortados. As mortes já superavam uma dezena. Segundo a notícia, a polícia acreditava que se tratava de um ou vários vândalos em série, mas ainda não tinha encontrado qualquer pista, indício ou testemunha que ajudasse a identificá-los.
Noutros tempos, teria prontamente concordado com as autoridades, mas, depois de tudo o que vira nos meses anteriores, perguntei-me se a causa não seria outra, algo associado ao outro mundo que eu havia descoberto. Como tal, uma noite em que saí tarde do trabalho, decidi fazer uma ronda pela cidade.
A pé, percorri todas a ruas em que carros costumavam ficar e
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Brujas de la Noche #8 La Organizacion
Después de mi descubrimiento del diario, había prácticamente abandonado la exploración urbana. Sin embargo, una noticia en un periódico del Miño despertó, de nuevo, este mi interés.
Un buque con destino al puerto de Viana do Castelo se había hundido en la desembocadura del río Lima. Curiosamente, éste se hundió de proa, quedando la popa y la mitad de atrás fuera del agua en posición casi vertical. La evidente oportunidad para la exploración no me pasó desapercibida.
Justo el fin de semana siguiente, fui hasta Viana. Para mi alivio, esta vez no tuve que mentir ni ocultarle la verdad a mi mujer. Ella estaba muy consciente de mi interés por la exploración urbana. No me gustaba engañarla, y de seguro, ella ya comenzaba a sospechar de algo.
Me encontré con un viejo amigo que me prestó un barco (el mismo que yo había usado para explorar el Camalhão y encontrar el Rey de los Islo
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Joel Puga
Artist | Hobbyist | Literature
Portugal
Joel Puga was born in the Portuguese city of Viana do Castelo. From a very early age, he showed a propensity for writing, creating stories that he shared with family and friends. Later, he saw his tales published in several Portuguese fanzines and anthologies. He recently decided to pursue self-publishing, seduced by the freedom that it gives him.

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Joel Puga nasceu na cidade portuguesa de Viana do Castelo. Desde muito cedo, mostrou apetência para a escrita, criando histórias que partilhava com a família e os amigos. Mais tarde, viu contos seus serem publicados em diversas fanzines e antologias portuguesas. Recentemente, decidiu enveredar pela autopublicação, seduzido pela liberdade que esta lhe proporciona.

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Joel Puga nació en la ciudad portuguesa de Viana do Castelo. Desde muy temprano mostró gusto por la escrita, creando historias que compartía con su familia y amigos. Más tarde, vio sus cuentos publicados en diversos fanzines y antologías portuguesas. Recientemente, decidió auto-publicar sus historias, seducido por la libertad que esto le proporciona.

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Después de todo lo que había descubierto gracias a mi visita a la Taberna de los Encantados, deseaba más que nunca encontrar las Brujas de la Noche.  Así que, justo  el fin de semana siguiente, decidí revisar otra de las entradas del diario que parecía estar relacionada con brujas.

En la tarde del sábado, en cuanto mi mujer y mi hija fueron a una librería a la presentación de un libro, me dirigí a Barcelos.

La entrada del diario describía varias desapariciones en una localidad de los alrededores de aquella ciudad y de un ojo marino en el Río Neiva, junto a una roca conocida como el "Penedo de la Moira". Supuestamente, en ciertas noches, mujeres salidas de debajo de las aguas arrastraban a cualquier hombre que encontrasen hacia el ojo marino, y nunca más era visto. Después de todo lo que había presenciado, no tenía dificultades en creer en moiras, sin embargo, como estas no eran contempladas en ninguna otra parte del diario, asumí que se trataban de brujas.

Llegué al lugar al principio de la tarde. Había varias lagunas pequeñas, donde la gente solía nadar durante el Verano, sin embargo, siendo un frío día de Invierno, no se encontraba nadie allí. Busqué inmediatamente por aquella que tenía el supuesto ojo marino. Investigue todos los roquedos de la zona, buscando el "Penedo de la Moira", que mostraría la laguna correcta. Me llevó algún tiempo, pero acabé por encontrar uno en cuya parte superior había una cueva llena de agua, la supuesta "Huella de la Moira". Este se encontraba parcialmente dentro de una de las lagunas, lo que indicaba claramente que aquella era la que yo buscaba.

Años antes, durante unas vacaciones en Grecia, había tomado un curso de buceo para poder visitar unas ruinas submarinas. Hasta había comprado el equipo completo, esperando usarlo después para investigar otros locales similares (lo que, por desgracia, nunca sucedió). Ese día lo llevé conmigo y, junto al coche, me lo puse.

Cuidadosamente, entré en la laguna y, cuando el agua me llegó a la cintura, me tiré. El agua era cristalina, por lo que, incluso en las partes más profundas, podía ver el fondo claramente. Este estaba formado por guijarros y algo de arena. Por desgracia, después de una larga búsqueda, no encontré ninguna señal del ojo marino. Toda la laguna parecía tener un fondo bien definido. Sin embargo, una pequeña depresión en el punto más profundo me llamó la atención. No me parecía bien, pues no había una corriente fuerte el suficiente para causarla, y, a casi cuatro metros debajo de la superficie, era dudoso que pudiera haber sido creada por los bañistas.

Me acerqué. Aparté algunos guijarros y, agitando la mano sobre ella, limpié la arena. Cuando se posó, reveló una de las cosas más extrañas que había visto. Debajo de la depresión, sólo había oscuridad, una oscuridad que ni la luz de mi linterna de buceo lograba penetrar. Sólo podía ser el ojo marino.

Lentamente, penetré esa oscuridad con mi mano. Para mi sorpresa, la dejé de  ver, pero podía moverla allí abajo. Pasado unos momentos, me di cuenta de que se trataba de un túnel.

De repente, empecé a sentir el agua a mi alrededor moverse, al principio lentamente, pero acelerando rápidamente. Me di cuenta, entonces, de que se trataba de un torbellino centrado en el punto oscuro que acababa de descubrir. Instintivamente, traté de luchar contra él, sin embargo, al ver que este era más fuerte que yo, me deje llevar. Después de todo, estaba allí para averiguar lo que había del otro lado.

Confieso que no fue una de mis decisiones más inteligentes. Poco después de entrar en el túnel, me golpeé la cabeza y perdí el conocimiento.

Cuando desperté, estaba en un lugar oscuro, pero fuera del agua. Me dolía todo el cuerpo, y no necesitaba ver para saber que tenía varias heridas. Afortunadamente, no parecía tener nada roto.

Barrí el suelo con las manos en busca de mi linterna de buceo, sin embargo, cuando la encontré, me di cuenta de que esta estaba completamente destruida. Por suerte, la pequeña que anda siempre conmigo y que había guardado en el bolsillo de mis pantalones cortos, debajo del traje de buceo, todavía funcionaba.

Así que la encendí, confirmé mis sospechas. Mi traje estaba rasgado en algunos puntos, y yo sangraba de varios cortes. Después, dirigí la luz hacia la oscuridad a mi alrededor. Lo primero que descubrí fue un pequeño charco circular a mi lado, sin duda la salida del ojo marino. Después, vi las paredes. Hechas de enormes bloques de granito, se levantaban detrás y enfrente de mí, hasta desaparecer en la oscuridad. Eran tan altas, que mi pequeña linterna no podía iluminar el techo.

Sin más nada que pudiera hacer, me puse de pie y comencé a explorar el lugar. Había avanzado sólo unos pocos pasos, cuando encontré lo que más temía, pero ya esperaba: un esqueleto humano. Sin duda pertenecía a alguien como yo, que había llegado allí a través del ojo marino, pero no había podido salir.

Respiré profundo para intentar  calmarme y me obligué a seguir adelante. Más y más esqueletos aparecieron, algunos envueltos en ropa y usando joyas tan antiguas que debían estar allí desde la edad media o la época castrense. Intenté animarme con la idea de que tal vez pudiera encontrar algo que mis antecesores no pudieron. Después de todo, entre los montones de huesos y andrajos no había una sola linterna.

Aquí y allí, me encontré con estatuas y bajos relieves grabados en las paredes representando el que sólo podía describir como demonios. Tenían cuernos y hocicos afilados, dientes puntiagudos, aletas y algunos hasta alas. Sus representaciones variaban mucho en tamaño, pero si esta era su escala real o solamente libertad artística, no tenía manera de saber.

Por fin, vi una tenue luz a lo lejos. Me acerqué con cuidado pues no sabía qué esperar, pero unos metros más adelante, me di cuenta de que se trataba del fin de la larga estructura donde me encontraba.

Por momentos, me sentí aliviado, pensando que había encontrado la salida. Sin embargo, pronto descubrí que no era así. La estructura se encontraba de hecho abierta en esa dirección, pero en vez de una salida allí se erigía el propio océano.

Me acerqué y descubrí que una barrera invisible, sin duda de origen mágico, impedía las aguas del Atlántico de entrar. Y a mí de salir. No que hiciera diferencia. Mismo que yo consiguiera superar la barrera, difícilmente llegaría a la superficie vivo. Desde allí podía verla, y se encontraba unos cien metros más arriba. Además, la probabilidad de ser encontrado en el océano cuando nadie me estaba buscando era mínima.

Desesperado, golpeé la barrera invisible con los puños y, después, me dejé deslizar hasta el suelo. Durante largos minutos, así quedé, resignado a morir. Después, me acordé de mi familia y decidí ir ver lo que había en el otro extremo del edificio. No tenía muchas esperanzas, pero podía haber allí una salida.

Estaba a punto de levantarme, cuando oí un golpe en la barrera invisible. Levanté la mirada y vi a una mujer joven, de unos veinte años. Esta no llevaba equipo de buceo, sólo unos pantalones vaqueros y una blusa que no parecían afectar a su flotabilidad.

Retrocedí dos pasos, sin saber qué esperar. Luego, la mujer cruzó la barrera mágica y descendió hacia el interior del edificio. Para mi sorpresa, sus ropas parecían completamente secas.

- No tenga miedo - dijo ella. - He venido a sacarlo de aquí.

- ¿Quién es usted? ¿Es una de las Brujas de la Noche?

Su rostro se retorció en sufrimiento al escuchar aquel nombre.

- No - ella respondió por fin.

- ¿Pero las conoce? ¿Sabe dónde las puedo encontrar?

- No sé dónde encontrarlas, pero las conozco, sí. Por desgracia.

La tristeza en su voz me dejó con curiosidad, pero no tuve coraje de preguntarle nada. Ella, sin embargo, se dio cuenta y continuó:

- Mi ma
dre y las otras Brujas del Mar murieron por causa de ellas. Ellas vinieron a hablar con nosotras para les ayudar a destruir una comunidad de criaturas marinas, a lo largo de Castelo do Neiva, nos prometiendo objetos mágicos y otras recompensas. Pero, una vez que hicimos lo que nos pidieron, nos atacaron. Yo sólo sobreviví porque mi madre insistió en que me quedara atrás. Las otras están todas muertas.

Con mi curiosidad satisfecha, mis pensamientos se volvieron nuevamente hacia el lugar donde me encontraba, hacia como iba a salir de allí y, principalmente, hacia las osamentas que había encontrado. Aquella mujer podía no ser una Bruja de la Noche, pero todo indicaba que sus intenciones no eran benévolas.

- ¿Qué sitio es este? - pregunté.

- Un viejo templo construido por mis antepasadas, no se sabe bien cuando. Durante siglos, se ha usado un ojo marino e ilusiones para traer sacrificios humanos hasta aquí. Se creía que estos ayudaban a llamar la atención del Diablo y sus demonios y facilitaba el lanzamiento de hechizos y maldiciones. Mi abuela acabo con eso. Las desapariciones comenzaron a atraer demasiada atención. Ahora, dígame, ¿cuál es su interés en las Brujas de la Noche?

Le dije todo sobre mi búsqueda y los "accidentes" que le dieron origen.

- Si las quiere parar, puede contar con mi ayuda. Venga, voy a sacarlo de aquí.

Me acerqué a ella. Ella me agarró y me tiró, a través de la barrera invisible, hacia el océano. Después de un momento de pánico, me di cuenta de que podía respirar bajo el agua.

A través de un método de propulsión más allá de mi entendimiento, probablemente de origen mágico, rápidamente llegamos a una playa. Así que levanté la mirada, vi las torres de Ofir. Estábamos en Esposende.

- Continúe buscando las Brujas de la Noche. Si necesita ayuda, llámeme por teléfono. - La bruja me dijo su número de teléfono móvil, que repetí en mi mente hasta memorizarlo.

Después, ella se volvió hacia el mar y luego desapareció bajo las olas.

Había encontrado otra bruja enemiga de las Brujas de la Noche. Sin embargo, en aquel momento, tenía cosas más urgentes en que pensar. Estaba solo a más de quince kilómetros de mi coche. ¿Cómo iba a explicar la situación a mi mujer sin revelar el peligroso y aterrador mundo paralelo al nuestro que yo había descubierto? ¿Y mis heridas?

En todo esto pensaba mientras dejaba atrás la playa y me acercaba a la ciudad.
After all I had discovered during my visit to the Tavern of the Enchanted, I wanted more than ever to find the Witches of the Night. As such, in the very next weekend, I decided to investigate another of the diary entries that seemed to be related to witches.

On that Saturday afternoon, when my wife and daughter went to a bookstore for a book presentation, I drove to Barcelos.

The diary entry spoke of several disappearances next to a village in the outskirts of that city, involving a sea eye on the Neiva River near a rock known as the "Penedo da Moira." Supposedly, on certain nights, women came out of the water and dragged any man they found into the sea eye, never to be seen again. After all I had witnessed, I had no difficulty in believing in moiras, but as they weren't mentioned in any other part of the diary, I assumed that they were witches.

I arrived at the site in the early afternoon. There were several small ponds where people used to swim in the summer; however, being a cold winter day, there was no one around. I searched immediately for the supposed sea eye. I investigated all the rocks in the area, looking for the "Penedo da Moira" that would tell me which one was the right pond. It took me a while, but I finally found a rock on top of which there was a small hole filled with water, the so-called "Moira's Footprint." It was partly within one of the ponds, clearly indicating me that that was the one I was looking for.

Years ago, during a vacation in Greece, I took a diving course to be able to visit some underwater ruins. I had even bought the complete equipment, hoping to use it later to investigate other similar places (which unfortunately never happened). That day, I took it with me and, next to the car, I put it on.

Carefully, I entered the pond, and as soon as the water reached my waist, I dived. The water was clear, so, even in the deeper parts, I could clearly see the bottom. This was made of pebbles and some sand. Unfortunately, after a long search, I found no sign of the sea eye. The pool's bottom seemed well defined. However, a small depression at its deepest point caught my attention. It seemed out of place because there was no clear current that could originate it, and it was almost four meters below the surface, so it was doubtful it could have been created by swimmers.

I approached it. I took aside a few pebbles and waved away the sand. Once it settled, I found one of the strangest things I'd ever seen. Under the depression, there was only darkness, a darkness that not even the light of my diving flashlight could penetrate. It could only be the sea eye.

Slowly, I dipped my hand in that darkness. To my surprise, it disappeared, but I could move it down there. After a few moments, I realized that there was a tunnel there.

Suddenly, I felt the water moving around me, at first slowly, but accelerating rapidly. I realized then that it was a vortex centered on the dark spot I had just discovered. Instinctively, I tried to fight it; however, seeing that it was stronger than me, I just let it take me. After all, I was there to find out what was on the other side.

I confess that it wasn't my smartest decision. Shortly after entering the tunnel, I hit my head and lost consciousness.

When I came to, I was in a dark place, but out of the water. I was hurting all over, and I didn't need to see to know that I had several injuries. Fortunately, nothing seemed to be broken.

I swept the floor with my hands in search of my diving torch, however, when I found it, I discovered that it was completely destroyed. Luckily, my smaller flashlight, that was always with me and that I had put in my shorts' pocket, underneath the wetsuit, still worked.

Once I turned on the light, I confirmed my suspicions. The wetsuit was torn in few places, and I was bleeding from several cuts. Then, I directed the light to the darkness around me. The first thing I found was a small circular pond beside me, certainly the exit of the sea eye. Immediately after, I spotted walls. Made of huge granite blocks, they stood behind and in front of me, until they disappeared into the darkness. They were so high that my small flashlight could not reach the ceiling.

With nothing else I could do, I got up and started to explore the place. I had walked only a few steps when I found what I feared most, but had already expected: a human skeleton. It certainly belonged to someone like me, who got there through the sea eye but couldn't get out.

I took a deep breath, trying to calm me down, and forced myself to continue moving forward. More and more skeletons appeared, some wrapped in clothes and wearing jewelry so old that must have been there since the Middle Ages and even the hillfort era. I tried to cheer myself with the thought that I might be able to find something that my predecessors didn't. After all, among the piles of bones and rags, there wasn't a single flashlight.

Occasionally, I came across statues and bas-reliefs engraved on the walls representing what I could only describe as demons. They had sharp horns and snouts, long teeth, fins and some even had wings. Their representations varied widely in size, but if that was their true scale or only artistic license, I had no way of knowing.

Finally, I spotted a faint light in the distance. I approached carefully, not knowing what to expect, but a few meters further on, I realized that it was the end of the long structure where I was.

For a moment, I felt relieved, thinking that I had found the exit. However, I soon discovered that it wasn't the case. The structure was, in fact, open in that direction. However, instead of a way out, there stood the ocean itself.

I approached and discovered that an invisible barrier, certainly magical in origin, prevented the Atlantic waters from entering. And me from leaving. Not that it made much of a difference. Even if I could cross the barrier, I could hardly reach the surface alive. From there, I could see the surface, more than a hundred meters above. Moreover, the likelihood of being found and saved in the ocean when no one was looking for me was minimal.

In desperation, I hit the invisible barrier with my fists and then let myself slide to the floor. For long minutes, I stayed there, resigned to die. Then I remembered my family and decided to go see what was on the other end of the building. I didn't have much hope, but there could be a way out around there.

I was about to get up when I heard a knock in the invisible barrier. I looked up, and amidst a passing shoal, I saw a young woman in her twenties. She didn't wear any diving equipment, just a pair of jeans and a blouse that seemed not to affect her buoyancy.

I backed off two steps, not knowing what to expect. Soon after, the woman crossed the magical barrier and came into the building. To my surprise, her clothes looked completely dry.

"Don't be afraid," she said. "I came to get you out."

"Who are you? Are you one of the Witches of the Night?"

Her face contorted in pain when she heard that name.

"No," she replied.

"But do you know them? Do you know where I can find them?"

"I don't know where they are, but I know them, yes. Unfortunately."

The sadness in her voice made me curious, but I didn't dare ask. Fortunately, she realized all that and continued:

"My mother and the other Sea Witches died because of them. They came to us for help to destroy a community of sea creatures, a few kilometers off Castelo do Neiva, promising us magic items and other rewards. But once we did what they asked, they attacked us. I only survived because my mother insisted I stay behind. The others are all dead."

With my curiosity satisfied, my thoughts returned to the place I was in, to how I would get out, and especially to the bones I had found. That woman might not be one of the Witches of the Night, but it seemed that her intentions weren't exactly benevolent.

"What is this place?" I asked.

"An old temple built by my ancestors, nobody knows exactly when. For centuries, we used the sea eye and illusions to bring human sacrifices here. It was believed that they helped draw the Devil's and its demons attention and facilitated the casting of spells and curses. My grandmother put an end to it. The disappearances were attracting too much attention. Now, tell me, what is your interest in the Witches of the Night?"

I told her all about my search and the "accidents" that started it.

"If you want to stop them, you can count on my help. Come, I'll get you out of here."

I approached. She grabbed me and pulled me through the invisible barrier to the ocean. After a moment of panic, I realized I could breathe underwater.

Through a propulsion method beyond my ken, probably of magical origin, we quickly reached a beach. As soon as I looked up, I saw the towers of Ofir. We were in Esposende.

"Keep looking for the Witches of the Night. If you need help, call me." The witch told me her phone number, which I repeated in my mind until I memorized it.

Then she returned to the sea and soon disappeared beneath the waves.

I had found another witch enemy of the Witches of the Night. However, at the time, I had more pressing matters to think about. I was alone and more than fifteen kilometers from my car. How would I explain the situation to my wife without revealing the dangerous and frightening parallel world that I had discovered? And my wounds?

I was thinking about all this as I left the beach and stepped into the nearby town.
Após tudo o que descobrira graças à minha visita à Taberna dos Encantados, a minha vontade de encontrar as Bruxas da Noite viu-se ainda mais reforçada. Como tal, logo no fim de semana seguinte, investiguei mais uma das entradas do diário que me parecia estar relacionada com bruxas.

Na tarde de sábado, em que a minha mulher e filha foram a uma livraria à apresentação de um livro, dirigi-me a Barcelos.

A entrada falava de vários desaparecimentos numa localidade dos arredores daquela cidade, envolvendo um olho marinho no Rio Neiva junto a um rochedo conhecido como o “Penedo da Moira”. Supostamente, em certas noites, mulheres saídas de baixo das águas arrastavam qualquer homem que encontrassem para o olho marinho, e ele nunca mais era visto. Depois de tudo o que vira, não tinha dificuldades em acreditar em moiras, contudo, como estas não eram referidas em mais nenhuma parte do diário, assumi que se tratavam de bruxas.

Cheguei ao local ao princípio da tarde. Havia ali várias pequenas lagoas, onde as pessoas costumavam nadar no Verão, porém, sendo um frio dia de Inverno, não se encontrava lá ninguém. Procurei imediatamente por aquela que seria o suposto olho marinho. Investiguei todos os rochedos na zona, procurando o “Penedo da Moira”, que indicaria qual era a lagoa certa. Levou-me algum tempo, mas acabei por encontrar um em cuja superfície superior havia uma cova cheia de água, a suposta “Pegada da Moira”. Este encontrava-se parcialmente dentro de uma das lagoas, indicando claramente que era aquela que eu procurava.

Anos antes, durante umas férias na Grécia, tirara um curso de mergulho para poder visitar umas ruínas subaquáticas. Comprara, até, o equipamento completo, esperando usá-lo depois para investigar outros locais semelhantes (o que, infelizmente, nunca aconteceu). Nesse dia levei-o comigo e, junto ao carro, vesti-o.

Cuidadosamente, entrei na lagoa e, assim que a água me chegou à cintura, mergulhei. A água era límpida, pelo que, mesmo nas partes mais profundas, conseguia ver o fundo claramente. Este era formado por seixos e alguma areia. Infelizmente, depois de uma busca demorada, não encontrei nenhum sinal do olho marinho. Toda a lagoa parecia ter um fundo bem definido. Contudo, uma pequena depressão no ponto mais profundo chamou-me à atenção. Parecia deslocada, pois não havia uma corrente clara que a pudesse provocar, e, a quase quatro metros debaixo da superfície, era duvidoso que pudesse ter sido criada por banhistas.

Aproximei-me. Desviei alguns seixos e, agitando a mão sobre ela, afastei a areia. Assim que esta assentou, revelou-se uma das coisas mais estranhas que eu já vira. Debaixo da depressão, havia apenas trevas, uma escuridão que nem a luz da minha lanterna de mergulho conseguia penetrar. Só podia ser o olho marinho.

Lentamente, mergulhei a mão nessa escuridão. Para minha surpresa, deixei de a ver, mas conseguia movê-la lá em baixo. Passado alguns momentos, apercebi-me que se tratava de um túnel.

De repente, comecei a sentir a água à minha volta mover-se, a princípio, lentamente, mas acelerando rapidamente. Apercebi-me, então, que se tratava de um turbilhão centrado no ponto escuro que eu acabara de descobrir. Instintivamente, tentei lutar contra ele, porém, ao ver que este era mais forte do que eu, acabei por me deixar levar. Afinal, estava ali para descobrir o que havia do outro lado.

Confesso que não foi das minhas decisões mais inteligentes. Pouco depois de entrar no túnel, bati com a cabeça e perdi a consciência.

Quando voltei a mim, estava num local escuro, mas fora de água. Doía-me o corpo todo, e não precisava de ver para saber que tinha vários ferimentos. Felizmente, não me pareceu ter nada partido.

Varri o chão com as mãos em busca da minha lanterna de mergulho, no entanto, quando a encontrei, descobri que esta estava completamente destruída. Por sorte, a mais pequena, que anda sempre comigo e que tinha guardado no bolso dos calções, debaixo do fato de mergulho, ainda funcionava.

Assim que a acendi, confirmei as minhas suspeitas. O fato estava rasgado em diversos pontos, e eu sangrava de vários cortes. Depois, dirigi a luz para a escuridão à minha volta. A primeira coisa que descobri foi um pequeno charco circular a meu lado, certamente a saída do olho marinho. Logo em seguida avistei paredes. Feitas de enormes blocos de granito, erguiam-se atrás e à minha frente, até desaparecerem na escuridão. Eram tão altas, que a minha pequena lanterna não conseguia iluminar o teto.

Sem mais nada que pudesse fazer, levantei-me e comecei a explorar o local. Tinha avançado apenas alguns passos quando encontrei o que mais temia, mas já esperara: um esqueleto humano. Certamente pertencia a alguém como eu, que chegara ali através  do olho marinho, mas não conseguira sair.

Respirei fundo para me tentar acalmar e forcei-me a continuar a avançar. Mais e mais esqueletos apareceram, alguns envoltos em roupas e envergando joalharia tão antigas que deviam estar ali desde a idade média e até da época castrense. Tentei animar-me com a ideia de que talvez conseguisse encontrar algo que os meus antecessores não conseguiram. Afinal, entre os montes de ossos e farrapos não havia uma única lanterna.

Ocasionalmente, deparei-me com estátuas e baixos relevos gravados nas paredes representando o que só podia descrever como demónios. Tinham chifres e focinhos afiados, dentes pontiagudos, barbatanas e alguns até asas. As suas representações variavam muito em tamanho, mas se esta era a sua escala real ou apenas liberdade artística, não tinha maneira de saber.

Por fim, avistei uma ténue luz ao longe. Aproximei-me com cuidado, pois não sabia o que esperar, mas alguns metros mais à frente, apercebi-me que se tratava do fim da longa estrutura onde me encontrava.

Por momentos, senti-me aliviado, pensando que tinha encontrado a saída. Todavia, logo descobri que assim não era. A estrutura encontrava-se, de facto, aberta naquela direção. Contudo, em vez de uma saída, ali erguia-se o próprio oceano.

Aproximei-me e descobri que uma barreira invisível, certamente de origem mágica, impedia as águas do Atlântico de entrarem. E a mim de sair. Não que fizesse diferença. Mesmo que eu conseguisse transpor a barreira, dificilmente chegaria à superfície vivo. Dali conseguia vê-la e encontrava-se uns cem metros mais acima. Além disso, a probabilidade de ser encontrado e salvo no oceano quando ninguém andava à minha procura era mínima.

Em desespero, bati com os punhos na barreira invisível e, depois, deixei-me deslizar para o chão. Durante longos minutos, ali fiquei, resignado a morrer ali. Depois, lembrei-me da minha família, e decidi ir ver o que havia no outro extremo do edifício. Não tinha muitas esperanças, mas podia existir lá uma saída.

Estava prestes a levantar-me, quando ouvi uma batida na barreira invisível. Levantei o olhar e, por entre um cardume passageiro, vi uma mulher jovem, na casa dos vinte. Esta não envergava qualquer equipamento de mergulho, apenas umas calças de ganga e uma blusa que pareciam não afetar a sua flutuabilidade.

Recuei dois passos, não sabendo o que esperar. Logo em seguida, a mulher atravessou a barreira mágica e desceu para o interior do edifício. Para minha surpresa, as suas roupas pareciam completamente secas.

- Não tenha medo - disse ela. - Vim tirá-lo daqui.

- Quem é você? É uma das Bruxas da Noite?

A sua face contorceu-se em sofrimento ao ouvir aquele nome.

- Não - respondeu, por fim.

- Mas conhece-as? Sabe onde as posso encontrar?

- Não sei onde as encontrar, mas conheço-as, sim. Infelizmente.

A tristeza na sua voz deixou-me curioso, mas não tive coragem de perguntar nada. Ela, porém, apercebeu-se disso e continuou:

- A minha mãe e as outras Bruxas do Mar morreram por causa delas. Vieram ter connosco para as ajudar-mos a destruir uma comunidade de criaturas marinhas, ao largo de Castelo do Neiva, prometendo-nos objetos mágicos e outras recompensas. Mas, assim que fizemos o que elas pediram, atacaram-nos. Eu só sobrevivi porque a minha mãe insistiu que eu ficasse para trás. As outras estão todas mortas.

Com a minha curiosidade satisfeita, os meus pensamentos voltaram para o local onde me encontrava, para como ia sair dali e, principalmente, para as ossadas que encontrara. Aquela mulher podia não ser uma Bruxa da Noite, mas tudo indicava que as suas intenções também não eram benévolas.

- Que sítio é este? - perguntei.

- Um velho templo construído pelas minhas antepassadas, não se sabe bem quando. Durante séculos, usou-se um olho marinho e ilusões para trazer sacrifícios humanos até aqui. Acreditava-se que estes ajudavam a chamar a atenção do Diabo e dos demónios e facilitava o lançamento de feitiços e maldições. A minha avó acabou com isso. Os desaparecimentos começaram a atrair demasiada atenção. Agora, diga-me, qual é o seu interesse nas Bruxas da Noite?

Contei-lhe tudo sobre a minha busca e os "acidentes" que lhe deram origem.

- Se as quer parar, pode contar com a minha ajuda. Venha, vou tirá-lo daqui.

Aproximei-me. Ela agarrou-me e puxou-me, através da barreira invisível, para o oceano. Após um momento de pânico, apercebi-me que conseguia respirar debaixo de água.

Através de um método de propulsão além do meu entendimento, provavelmente de origem mágica, rapidamente chegámos a uma praia. Assim que levantei o olhar, vi as torres de Ofir. Estávamos em Esposende.

- Continue a procurar as Bruxas da Noite. Se precisar de ajuda, telefone-me. - A bruxa disse-me o seu número de telemóvel, que repeti na minha mente até o memorizar.

Depois, voltou para o mar e logo desapareceu debaixo das ondas.

Tinha encontrado outra bruxa inimiga das Bruxas da Noite. Contudo, naquele momento, tinha coisas mais prementes em que pensar. Estava sozinho a mais de quinze quilómetros do meu carro. Como ia explicar a situação à minha mulher sem lhe revelar o perigoso e assustador mundo paralelo ao nosso que eu descobrira? E os meus ferimentos?

Foi a pensar nisto que deixei a praia e me adentrei pela cidade.

My new epic fantasy novel "The Godungava" is now available on all main retailers.

"During the day, Seidus is just a simple blacksmith. At night, nevertheless, he becomes the hero of a world that exists only inside his head. However, few ideas come to the isolated village where he lives and, over the years, his inner world has become repetitive and boring. Accompanied by Iriáris, a childhood friend, he leaves in search of new ideas, but they quickly become involved in a dangerous quest for an ancestral artifact that can save their nation from the invasion of a powerful enemy: the Godungava.

As they follow the clues leading to the artifact, Seidus, Iriáris and their new companions are forced to visit the most dangerous places in the Theocracy of Charglassume and encounter kappas, veloryans, hydras, the undead, and even dragons, while attempting to prevent their rivals from reaching their goal before them. Filled with adventure, fantastic locations and creatures, magic and battles, this is an ideal book for any lover of epic fantasy and sword and sorcery."

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PORTUGUÊS - Vejam onde podem encontrar a versão portuguesa deste livro em joelpuga.com/pt/livros/o-godun…

ESPAÑOL - Este es un anuncio para mi nuevo libro "El Godungava". La versión en español estará disponible en breve.

Mis primeros intentos de encontrar las Brujas de la Noche habían sido infructuosos. Aún habían otras anotaciones en el diario que todavía podía explorar, pero, durante una hora de almuerzo, recordé otro lugar donde podría encontrar más información.

La primera vez que me encontré con Henrique Cerqueira, él me comentó acerca de otro lugar donde se reunían las extrañas criaturas que habitaban debajo de nuestros pies en Braga. Su ubicación fue probablemente la única cosa buena que obtuve de haber conocido a ese hombre.

Así, unos días más tarde después del trabajo, me dirigí a la tienda china, una de las más grandes de la ciudad, bajo la cual se encontraba el local. Aparqué el coche en el estacionamiento subterráneo y, de inmediato, empecé a buscar la rejilla de drenaje que me llevaría a los túneles de abajo.

La encontré escondida detrás de una columna, como Henrique me había indicado. De hecho, no había forma de equivocarse. Era la única a través de la cual un hombre adulto podía pasar, por lo menos si no fuera muy gordo.

Yo había ido preparado con una pata de cabra y, con ella, retiré la pesada reja de hierro con relativa facilidad. Después, bajé hacia el interior del túnel de drenaje.

Arrastrándome, empecé a bajar por el estrecho e inclinado paso. Al principio, estaba cubierto con cemento, pero este rápidamente dio lugar a tierra y barro. Afortunadamente, me puse ropa informal antes de salir del trabajo.

El túnel mantenía la misma dirección en toda su extensión y no tenía ninguna bifurcación, por lo que, con la ayuda de mi linterna, no fue difícil llegar al otro extremo.

Cuando salí del pasadizo, me encontré en un nuevo túnel, mucho más grande que el anterior. Debía tener unos dos metros y medio de altura y otros tantos de ancho, por lo que podía caminar fácilmente a través de él. A diferencia de los pasillos alrededor del Bar de las Hadas, el suelo, el techo y las paredes eran de tierra, barro y piedra, con vigas de madera aquí y allá para reforzar los puntos más críticos.

Apunté mi linterna hacia las dos direcciones que el túnel seguía, pero no pude ver ninguno de los extremos. Siguiendo las indicaciones de Henrique Cerqueira, avancé hacia el este.

Durante casi diez minutos, no vi más que paredes y oscuridad, hasta que, por fin, avisté la puerta que buscaba. Esta era tosca, hecha de troncos de árboles unidos con clavos y cuerdas que la sujetaban a una viga haciendo el papel de bisagras.

Cuidadosamente, la empujé lo suficiente como para pasar. Lo que encontré del otro lado no podía ser más diferente del Bar de las Hadas.

Al igual que el túnel detrás de mí, éste se trataba de un espacio abierto en el subsuelo con refuerzos aquí y allí. El mobiliario era tan tosco como la puerta, y lo mismo se podía decir de la clientela. Criaturas deformes, sucias y con expresiones poco inteligentes bebían de jarras de barro no muy limpias. La mayor parte era más grande y musculosa que yo, aunque unas criaturas de piel verde apenas me llegaban a la cintura. Nunca había visto a ninguna de aquellas razas en el Bar de las Hadas. Henrique había llamado a aquel lugar Taberna de los Encantados, pero ahora era obvio que se trataba de un apodo jocoso, pues no había allí ningún encanto.

Al contrario de lo que había sucedido en mis visitas al Bar de las Hadas, mi entrada no ha pasó desapercibida. Todos los ojos se posaron en mí. ¿Es que no estaban acostumbrados a humanos, o a extraños en general?

Tratando de mostrar confianza, avancé hasta el balcón

- ¿Qué quieres? - preguntó el tabernero, una enorme criatura de piel marrón con la cara deformada.

- ¿Qué tiene?

Él señaló hacia estantes desvencijados en la pared detrás de él, donde se encontraban varias botellas sucias con contenidos de color extraño. Elegí el que me pareció menos desagradable, y la criatura me lo sirvió en un jarro.

Después beber el asqueroso brebaje con un encogimiento de hombros pasé al asunto que me había llevado allí:

- ¿Alguien aquí ha oído hablar de las Brujas de la Noche?¿O sabe algo acerca de los trasgos que están provocando accidentes de coche?

Nunca he aprendido a ser sutil.

Apenas terminé la frase, una de las pequeñas criaturas verdes dejó la taberna por otra puerta distinta a aquella por donde yo tenía entrado.

- Tío - dijo un cliente sentado en una mesa detrás de mí - si fuera tú, me iría de aquí.

Me volví hacia él. Todos los ojos seguían posados en mí, pero ahora había odio en ellos.

- ¿No me escuchaste? - insistió la criatura, levantándose.

Era enorme, con más de dos metros de altura y el doble de mi ancho, y tenía cuatro musculosos brazos. Me levantó como si yo fuera nada y me tiró de vuelta al túnel por donde yo había entrado.

- ¡Sal de aquí! - gritó él.

No tuve coraje de hacer nada más. Empecé a alejarme. Poco después, oí la otra puerta de la taberna abrirse. Miré sobre mi hombro y vi a la criatura verde volviendo acompañada por otras mucho más grandes y musculosas. Empecé a correr en caso de que intentaran perseguirme.

Sólo me calmé cuando volví al estacionamiento. Dudaba de que me fueran a seguir hasta la superficie. Aún así, entré en mi coche rápidamente y arranqué en dirección a mi casa.

Ya tenía avanzado un par de cientos de metros, y dejado mi temor atrás, cuando una figura enorme apareció frente a mí en el medio de la carretera. Se trataba de la criatura que me había expulsado de la taberna. Tenía una mano extendida delante de él, pidiendo me que me detuviera.

Confieso que mi primer instinto fue atropellarlo, pero no fui capaz de hacerlo. Frené y me detuve a medio metro de él. Él se acercó y golpeó el vidrio del lado del conductor. Con cautela, lo abrí.

- Tío - dijo la criatura - disculpa aquello en la taberna, pero si no te hubiera sacado de allí no ibas a durar mucho.

Mi sorpresa fue tal que quedé con la boca abierta.

- Para el coche ahí y vamos a hablar. Creo que te puedo ayudar con tus preguntas.

Curioso, pero con cuidado, así lo hice. Fuimos al jardín de un edificio cercano y nos sentamos en un banco donde él podía quedarse escondido en la mitad oscura y yo en la iluminada, donde me sentía más seguro.

- Pues muy bien, ¿por dónde empiezo?

Después de unos instantes de silencio, continuó:

- Es así, los trasgos no están matando tu gentea propósito. A las Brujas de la Noche, que son quien los están dominando, no les importan los humanos para nada. Los accidentes son sólo una manera de destruir sus objetivos sin levantar grandes sospechas.

Después de mis conversaciones con Alice, yo ya había llegado a esa conclusión.

- ¿Quiénes son estas Brujas de la Noche?¿Que quieren?

- Tío, eso ya yo no lo sé. Y mira que yo y el resto de la gente en la taberna trabajamos para ellas. Sólo las vi una vez, pero con las capuchas, y creo que son cinco. Ellas están atacando hadas y a otros de esas razas, al mismo tiempo que reclutan un ejército. Yo soy parte de él. Como lo van a usar y por qué, no tengo ni idea.

Me sentí alarmado al oír que las Brujas de la Noche estaban a reuniendo un ejército. ¿Como pretenderían usarlo?

- ¿Sabes donde las puedo encontrar? - le pregunté, sin gran esperanza en la respuesta.

- Tío, no lo sé. Solo las vi una vez y fue en la Plaza.

No le pregunté donde se encontraba esa Plaza, ya que era obvio que formaba parte de los túneles cerca de la Taberna de los Encantados.

- Ahora me tengo que ir - dijo él, levantándose. - Ya te dije todo lo que sé.

- ¡Espere! - le pedí. - ¿Porque me está ayudando?

- Tío, no creo que sea justo que los tuyos sufran sin razón. Creo que, al menos, merecías una explicación.

Dicho esto, la criatura entró en la oscuridad del atardecer invernal y, poco después, desapareció detrás de un edificio.

Volví al coche y regresé a casa. Durante el recorrido, la conversación no me salió de la cabeza. Las Brujas de la Noche estaban tratando de debilitar a sus enemigos y preparándose para una guerra. Me pregunté si las desapariciones de los súbditos del Rey de los Islotes y de la ciudad de los muertos en Gerês, no tendrían alguna relación. Sin embargo, lo que más me aterró fue no conseguir descubrir su objetivo final. Sería algo grande, eso era claro, pero era un misterio incluso para sus soldados.

Las posibilidades no me dejaron dormir ni esa ni las noches siguientes. Pero lo que descubriría al final superaba todo lo que había imaginado.

Comments


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:iconpaytonsnewheart:
paytonsnewheart Featured By Owner Feb 26, 2018  Hobbyist Digital Artist
Thanks for the llama!
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:iconchateaugrief:
chateaugrief Featured By Owner Feb 6, 2017  Professional Digital Artist
Thanks for the llama!
Bridalveil Fall by chateaugrief
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:iconexobiology:
exobiology Featured By Owner Feb 5, 2017  Hobbyist Digital Artist
Thank you for the llama golden 1 by EXOstock    Owl mystery by exobiology
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:iconshadowphoenixpt:
shadowphoenixpt Featured By Owner Feb 6, 2017  Hobbyist Writer
:)
Reply
:iconexobiology:
exobiology Featured By Owner Feb 6, 2017  Hobbyist Digital Artist
Heart 
Reply
:iconmaria-schreuders:
Maria-Schreuders Featured By Owner Jan 30, 2017  Hobbyist Photographer
Thank you so much for taking the time to fave and comment on my photo  :+fav: :heart:  I really appreciate this
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:iconjoran-belar:
Joran-Belar Featured By Owner Jan 24, 2017  Hobbyist General Artist
Thanks for the fav on

The Battle of Narendra III by Joran-Belar

Greez
J.J.
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