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About Literature / Hobbyist Joel Puga35/Male/Portugal Recent Activity
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Bruxas da Noite #23 A Organizacao e as Bruxas
Nos dias após o Grande Conventículo, pouco dormi, pensando no que mais podia fazer quanto às Bruxas da Noite. Não sabia onde elas iriam atacar a seguir, pois todos os inimigos delas que eu conhecia já haviam sido derrotados. Procurava constantemente nos jornais por sinais das suas atividades, mas nunca encontrei nada. Alguém devia estar a limpar muito bem os locais dos seus ataques.
Foi então que me lembrei: a Organização! Certamente são eles que estão a ocultar as atividades das Bruxas da Noite. E se estão, certamente também estarão frustrados com a natureza bastante visível destas.
Eu não tinha um contacto direto com a Organização, mas sabia que eles monitorizavam o meu blogue da altura (terceirarealidade.wordpress.com), pois, ocasionalmente, enviavam-me artigos que queriam que eu publicasse ou alterações a outros escritos por mim através de mensagens sem remetente. Como tal, escr
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Brujas de la Noche #22 El Gran Conventiculo
En los días después de la derrota de los fantasmas del Gerês por las Brujas de la Noche, todo el mundo me decía que me encontraban distraído y cansado. Yo estaba de acuerdo con ellos. Desde esa noche, casi no lograba dormir, y estaba constantemente pensando en lo que podía hacer respecto a las Brujas de la Noche. Contacté a todas las personas que me pasaron por la mente con la esperanza que alguien pudiera decirme qué hacer ahora, pero no tuve suerte.
La Bruja del Mar - que había conocido en Esposende - me llamó por fin, unos días después, para hablarme de un Gran Conventículo que iba a ocurrir en la noche del Sábado siguiente, y que había sido convocado para discutir las Brujas de la Noche. Inmediatamente decidí que estaría allí porque lo que sabía y había visto podría ser útil.
Así que le dije a mi esposa que iba con el grupo de exploración urbana a visitar una f
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Witches of the Night #22 The Great Covenant
In the days following the defeat of the Gerês' ghosts by the Witches of the Night, everyone told me that I looked distracted and tired. I had to agree with them. Since that night, I could barely sleep and only thought about what I could do about the Witches of the Night. I contacted everyone I remembered, hoping that someone could give me an indication of what to do next, but I didn't have any luck.
Finally, the Sea Witch that I had met in Esposende called me a few days after to tell me about a Great Covenant that would happen the next Saturday night to discuss the Witches of the Night. I immediately decided that I would attend for what I had learned until that moment could prove useful.
As such, I told my wife that I was going with my urban exploration group to visit the ruins of a factory in Guimarães. It wasn't entirely a lie as the Great Covenant was, in fact, going to be in Guimarães, but on the top of Monte da Penha, near the Catholic shrine.
When time came, I got
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Bruxas da Noite #22 O Grande Conventiculo
Nos dias após a derrota dos fantasmas do Gerês pelas Bruxas da Noite, toda a gente me dizia que eu parecia distraído e cansado. Não podia discordar deles. Desde essa noite, mal conseguia dormir, e estava constantemente a pensar no que podia fazer quanto às Bruxas da Noite. Contactei toda a gente de que me lembrei na esperança que alguém me pudesse dar uma indicação do que fazer a seguir, mas não tive sorte.
A Bruxa do Mar que havia conhecido em Esposende telefonou-me, por fim, uns dias depois de eu a contactar, para me falar de um Grande Conventículo que ia haver na noite do Sábado seguinte e que fora convocado para discutir as Bruxas da Noite. Decidi imediatamente que ia estar presente, pois aquilo que eu sabia e vira podia revelar-se útil.
Como tal, disse à minha mulher que ia com o grupo de exploração urbana visitar uma fábrica em ruínas em Guimarães. Não era totalmente mentira, pois
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Guardians of the Dead by shadowphoenixpt Guardians of the Dead :iconshadowphoenixpt:shadowphoenixpt 0 0
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Brujas de la Noche #21 La Guerra de los Muertos
Después de una noche en claro pensando en lo que iba a hacer ahora acerca de los ataques de las Brujas de la Noche, decidí advertir a los espíritus de los muertos en el Gerês. De hecho, no sabía dónde encontrar a ninguno de sus otros enemigos.
Sabía que los muertos no se reunían en su ciudad hasta después de la medianoche, pero aún así quería llegar temprano. No quería que mi advertencia llegara tarde una vez más. Por eso, aunque tenía mucho trabajo, me tomé la tarde libre sin decirle a mi esposa y me dirigí al Gerês.
Dejé el coche en un espacio de tierra junto a la carretera, sobre la misma aldea en ruinas que en mi visita anterior. Bajé al pueblo y desde allí me dirigí a la única entrada que conocía de la ciudad de los muertos. Esta, a pesar de la promesa hecha por el fantasma llamado de El Presidente en mi última visita, todavía estaba en el mismo lugar.
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Witches of the Night #21 The War of the Dead
After a sleepless night thinking about what I was going to do next about the Witches of the Night's attacks, I ended up deciding to try to warn the spirits of the dead in Gerês. In fact, I didn't know where to find any more of their enemies.
I knew that the dead only went to their city after midnight, but I wanted to get there early. I didn't want my warning to be late again. As such, although I had a lot of work, I took the afternoon off work without telling my wife, and I went to Gerês.
I left the car in a dirt space next to the road, above the same ruined village as in my previous visit. I went down to the village, and from there, I made my way to the only entrance to the city of the dead I knew. Despite the ghost leader's threat after my last visit, it was still in the same place.
Before entering, however, I called my wife to tell her I was going to work late. I didn't want to have another fight with her.
Finally, I went down the hole in the ground to the tunnel leading t
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Bruxas da Noite #21 A Guerra dos Mortos
Depois de uma noite em claro a pensar no que ia fazer a seguir quanto aos ataques das Bruxas da Noite, acabei por decidir tentar avisar os espíritos dos mortos no Gerês. De facto, não sabia onde encontrar mais ninguém que estivesse na mira delas.
Eu sabia que os mortos só se juntavam na sua cidade depois da meia-noite, ainda assim, queria chegar lá cedo. Não queria que o meu aviso fosse novamente tardio. Como tal, embora tivesse muito trabalho, tirei a tarde de férias sem dizer à minha mulher e dirigi-me ao Gerês.
Deixei o carro num espaço de terra junto à estrada, acima da mesma aldeia em ruínas que na minha visita anterior. Desci até aldeia e, de lá, encaminhei-me para a única entrada que conhecia da cidade dos mortos. Apesar da promessa do fantasma a que os dois guardas que me deixaram entrar da última vez chamaram de presidente,  ainda estava no mesmo sítio.
Antes de entrar, porém, t
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Brujas de la Noche #20 La Batalla de los Islotes
Después de pasar una noche en vela preguntándome quién iba a avisar ahora sobre los ataques de las Brujas de la Noche y de su ejército, decidí ir a hablar con el Rey de los Islotes. En nuestra última y única conversación, me dijo que sus súbditos estaban desapareciendo, lo que, ahora sospecho, fue un intento de las Brujas de la Noche de debilitarlos antes del ataque final. Además, siempre podía decirle a mi esposa que iba a visitar a mis abuelos en Viana do Castelo, sin aumentar aún más sus sospechas.
Al día siguiente de mi descubrimiento de la macabra escena en los túneles debajo de Braga, le dije a mi esposa que iba a cenar a casa de mis abuelos y, después del trabajo, me dirigí a Viana.
En realidad, no mentí, porque de hecho visité a mis abuelos, y mi abuela me obligó a quedarme a cenar. Poco después, sin embargo, dejé su casa y contacté a un viejo amigo para que me pre
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Witches of the Night #20 The Battle of the Islets
After spending a sleepless night wondering who I should warn next about the Witches of the Night and their army's attack, I decided to go and talk with the King of the Islets. In our last (and only) conversation, he had told me that his subjects were disappearing, which I now suspect was an attempt by the Witches of the Night to weaken them before the final attack. Besides, I could always tell my wife I was going to visit my grandparents in Viana do Castelo without further increasing her suspicions.
The day after my discovery of the macabre scene in the tunnels beneath Braga, I told my wife that I was going to dine at my grandparents' home and, after work, I drove to Viana.
Actually, I didn't lie because I did, in fact, visit my grandparents, and my grandmother forced me to stay for dinner. However, I soon I left their home and contacted an old friend, asking if he could lend me his boat once again.
We met at the river in the usual place, and after a short conversation about what was n
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Bruxas da Noite #20 A Batalha das Insuas
Depois de passar uma noite em claro a pensar quem iria avisar em seguida sobre os ataques das Bruxas da Noite e do seu exército, decidi ir falar com o rei das Ínsuas. Na nossa última (e única) conversa, ele contou-me que os seus súbditos estavam a desaparecer, o que eu agora suspeito ter sido uma tentativa das Bruxas da Noite de os enfraquecer antes do ataque final. Além disso, podia sempre dizer à minha mulher que ia visitar os meus avós, em Viana do Castelo, sem aumentar ainda mais as suas suspeitas.
No dia seguinte à minha descoberta da macabra cena nos túneis debaixo de Braga avisei a minha mulher de que ia jantar a casa de meus avós e, depois do trabalho, dirigi-me a Viana.
Na realidade, não menti, pois, de facto, visitei os meus avós, e a minha avó obrigou-me a ficar para jantar. Logo depois, porém, deixei a sua casa e contactei um velho amigo para que, mais uma vez, me emprestasse o seu barco.
Encontr
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Brujas de la Noche #19 El Primer Ataque
Como pueden imaginar, después de mi encuentro con las Brujas de la Noche en los jardines del Monasterio de Tibães y de ver el ejército que estaban reuniendo, quedé ansioso por discutirlo con alguien. Como no quería que mi familia y amigos fueran expuestos a la existencia de ese mundo paralelo al nuestro y a los peligros que pudieran derivarse de ello, la primera persona que se me ocurrió fue Alice. Después de todo, los de su raza parecían ser uno de los blancos de las Brujas de la Noche.
A pesar de que era una época de mucho trabajo, al día siguiente salí apenas cumplí con mi horario y me dirigí al Bar de las Hadas. Lo que había descubierto me parecía demasiado importante para esperar.
Para mi sorpresa, cuando llegué a la pastelería que servía de enlace entre el mundo en la superficie y el bar subterráneo, descubrí que estaba cerrada. Miré hacia adentro y no había señales
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Witches of the Night #19 The First Attack
As you can imagine, after I found the Witches of the Night in the gardens of Tibães Monastery and saw the army that they were assembling, I was eager to discuss it with someone. Since I didn't want to expose my family and friends to the existence of that world parallel to ours along with the dangers that could arise from that knowledge, the first person who came to mind was Alice. After all, her race seemed to be one of the targets of the Witches of the Night.
Although it was a time of much work, the next day, I left my office as soon as my working hours ended and went to the Faerie Bar. What I had discovered seemed to me too important to wait.
To my surprise, when I reached the pastry shop that served as a link between the surface world and the underground bar, I found it closed. I peeked inside and saw no signs that it had even been opened that day and the mail was piled up behind the door. Still I tried knocking on the door, but no one answered.
The main entrance to the world t
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Bruxas da Noite #19 O Primeiro Ataque
Como devem imaginar, após o meu encontro com as Bruxas da Noite nos jardins do Mosteiro de Tibães e de ver o exército que estavam a reunir, fiquei ansioso por discuti-lo com alguém. Como não queria que a minha família e amigos fossem expostos à existência daquele mundo paralelo ao nosso e aos perigos que daí pudessem advir, a primeira pessoa que me veio à cabeça foi Alice. Afinal, os da sua raça pareciam ser uns dos alvos das Bruxas da Noite.
Apesar de ser uma época de muito trabalho, no dia seguinte saí mal chegou o final do expediente e dirigi-me ao Bar das Fadas. O que tinha descoberto parecia-me demasiado importante para esperar.
Para minha surpresa, quando cheguei à pastelaria que servia de ligação entre o mundo à superfície e o bar subterrâneo, descobri que estava fechada. Espreitei para o interior e não havia sinais de que tivesse aberto nesse dia, até porque o correio e
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Brujas de la Noche #18 La Cabra de Tibaes
Algunos dicen que las cosas sólo aparecen cuando no las estamos buscando. Aunque nunca creí mucho en ello, eso no significa que a veces no sea verdad.
Todo comenzó cuando, en una tarde de invierno, leí en un periódico local que una cabra estaba aterrorizando a los habitantes de la comarca de Tibães. El caso era notablemente similar a las historias contadas sobre la cabra de Cabanelas, acontecida en los años treinta, mencionada frecuentemente en libros sobre leyendas del norte de Portugal.
Narraba la noticia de que una cabra negra aparecía al anochecer sobre el cementerio de Tibães y que, maullando como un gato, hacía vuelos rasantes sobre todos los visitantes hasta echarlos de allí.
Curioso con la reaparición de la leyenda, decidí tomar otro descanso en mi búsqueda por las Brujas de la Noche y un día, después del trabajo, me dirigí al cementerio.
Aunque los días se estaban haciendo más largos
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Witches of the Night #18 The Goat of Tibaes
Some say that we only find things when we are not looking for them. Although I have never believed this, it doesn't mean that it sometimes can't true.
It all started when, on a winter afternoon, I read in a local paper that a goat was terrorising the inhabitants of Mire de Tibães. The case was remarkably similar to stories told about the goat of Cabanelas in the 1930s, which is often referred to in books on Northern Portuguese legends.
The news said that a black goat appeared at dusk on the Mire de Tibães' graveyard. Meowing like a cat, it made flybys over the visitors until they left.
Curious about the reappearance of this old legend, I decided to take another break from my quest for the Witches of the Night and, one day after work, I went to that cemetery.
Although the days were already getting bigger, dusk still came early. So, when I got there, the sun was about to disappear behind the horizon.
As soon as I entered the graveyard, I realized that I wasn't the only one ther
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Joel Puga
Artist | Hobbyist | Literature
Portugal
Joel Puga was born in the Portuguese city of Viana do Castelo. From a very early age, he showed a propensity for writing, creating stories that he shared with family and friends. Later, he saw his tales published in several Portuguese fanzines and anthologies. He recently decided to pursue self-publishing, seduced by the freedom that it gives him.

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Joel Puga nasceu na cidade portuguesa de Viana do Castelo. Desde muito cedo, mostrou apetência para a escrita, criando histórias que partilhava com a família e os amigos. Mais tarde, viu contos seus serem publicados em diversas fanzines e antologias portuguesas. Recentemente, decidiu enveredar pela autopublicação, seduzido pela liberdade que esta lhe proporciona.

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Joel Puga nació en la ciudad portuguesa de Viana do Castelo. Desde muy temprano mostró gusto por la escrita, creando historias que compartía con su familia y amigos. Más tarde, vio sus cuentos publicados en diversos fanzines y antologías portuguesas. Recientemente, decidió auto-publicar sus historias, seducido por la libertad que esto le proporciona.

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Nos dias após o Grande Conventículo, pouco dormi, pensando no que mais podia fazer quanto às Bruxas da Noite. Não sabia onde elas iriam atacar a seguir, pois todos os inimigos delas que eu conhecia já haviam sido derrotados. Procurava constantemente nos jornais por sinais das suas atividades, mas nunca encontrei nada. Alguém devia estar a limpar muito bem os locais dos seus ataques.

Foi então que me lembrei: a Organização! Certamente são eles que estão a ocultar as atividades das Bruxas da Noite. E se estão, certamente também estarão frustrados com a natureza bastante visível destas.

Eu não tinha um contacto direto com a Organização, mas sabia que eles monitorizavam o meu blogue da altura (terceirarealidade.wordpress.com), pois, ocasionalmente, enviavam-me artigos que queriam que eu publicasse ou alterações a outros escritos por mim através de mensagens sem remetente. Como tal, escrevi um artigo sobre as Bruxas da Noite e esperei que a sua frustração com elas os levasse a contactarem-me diretamente.

Logo no dia seguinte, o meu plano deu frutos. No fim do dia, quando saí do trabalho, Almeida estava à minha espera junto ao meu carro.

- Então também está a investigar as Bruxas da Noite - disse ele mal me aproximei, indo direto ao assunto.

Ia começar a contar-lhe o que sabia, mas ele interrompeu-me:

- Aqui não.

Em seguida, levou-me para um carro preto de janelas fumadas estacionado ali perto.

- Agora já podemos falar.

Durante mais de uma hora, contei-lhe tudo o que havia descoberto sobre as Bruxas da Noite. A meio, tive de telefonar à minha mulher para dizer que ia chegar tarde a casa.

Almeida mostrou-se interessado em tudo o que eu tinha para dizer, fazendo uma ou outra pergunta para esclarecer alguns pontos.

- Pergunto-me o que haverá no fundo desse lago em Tibães - disse ele quando terminei. - Os soldados das Bruxas da Noite devem ter ido para algum sítio.

Não sabia o que responder, pelo que simplesmente encolhi os ombros.

- Espero que não esteja ocupado esta noite. Vamos drenar o lago.

O tom de Almeida mostrava que era mais uma ordem do que um convite, pelo que, enquanto ele requisitou o equipamento e a mão de obra para drenar o lago, liguei à minha mulher para lhe dizer que ia chegar ainda mais tarde do que pensava. Ela não ficou muito satisfeita, pois andava a chegar tarde a casa com muita frequência, mas lá anuiu.

Assim que Almeida terminou as suas chamadas, ordenou ao condutor do carro que nos levasse ao Mosteiro de Tibães.

Como seria de esperar, chegámos lá muito antes do equipamento de drenagem, e Almeida aproveitou esse tempo para ouvir novamente o que eu sabia sobre as Bruxas da Noite, caso lhe tivesse escapado algo da primeira vez. Só saímos do carro quando o resto dos seus homens chegaram.

Ao contrário do que acontecera na minha visita anterior, não tivemos de saltar nenhum muro para entrar nos campos do mosteiro. A Organização contactara alguém para nos abrir a porta.

Eu e Almeida rapidamente percorremos os caminhos sob os vinhedos e entre as restantes culturas e chegámos ao lago. Não estava muito diferente de quando o avistei da última vez. Só faltavam as figuras encapuçadas das Bruxas da Noite junto da pedra de onde jorrava a água que o enchia.

Enquanto os seus companheiros montavam o equipamento para drenar o lago, alguns dos homens da Organização revistaram a floresta em busca de sinais das criaturas convocadas pelas Bruxas da Noite. Apesar de ter passado algum tempo, ainda se viam restos de pegadas e ramos partidos, confirmando a minha história.

Aos poucos, o leito do lago foi ficando exposto. A princípio, não parecia haver nenhum sítio para onde o exército das Bruxas da Noite pudesse ter ido, mas logo avistámos um túnel aberto sob a margem este. Porém, não o pudemos investigar de imediato, pois a bomba ainda demorou cerca de uma hora a drenar água suficiente para abrir um caminho até ele.

Após calçarmos umas galochas altas, eu, Almeida e mais alguns homens entrámos na lama do lago. O avanço foi difícil, pois, com cada passo, ficávamos enterrados até meio das canelas, mas acabámos por chegar à boca do túnel.

Apontámos as lanternas para o interior. O chão, o teto e as paredes eram de terra. Mais à frente, junto ao limite da área iluminada pelas lanternas, o túnel curvava, pelo que entrámos, curiosos com o que se encontraria além. Os homens da Organização armados com espingardas automáticas seguiram na frente, com Almeida e eu logo atrás.

De uma ligação aos túneis sob a cidade de Braga, a uma caverna que o exército das Bruxas da Noite usaria como caserna, muitas possilidades passaram-me pela cabeça quanto ao que se encontraria depois daquela curva. O que encontrámos, porém, foi a única coisa que eu não esperava: nada. Umas três dezenas de metros após a curva, o túnel simplesmente terminava.

Frustração surgiu de imediato na face de Almeida. Incrédulo, avancei até ao fim do túnel. Talvez houvesse sinais de uma derrocada e de que esta ocultasse o resto da passagem. Porém, antes de eu chegar à parede de terra, esta desapareceu.

Aturdido, apontei a lanterna para trás e percebi que Almeida e os seus homens também já lá não estavam. Só quando uma brisa fria me levou a apontar a lanterna e a olhar para mais longe é que me apercebi do que tinha acontecido. Nada nem ninguém tinha desaparecido. Eu é que já não me encontrava no túnel, mas sim numa enorme clareira rodeada por árvores distantes. Aqui e ali, conseguia ver a enorme e escura forma de montanhas a cobrir as estrelas.

Instantes depois, Almeida surgiu atrás de mim. A princípio, parecia tão confuso quanto eu, mas logo se apercebeu do que acontecera.

- Teletransporte -  disse ele, surpreso. - As Bruxas da Noite são ainda mais poderosas do que eu pensava.

Em seguida, inspecionámos rapidamente o local. Encontrámos de imediato restos de fogueiras e abrigos improvisados. Aquele era o acampamento do exército das Bruxas da Noite, ou, pelo menos, havia sido.

- Como voltamos? - perguntei.

- Vamos ver se conseguimos voltar fazendo o mesmo caminho ao contrário. Se não, tenho de chamar um helicóptero. Mas primeiro deixe-me marcar as coordenadas deste local no telemóvel.

Assim que ele terminou, tentámos voltar para o mesmo sítio onde surgimos naquela clareira. Como Almeida previra, num piscar de olhos, encontrávamo-nos de novo no túnel.

Já não tínhamos nada a fazer ali, e a investigação do acampamento das Bruxas da Noite teria de esperar pela luz do dia para ser bem feita, pelo que Almeida me levou de volta à cidade e ao meu carro.

Quando abri a porta para sair, disse-me:

- Vamos manter-nos em contacto consigo. A sua experiência e conhecimentos sobre as Bruxas da Noite ainda nos pode vir a ser útil.

Assim que entrei no meu carro, o da Organização partiu. Pela primeira vez em algum tempo, voltei para casa após uma investigação satisfeito. Ainda não conhecia as intenções das Bruxas da Noite, nem o paradeiro delas e dos seus soldados, mas tínhamos encontrado um acampamento seu e isso certamente levaria a novas descobertas. Só esperava que Almeida estivesse a ser sincero quando disse que se iria manter em contacto.
En los días después de la derrota de los fantasmas del Gerês por las Brujas de la Noche, todo el mundo me decía que me encontraban distraído y cansado. Yo estaba de acuerdo con ellos. Desde esa noche, casi no lograba dormir, y estaba constantemente pensando en lo que podía hacer respecto a las Brujas de la Noche. Contacté a todas las personas que me pasaron por la mente con la esperanza que alguien pudiera decirme qué hacer ahora, pero no tuve suerte.

La Bruja del Mar - que había conocido en Esposende - me llamó por fin, unos días después, para hablarme de un Gran Conventículo que iba a ocurrir en la noche del Sábado siguiente, y que había sido convocado para discutir las Brujas de la Noche. Inmediatamente decidí que estaría allí porque lo que sabía y había visto podría ser útil.

Así que le dije a mi esposa que iba con el grupo de exploración urbana a visitar una fábrica en ruinas en Guimarães. No era totalmente mentira, porque el Gran Conventículo iba a ser, de hecho, en Guimarães, pero en lo alto del Monte de la Penha, cerca del santuario católico allí construido.

Cuando llegó el momento, me subí al auto y me dirigí hacia Guimarães. Por la autopista, tardé 20 minutos en llegar a la ciudad. Subir a la cima de la colina, sin embargo, tomó un poco más de tiempo.

Finalmente llegué a la zona del santuario. Era invierno, así que a esa hora de la noche, las tiendas, los cafés e incluso el hotel estaban cerrados. Estacioné en el aparcamiento principal, que estaba completamente vacío, y salí del auto para buscar el lugar del conventículo.

Entonces recordé por qué me encantaba aquél lugar desde mi primera visita. Era como un parque de diversiones para adultos.

Una muralla falsa separaba el aparcamiento de la ladera. A la derecha de ella, un pequeño descenso llevaba a unas tabernas típicas construidas más abajo, mientras a la izquierda se erigía un montón de rocas sobre el que había sido construida una pequeña capilla. Sin embargo, la verdadera atracción estaba debajo de ella. Pasadizos creados por la superposición de las rocas llevaban a cuevas y nichos subterráneos que habían sido aprovechados para construir capillas y tabernas. Era un lugar que parecía salido de una historia de fantasía.

El conventículo, sin embargo, no iba a ocurrir en esa dirección, sino en la opuesta. Crucé la carretera, pasé por el relativamente reciente santuario y entré en la red de senderos que se dirigían al sur. Parte de ellos pasaba por túneles y pequeñas cuevas entre y bajo rocas, hasta que finalmente emergieron en un espacioso claro.

En el centro de éste ardía una enorme hoguera, en torno a la cual se reunían varios grupos de personas, en su mayoría mujeres. Entre ellas, pude reconocer a algunas como las brujas que había encontrado en Montalegre y en Porto; además, para mi sorpresa, las que habían atacado la Citania de Briteiros e incluso el brujo y curandero de mi tierra natal. Las líderes del Gran Conventículo, las brujas que conocí primero como fuegos fatuos, estaban - como era de esperar - en el centro, junto a la hoguera.

Busqué a la Bruja del Mar, mi aliada que me había llamado allí, y la encontré sola, junto al borde del claro.

Cuando me acerqué, ella dijo:

- ¡Viniste!

- Claro. Los enemigos de las Brujas de la Noche están cayendo como moscas. Tenía que venir a averiguar si alguien puede combatirlas.

- Las Brujas de Briteiros parecen tener alguna idea - dijo ella, apuntando hacia las líderes del conventículo. - Sólo tenemos que esperar hasta que estemos todas aquí.

Sin nada más que decir,, esperamos, en silencio. Pero éste no duró mucho. Una mano venida de atrás me agarró el hombro.

- ¿Tú también estás aquí? - dijo una voz.

Me di la vuelta y encontré a Susana, la demonóloga del norte de Portugal. La joven sostenía una de sus tabletas caseras.

Le presenté a la Bruja del Mar y le expliqué por qué estaba allí.

- Y tú, ¿qué haces aquí? - le pregunté.

- Me gusta mantenerme informada sobre brujas. Ellas suelen invocar demonios. Además, este Gran Conventículo es sobre las Brujas de la Noche y por lo que he oído, necesito empezar a vigilarlas. Algunos sospechan que son demonios disfrazados.

Aunque la hipótesis no me convenció, la verdad es que en ese momento era tan válida como cualquier otra. La naturaleza de las Brujas de la Noche seguía siendo un misterio.

No tuvimos tiempo de decir nada más, ya que las Brujas de Briteiros pidieron la atención de todos.

Así que todos nos juntamos a su alrededor, una de las Brujas de Briteiros dijo:

- Gracias por venir. Me gusta saber que las Brujas de la Noche no nos preocupan sólo a nosotras.

Otra de las Brujas de Briteiros, el hombre, continuó:

- No sé si todas lo saben, pero las Brujas de la Noche han atacado a varias comunidades de criaturas mágicas. No sabemos quién será el siguiente. Podrá ser cualquiera de nosotras.

- Tenemos que juntarnos y hacer algo acerca de las Brujas de la Noche - dijo la Bruja de Briteiros que aún no había hablado. - Son una amenaza para todas.

A pesar de que había un montón de brujas allí con razones para no gustar e incluso odiar a las Brujas de la Noche, tuve la sensación de que aquel gran conventículo había sido convocado porque las Brujas de Briteiros se sentían amenazadas.

- ¿Qué sugieres que hagamos? - preguntó una bruja que yo no conocía.

- Primero, tenemos que reunir nuestras habilidades de adivinación para encontrarlas - dijo la primera Bruja de Briteiros.

Sabía dónde podían empezar a buscar, pero dudé en decírselo. Me costaba confiar en aquellas brujas. Tal vez porque crecí en un país católico, tenía miedo de aquellos que lidiaban con magia y demonios. Por otro lado, las Brujas de la Noche y sus monstruos ya habían matado personas. Tenían un ejército a su servicio. Además me habían hecho parcialmente responsable de algunas de las muertes que causaron al usar los trasgos que yo había liberado del viñedo de los Cerqueira para hacer su trabajo sucio. Teniendo todo en cuenta, no podía dejar de pensar que las brujas de aquel conventículo eran un mal menor.

Avancé hacia la hoguera y me preparé para anunciar lo que sabía.

De repente, el suelo empezó a temblar. Poco después, oí árboles rompiéndose y el trueno de enormes pasos. Las brujas empezaron a mirar alrededor, pero yo no. Ya había pasado por aquello antes, en Tibães. Sabía lo que se acercaba.

De los árboles alrededor del claro emergió una gran variedad de criaturas: gigantes, ogros, trasgos, duendes, entre otras cuyo nombre no conocía. En el momento siguiente, figuras encapuchadas y con largas vestiduras negras aparecieron en el cielo, por encima de nuestras cabezas. Las Brujas de la Noche habían llegado.

Completamente rodeadas, las brujas del gran conventículo se prepararon para luchar. Las Brujas de Briteiros tomaron su forma de fuegos fatuos y tomaron vuelo, mientras que las restantes iniciaron sus diferentes métodos de lanzar hechizos.

Yo, la demonóloga y la Bruja del Mar estábamos muy cerca de la línea de los árboles, así que los monstruos estaban casi encima de nosotros. Nos dimos la vuelta para enfrentarlos. Susana se quedó mirándolos, como si estuviera preguntándose si tendría algún arma efectiva contra esas criaturas; mientras tanto, la Bruja del Mar imitó a sus compañeras y empezó a lanzar un hechizo. Por mi parte, tomé un ramo caído y me preparé para defenderme. Esta vez iba a enfrentar a los soldados de las Brujas de la Noche.

Un ogro y varios trasgos se dirigieron hacia nosotros. Esperé hasta que el primero quedara al alcance de mi arma improvisada y le di un golpe. Éste, sin embargo, agarró la otra punta de la rama y me la arrancó de la mano. Aterrorizado, me preparé para ser aplastado por el enorme mazo que llevaba la criatura. Ésta, sin embargo, me tiró al suelo con una mano y siguió adelante. Luego le hizo lo mismo a la demonóloga.

Los duendes, que venían justo detrás, nos ignoraron y, junto con el ogro, se dirigieron hacia la Bruja del Mar. Pero antes de que la alcanzaran, ella terminó el hechizo. Agua cubrió el suelo bajo las criaturas y rápidamente se infiltró, formando un charco de barro que enterró el ogro casi hasta las rodillas y los duendes hasta el pecho, inmovilizándolos.

Susana y yo nos levantamos y nos preparamos para volver junto a la Bruja del Mar. Fue entonces que nos dimos cuenta que una de las Brujas de la Noche se dirigía hacia ella. Afortunadamente, mi aliada aún tuvo tiempo de lanzar un hechizo. De inmediato, un chorro de agua salió disparado de sus manos contra la criatura atacante. Sin embargo, ésta siguió adelante, cortando el agua casi sin desacelerar. Justo antes de llegar a la Bruja del Mar, enormes garras, de más de 30 centímetros de largo, crecieron de sus manos.

Susana y yo aún intentamos pasar alrededor del charco de lodo y de las criaturas atrapadas en él, y ayudar a mi aliada, pero no llegamos a tiempo. Al acertar un golpe brutal, la Bruja de la Noche lastimó la cabeza de la Bruja del Mar, con sus garras cortando carne, hueso y, fatalmente, llegando al cerebro debajo.

Aterrorizados con aquella sanguinolenta visión, Susana y yo paramos, convencidos de que seríamos las próximas víctimas. Sin embargo, la criatura se alejó y voló hacia otra bruja sin prestarnos atención.

Aproveché esa pausa para mirar a mi alrededor y ver cómo iba la lucha.

El brujo de mi tierra natal estaba postrado en el suelo, muerto, así como algunas de las brujas de Montalegre, de Porto y muchas otras que yo no conocía. Mientras tanto, otras habían logrado invocar a algunos diablillos y, junto con ellos, luchaban con alguno que otro éxito contra los soldados enemigos. Sin embargo, cada vez que una Bruja de la Noche atacaba a los enemigos en el suelo, nada podía detenerla y evitar muertes.

Afortunadamente, tres de las Brujas de la Noche estaban ocupadas en el aire, enfrentándose a los fuegos fatuos. Éstos les lanzaban constantemente pequeñas esferas de fuego que, aunque no les parecían causar heridas, claramente les molestaban e impedían de lanzar hechizos.

Poco a poco, la lucha se extendió más allá del claro del Gran Conventículo. Después de un tiempo, diablillos se enfrentaban a trasgos y duendes en pasadizos construidos bajo rocas, y las brujas lanzaban hechizos desde lo alto de puentes de cemento que imitaban formas naturales.

Sin embargo, aunque era la batalla contra las Brujas de la Noche más equilibrada que había visto, sus fuerzas estaban progresivamente ganando terreno.

Susana y yo matamos a las criaturas atrapadas en el barro de la Bruja del Mar con pequeños cuchillos, pero no habíamos ido allí preparados para combatir, y poco más nos atrevíamos a hacer que atacar enemigos heridos y moribundos.

Finalmente, las brujas del Gran Conventículo sufrieron un golpe fatal. Con la situación en tierra controlada a su favor, las Brujas de la Noche se concentraron en las brujas de Briteiros. Superadas en número, éstas no pudieron mantener a sus adversarias ocupadas. Hechizos empezaron a golpearlas desde todas las direcciones. Relámpagos, esferas de energía, bolas de hielo y muchos otros proyectiles mágicos les acertaban. Uno por uno, los fuegos fatuos volvieron a sus formas humanas y cayeron al suelo, muertos antes de alcanzarlo.

Sin el torrente constante de hechizos de las brujas de Briteiros, las Brujas de la Noche pudieron dedicar toda su atención a las brujas que luchaban contra sus soldados. Si éstas últimas ya estaban perdiendo la batalla, su derrota entonces pasó a inevitable.

Susana y yo seguimos ayudando como podíamos, pero de nada sirvió. En pocos minutos, las pocas brujas sobrevivientes huían lo más rápido que podían por donde les era posible, mientras sus diablillos yacían en el suelo, muertos.

Para nuestra sorpresa (y alivio), las Brujas de la Noche no nos prestaron ninguna atención; sus soldados sólo interactuaban con nosotros cuando eran obligados, y sólo para sacarnos del camino. Sin embargo, la razón para ello era un misterio que tendría que quedar para más tarde. No queríamos arriesgar demasiado, así que volvimos juntos al estacionamiento donde dejé el coche.

Tan pronto los sonidos de lucha y persecución quedaron atrás, comenté:

- Otra victoria para las Brujas de la Noche.

- ¿Cuál será su objetivo? - preguntó retóricamente la demonóloga.

No sabía qué decirle, así que no dije nada.

- Estaré atenta a sus actividades. Algo está pasando, y no es nada de bueno - dijo, dirigiéndose a su vieja Ford Transit.

Me subí a mi coche y me dirigí hacia Braga. Durante todo el camino, me regañé por mi incapacidad en ayudar a detener a las Brujas de la Noche o descubrir lo que querían. Sin embargo, una cosa quedó clara esa noche: estaban tratando de evitar involucrarnos a Susana y a mí en su lucha. ¿Por qué? Era otro misterio que resolver. Aunque no sabía cómo iba a lograrlo. No tenía más pistas que seguir, especialmente ahora que había perdido otro aliado.
In the days following the defeat of the Gerês' ghosts by the Witches of the Night, everyone told me that I looked distracted and tired. I had to agree with them. Since that night, I could barely sleep and only thought about what I could do about the Witches of the Night. I contacted everyone I remembered, hoping that someone could give me an indication of what to do next, but I didn't have any luck.

Finally, the Sea Witch that I had met in Esposende called me a few days after to tell me about a Great Covenant that would happen the next Saturday night to discuss the Witches of the Night. I immediately decided that I would attend for what I had learned until that moment could prove useful.

As such, I told my wife that I was going with my urban exploration group to visit the ruins of a factory in Guimarães. It wasn't entirely a lie as the Great Covenant was, in fact, going to be in Guimarães, but on the top of Monte da Penha, near the Catholic shrine.

When time came, I got into my car and drove to Guimarães. Through the motorway, it took me about twenty minutes to reach the city; however, the climb to the top of the hill took a while longer.

Finally, I came to the sanctuary area. It was winter, so the shops, cafes, and even the hotel were closed at that time of night. I parked in the main parking lot, which was completely empty, and got out to look for the location of the Covenant.

It was then that I remembered why I had loved that place since my first visit – it was like a playground for adults.

A false castle wall separated the hill slope from the parking lot. To its right, an earth ramp led to the traditional taverns built below, and on the left rose a pile of boulders on which a chapel had been built. However, the real attraction was under this building. Passages created by the overlap of the boulders led to caves and niches under the rocks that had been adapted as chapels and taverns. It was like something out of a fantasy novel.

The Covenant, however, would happen in opposite direction. I crossed the road, passed by the relatively modern sanctuary, and entered a network of passages that lead south. Some of them went through small tunnels and caves formed by boulders. Finally, I emerged in a large clearing.

In the middle of it burned a huge bonfire, around which gathered several groups of people, mostly women. Among them, I could recognize some of the witches I found in Montalegre, Porto, and, to my surprise, those who had attacked the Citânia of Briteiros as well as the warlock and healer of my home town. The leaders of the Great Covenant, the witches I first met as will-o-wisps, were, as expected, in the center, by the fire.

I sought the Sea Witch, who had called me there, and found her alone, along the edge of the clearing.

"You came," she said when I approached.

"Of course. The Witches of the Night's enemies are falling like flies. I had to come find out if anyone can stand against them."

"The Witches of Briteiros seem to have a plan," she said, pointing towards the Covenant leaders. "We'll just have to wait until we're all here."

With nothing else to say, we waited in silence, though it didn't last long. A hand grabbed my shoulder from behind.

"You're also here!" Said a voice.

I turned and found Susana, Northern Portugal's demonologist. The small girl held one of her homemade tablets on the other hand.

I introduced her to the Sea Witch and explained to her why I was there.

"And you – what are you doing here?" I asked.

"I like to keep tabs on all kind of witches. They use demons. Besides that, this Great Covenant is about the Witches of the Night and, from what I hear, I should be keeping tabs on them as well. Some rumours say that they are demons in disguise."

Although that hypothesis didn't seem probable to me, the truth is that, at the time, it was as valid as any other considering that the nature of the Witches of the Night's was still a mystery.

We didn't have time to say anything more, because the Witches of Briteiros called for everyone's attention.

Once everyone gathered around them, one of Witches of Briteiros said, "Thank you all for coming. It's good to know that the Witches of the Night aren't a concern only to us."

Another of the Witches of Briteiros, the male one, continued, "I don't know if you're all aware, but the Witches of the Night have attacked several communities of magical creatures in the past few months. We don't know who will be next. It can be any one of us."

"We have to unite and do something about the Witches of the Night," said one of the Witches of Briteiros who hadn't yet spoken. "They are a threat to us all."

Although there were many witches with reasons to dislike and even hate the Witches, I got the feeling that the Great Covenant had been summoned because the Witches of Briteiros felt threatened by the newcomers.

"What do you suggest we do?" Asked a witch on the audience.

"First, we must combine our scrying abilities to locate the Witches of the Night," said the first witch of Briteiros.

I knew where they could start looking, but hesitated to tell them, as I had trouble trusting those witches. Perhaps because I grew up in a Catholic country, I somewhat feared those who dealt with magic and demons. On the other hand, the Witches of the Night and their servants had already killed several people as well as magical creatures. They had an army at their service and had made me partially responsible for some of these deaths by using trolls that I had released from the Cerqueira's vineyard to do their dirty work. Taking everything into account, I couldn't help but think that the witches of that Covenant were a lesser evil.

I stepped forward and got ready to announce what I knew.

Suddenly, the ground began to shake. Shortly after, I heard trees breaking and thundering footsteps. The witches started looking around, but I didn't. I had been through that before, in Tibães. I knew what was coming.

From the trees around the clearing emerged a variety of creatures including giants, ogres, goblins, trolls, and others whose name’s I didn't know. The next moment, hooded figures with long, black robes appeared in the sky above our heads. The Witches of the Night had arrived.

Completely surrounded, the witches of the Great Covenant prepared to fight. The Witches of Briteiros transformed into will-o-wisps and took flight, while others started the long process that was necessary to cast spells.

The demonologist, the Sea Witch and I were very close to the tree line, so the monsters were almost upon us. We turned to face them. Susana stood, immobile, looking at them, probably wondering if she had any weapon that would be effective against those creatures while the Sea Witch imitated the other witches and began casting a spell. Meanwhile, I picked up a fallen branch and prepared to defend myself. This time, I was going to face the Witches of the Night's soldiers.

An ogre and several goblins came straight at us. I waited until the former was within reach of my improvised weapon and tried to hit it. However, the creature grabbed the other end of the club and tore it from my hand. Terrified, I got ready to be crushed by the enormous mallet that the creature carried. It, however, threw me to the ground with one hand and kept going forward. Then, it did the same to the demonologist.

The goblins, who followed close behind, ignored us and, along with the ogre, advanced toward the Sea Witch. However, before they reached her, she finished her spell. Water covered the ground under the creatures feet and quickly infiltrated into the soil, forming a mud puddle that buried the ogre almost to its knees and the goblins to their chests, immobilizing them.

Susana and I gathered up and prepared to re-join the Sea Witch. However,  between realized that one of the Witches of the Night was heading towards her. Fortunately, my ally had time to cast another spell. A water jet shot out of her hitting her attacker. However, the Witch of the Night kept going, cutting the water almost without slowing down. Shortly before she reached the Sea Witch, huge claws, over a foot long, grew on her hands.

Susana and I still tried going around the mud puddle to help my ally, but we didn't reach her in time. With a brutal blow, the Witch of the Night struck the head of the Sea Witch, her claws slashing flesh, bone, and, fatally, reaching the brain underneath.

Terrified by that bloody vision, Susana and I halted, convinced that we would be the next victims. However, the creature flew away toward another witch without paying us any attention.

I then took a moment to look around and see how the fight was going.

The warlock from my homeland lay on the ground, dead, as did some of the witches from Montalegre and Porto and many others that I didn't knew. However, some had managed to invoke imps and alongside them, fought with some success against the enemy soldiers. However, whenever a Witch of the Night attacked the enemy on the ground, nothing could prevent her from causing death.

Fortunately, three of the Witches of the Night were busy in the air, facing the will-o-wisps while the latter threw small fireballs constantly at them. Now, while these didn't seem to cause them any injury, they clearly bothered them and prevented them from casting spells.

Gradually, the fight spread beyond the Great Covenant's clearing. After a while, imps faced trolls and goblins in passages built under boulders, while witches cast spells from concrete bridges designed to imitate trees and other natural shapes.

Though it was the most balanced battle against the Witches of the Night I had seen, their forces were gradually gaining ground.

Susana and I killed the creatures trapped in the mud of the Sea Witch with small knives, but we were unprepared for battle and dared do little else than attack wounded and dying enemies.

Finally, the witches of Great Covenant suffered a fatal blow. With the situation on the ground under control in their favour, the Witches of the Night focused entirely on the Witches of Briteiros. Outnumbered, they were unable to keep their opponents occupied and spells began coming at them from all directions. Lightning, energy balls, ice spheres and many other magical projectiles hammered at them. One by one, the will-o-wisps turned back to their human forms and fell to the ground, dead before they reach it.

Without the constant barrage of spells from the Witches of Briteiros, the Witches of the Night could now devote all of their attention to the witches who fought against their soldiers. While the latter were already losing the battle, their defeat now became inevitable.

Susana and I continued to help as we could, but it made little difference. Within minutes, the few surviving witches fled as fast as they could to wherever they could, while their invoked demons all lay on the floor, dead.

To our surprise (and relief), the Witches of the Night didn't pay us any attention, and their soldiers only interacted with us if they had to and only to take us out of the way. However, the reason for it was a mystery that we would solve only latter. We didn't want to tempt fate and, together, we returned to the parking lot where I left my car.

As the sounds of fight and persecution disappeared behind us, I commented, “Another victory for the Witches of the Night."

"What is their goal?" The demonologist asked, rhetorically.

I didn't know how to answer, so I said nothing.

"I will keep tabs on their activities. Something is happening, and it isn't good," she said, returning to her old Ford Transit.

I got into my car and headed towards Braga, rebuking myself for my inability to help stop the Night Witches, or even just find out what they wanted every step of the way. However, one thing had become clear that night: they were trying to avoid engaging me and Susana in their struggle. Why, was another mystery to solve, though I didn't know how I was ever going to do it . I had no clues to follow, especially now that I had lost another ally.
Nos dias após a derrota dos fantasmas do Gerês pelas Bruxas da Noite, toda a gente me dizia que eu parecia distraído e cansado. Não podia discordar deles. Desde essa noite, mal conseguia dormir, e estava constantemente a pensar no que podia fazer quanto às Bruxas da Noite. Contactei toda a gente de que me lembrei na esperança que alguém me pudesse dar uma indicação do que fazer a seguir, mas não tive sorte.

A Bruxa do Mar que havia conhecido em Esposende telefonou-me, por fim, uns dias depois de eu a contactar, para me falar de um Grande Conventículo que ia haver na noite do Sábado seguinte e que fora convocado para discutir as Bruxas da Noite. Decidi imediatamente que ia estar presente, pois aquilo que eu sabia e vira podia revelar-se útil.

Como tal, disse à minha mulher que ia com o grupo de exploração urbana visitar uma fábrica em ruínas em Guimarães. Não era totalmente mentira, pois o Grande Conventículo ia ser, de facto, em Guimarães, mas no alto do Monte da Penha, perto do santuário católico lá construído.

Quando a altura chegou, meti-me no carro e conduzi até Guimarães. Pela autoestrada, demorei uns vinte minutos até à cidade. Subir até ao topo do monte, porém, demorou mais um pouco.

Finalmente, cheguei à área do santuário. Era Inverno, pelo que, àquela hora da noite, as lojas, os cafés e até o hotel se encontravam fechados. Estacionei no parque principal, que estava completamente vazio, e saí do carro para procurar o local do conventículo.

Foi, então, que me lembrei porque adorava aquele sítio desde a minha primeira visita. Era como um parque de diversão para adultos.

Uma falsa muralha separava o estacionamento da encosta do monte. À direita desta, uma pequena descida levava a umas tabernas típicas construídas mais abaixo, enquanto à esquerda se erguia um monte de rochedos sobre o qual havia sido construída uma pequena capela. Contudo, a verdadeira atração encontrava-se sob esta. Passagens criadas pela sobreposição dos penedos levavam a cavernas e nichos sob as rochas que haviam sido aproveitadas como capelas e tavernas. Era um local que parecia saído de uma história de fantasia.

O conventículo, no entanto, não ia ocorrer nessa direção, mas na oposta. Atravessei a estrada, passei pelo relativamente recente santuário e enveredei pela rede de passagens que se dirigiam para sul. Parte destas passava por túneis e pequenas grutas entre rochedos, até que, finalmente, emergiam numa espaçosa clareira.

No centro desta, ardia uma enorme fogueira, à volta da qual se reuniam vários grupos de pessoas, na sua maioria mulheres. Entre elas, consegui reconhecer algumas como as bruxas que encontrara em Montalegre e no Porto e, para minha surpresa, as que tinham atacado a Citânia de Briteiros e até o bruxo e curandeiro da minha terra natal. As líderes do Grande Conventículo, as bruxas que eu primeiro conheci como fogos-fátuos, estavam, como seria de esperar, no centro, junto da fogueira.

Procurei pela Bruxa do Mar, a minha aliada que me havia ali chamado, e encontrei-a sozinha, junto da orla da clareira.

- Sempre veio - disse ela, quando me aproximei.

- Claro. Os inimigos das Bruxas da Noite estão a cair como moscas. Tinha de vir descobrir se alguém lhes consegue fazer frente.

- As Bruxas de Briteiros parecem ter alguma ideia - disse ela, apontando para as líderes do conventículo. - Só temos de esperar até estarmos todas cá.

Sem mais nada a dizer, esperámos, em silêncio. Este, porém, não durou muito. Uma mão vinda de trás agarrou-me o ombro.

- Também estás aqui? - disse uma voz.

Virei-me e dei de caras com Susana, a demonóloga do norte de Portugal. A pequena rapariga segurava um dos seus tablets caseiras.

Apresentei-lhe a Bruxa do Mar e expliquei-lhe porque estava ali.

- E tu, o que estás aqui a fazer? - perguntei-lhe.

- Eu gosto de me manter informada sobre bruxas. Elas gostam de invocar demónios. Além disso, este Grande Conventículo é sobre as Bruxas da Noite e, pelo que tenho ouvido, preciso de começar a estar atenta a elas. Há suspeitas de que elas são demónios disfarçados.

Embora a hipótese não me convencesse, a verdade é que, na altura, podia ser tão válida como qualquer outra. A natureza das Bruxas da Noite continuava a ser um mistério.

Não tivemos tempo para dizer mais nada, pois as Bruxas de Briteiros chamaram a atenção dos presentes.

Assim que toda a assistência se juntou à volta delas, uma das Bruxas de Briteiros disse:

- Obrigado por terem vindo todas. É bom saber que as Bruxas da Noite não nos preocupam só a nós.

Outra das Bruxas de Briteiros, o homem, continuou:

- Não sei se estão todas ao corrente, mas as Bruxas da Noite têm atacado várias comunidades de criaturas mágicas nos últimos tempos. Não sabemos quem será a seguir. Pode ser qualquer uma de nós.

- Temos de nos juntar e fazer algo quanto às Bruxas da Noite - disse a Bruxa de Briteiros que ainda não tinha falado. - Elas são uma ameaça para todas.

Apesar de haver ali muitas bruxas com razão para não gostar e até odiar as Bruxas da Noite, fiquei com a sensação que aquele Grande Conventículo tinha sido convocado porque as Bruxas de Briteiros se estavam a sentir ameaçadas.

- Que sugerem que façamos? - perguntou uma bruxa na assistência que eu não conhecia.

- Primeiro, temos de juntar as nossas capacidades de adivinhação para as encontrar - disse a primeira Bruxa de Briteiros.

Eu sabia onde começar a procurar, mas hesitei em dizer-lhes. Tinha dificuldade em confiar naquelas bruxas. Talvez por ter crescido num país católico, tinha algum receio daqueles que lidavam com magia e demónios. Por outro lado, as Bruxas da Noite e os seus servos já haviam, confirmadamente, morto pessoas e não só. Tinham um exército ao seu serviço. E tinham-me tornado parcialmente responsável por algumas das mortes que causaram ao usar trasgos que eu havia libertado da quinta dos Cerqueira para fazer o seu trabalho sujo. Levando tudo em conta, não podia deixar de pensar que as bruxas daquele conventículo eram um mal menor.

Avancei e preparei-me para anunciar o que sabia.

De súbito, o chão começou a estremecer. Pouco depois, ouvi árvores a serem quebradas e o troar de pesados passos. As bruxas começaram a olhar em volta, mas eu não. Já tinha passado por aquilo antes, em Tibães. Sabia o que se aproximava.

Das árvores em volta da clareira, emergiu uma enorme variedade de criaturas: gigantes, ogres, trasgos, duendes, entre outras cujo nome desconhecia. No momento seguinte, figuras encapuçadas com longas vestes negras surgiram no céu, acima das nossas cabeças. As Bruxas da Noite tinham chegado.

Completamente cercadas, as bruxas do Grande Conventículo preparam-se para lutar. As Bruxas de Briteiros tomaram a sua forma de fogo-fátuo e levantaram voo, enquanto as restantes deram início aos diferentes métodos de lançar feitiços.

Eu, a demonóloga e a Bruxa do Mar estávamos bastante próximos da linha das árvores, pelo que os monstros estavam quase em cima de nós. Virámo-nos para os enfrentar. Susana ficou parada a olhar para eles, como se estivesse a pensar se teria alguma arma eficaz contra aquelas criaturas, enquanto a Bruxa do Mar imitou as suas colegas e começou a lançar um feitiço. Eu peguei num ramo caído e preparei-me para me defender. Desta vez, ia mesmo enfrentar os soldados das Bruxas da Noite.

Um ogre e vários duendes dirigiram-se para nós. Esperei até o primeiro ficar ao alcance da minha arma improvisada e desferi um golpe. Este, porém, agarrou a outra ponta do ramo e arrancou-mo da mão. Aterrorizado, preparei-me para ser esmagado pelo enorme malho que a criatura carregava. Esta, contudo, atirou-me ao chão com uma mão e continuou em frente. Depois, fez o mesmo à demonóloga.

Os duendes, que seguiam logo atrás, ignoraram-nos e, juntamente com o ogre, avançaram para a Bruxa do Mar. Porém, antes de a alcançarem, esta terminou o feitiço. Água cobriu o solo debaixo das criaturas e infiltrou-se rapidamente no solo, formando uma poça de lama que enterrou o ogre quase até aos joelhos e os duendes até ao peito, imobilizando-os.

Eu e Susana levantámo-nos e preparámo-nos para voltar para junto da Bruxa do Mar. Foi, então, que nos apercebemos que uma das Bruxas da Noite se dirigia para ela. Felizmente, a minha aliada ainda teve tempo de lançar um feitiço. De imediato, um jato de água saiu disparado das suas mãos contra a criatura atacante. No entanto, esta continuou em frente, cortando a água, quase sem desacelerar. Pouco antes de chegar à Bruxa do Mar, enormes garras, com mais de trinta centímetros, cresceram das suas mãos.

Eu e Susana ainda tentámos contornar a poça de lama e as criaturas presas nela, e ajudar a minha aliada, porém, não chegámos a tempo. Com um golpe brutal, a Bruxa da Noite atingiu a cabeça da Bruxa do Mar, as suas garras cortando carne e osso e, fatalmente, chegando ao cérebro debaixo.

Aterrorizados com aquela sanguinolenta visão, eu e Susana estacámos, convencidos de que seríamos as próximas vítimas. Contudo, a criatura afastou-se e voou em direção a outra bruxa sem nos prestar qualquer atenção.

Aproveitei aquela pausa para olhar em volta e ver como decorria o combate.

O bruxo da minha terra natal estava prostrado no chão, morto, assim como algumas das bruxas de Montalegre, do Porto e muitas outras que eu não conhecia. Entretanto, outras tinham conseguido invocar mafarricos e, juntamente com eles, lutavam, com algum sucesso, contra os soldados inimigos. Contudo, sempre que uma Bruxa da Noite atacava as inimigas no solo, nada a conseguia parar e impedir de causar mortes.

Felizmente, três das Bruxas da Noite estavam ocupadas no ar, a enfrentar os fogos-fátuos. Estes lançavam-lhes constantemente pequenas esferas de fogo que, embora não lhes parecessem causar ferimentos, claramente as incomodavam e impediam de lançar feitiços.

Aos poucos, a luta espalhou-se para além da clareira do Grande Conventículo. Passado algum tempo, mafarricos enfrentavam trasgos e duendes em passagens construídas sob penedos, e bruxas lançavam feitiços do cimo de pontes de cimento que imitavam formas naturais.

Todavia, embora fosse a batalha contra as Bruxas da Noite mais equilibrada que já vira, as forças destas estavam progressivamente a ganhar terreno.

Eu e Susana matámos as criaturas presas na lama da Bruxa do Mar com pequenas facas, mas não tínhamos ido ali preparados para o combate, e pouco mais nos atrevíamos a fazer do que atacar inimigos feridos e moribundos.

Por fim, as bruxas do Grande Conventículo sofreram um golpe fatal. Com a situação em terra controlada a seu favor, as Bruxas da Noite concentraram-se todas nas Bruxas de Briteiros. Em inferioridade numérica, estas não conseguiram manter as suas adversárias ocupadas. Feitiços começaram a atingi-las de todas as direções. Relâmpagos, esferas de energia, bolas de gelo e muitos outros projéteis mágicos acertavam-lhes. Um a um, os fogos-fátuos voltaram às suas formas humanas e caíram ao solo, mortos antes de o atingirem.

Sem a torrente constante de feitiços das Bruxas de Briteiros, as Bruxas da Noite puderam dedicar toda a sua atenção às bruxas que lutavam contra os seus soldados. Se estas últimas já estavam a perder a batalha, a sua derrota tornou-se, então, inevitável.

Eu e Susana continuámos a ajudar como podíamos, mas de pouco serviu. Em poucos minutos, as poucas bruxas sobreviventes fugiam o mais rápido que podiam por onde podiam, e os demónios invocados jaziam no chão, mortos.

Para nossa surpresa (e alívio), as Bruxas da Noite não nos prestaram nenhuma atenção, e os seus soldados só interagiam connosco se fossem obrigados e apenas para nos tirar do caminho. Contudo, a razão para isso era um mistério que teria de ficar para mais tarde. Não queríamos abusar da sorte e, juntos, voltámos para o estacionamento onde deixei o carro.

Assim que os sons de luta e perseguição ficaram para trás, comentei:

- Mais uma vitória para as Bruxas da Noite.

- Qual será o seu objetivo? - perguntou, retoricamente, a demonóloga.

Não sabia o que lhe dizer, pelo que não disse nada.

- Vou manter-me atenta às suas atividades. Algo se passa, e não é nada de bom - disse, encaminhando-se para a sua velha Ford Transit.

Eu meti-me no meu carro e parti em direção a Braga. Durante todo o caminho, repreendi-me pela minha incapacidade de ajudar a parar as Bruxas da Noite, ou até de apenas descobrir o que pretendiam. Contudo, uma coisa tornara-se clara naquela noite: elas estavam a tentar evitar envolver-me a mim e a Susana na sua luta. Por que razão, era outro mistério para resolver. Porém, não sabia como alguma vez o iria conseguir. Não tinha mais pistas para seguir, especialmente agora, que tinha perdido mais uma aliada.

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:iconpaytonsnewheart:
paytonsnewheart Featured By Owner Feb 26, 2018  Hobbyist Digital Artist
Thanks for the llama!
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:iconchateaugrief:
chateaugrief Featured By Owner Feb 6, 2017  Professional Digital Artist
Thanks for the llama!
Bridalveil Fall by chateaugrief
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:iconexobiology:
exobiology Featured By Owner Feb 5, 2017  Hobbyist Digital Artist
Thank you for the llama golden 1 by EXOstock    Owl mystery by exobiology
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:iconshadowphoenixpt:
shadowphoenixpt Featured By Owner Feb 6, 2017  Hobbyist Writer
:)
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:iconexobiology:
exobiology Featured By Owner Feb 6, 2017  Hobbyist Digital Artist
Heart 
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:iconmaria-schreuders:
Maria-Schreuders Featured By Owner Jan 30, 2017  Hobbyist Photographer
Thank you so much for taking the time to fave and comment on my photo  :+fav: :heart:  I really appreciate this
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:iconjoran-belar:
Joran-Belar Featured By Owner Jan 24, 2017  Hobbyist General Artist
Thanks for the fav on

The Battle of Narendra III by Joran-Belar

Greez
J.J.
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