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arte portugal
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Literature
a nordeste daqui
Há qualquer coisa simultaneamente mágica e nostálgica no nordeste.
Ao fim pouco de mais de duas décadas e meia, por estas terras e entre estas gentes, e mesmo hoje, ainda não sei o que faz deste pedaço de mundo aquilo que é: especial.
Cada um defende as suas cores e ergue a sua bandeira; o mais alto que chegar, o mais forte que conseguir. Mas só a quem lhe diz algo este pedaço de chão sabe ao que me refiro. Sente-se no ar, pressente-se nas pessoas.
De cada vez que se regressa com esta vontade de nunca partir, e se desce o vidro do carro, os sentidos despertam-se e anunciam ao espirito que estamos perto; mais que a fronteira geográfica ou os quilómetros marcados no alcatrão.
E aquele que nunca me enganou foi o olfacto.
Há um cheiro a olival e a fumo que se entranha nos pulmões. É o sinal.
E quando os pulmões se preenchem com este perfume que a terra tem, aí sim, sabemos que estamos a chegar a casa.
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Literature
Tudo menos eu
É quando o silêncio me abafa que eu sinto que nunca estive a tempo no sitio certo; que nunca fui oportuno e perspicaz, que não percebi o tempo que o tempo leva a ser.
É quando o silêncio me agarra que eu sinto que nunca corri na direcção certa, no momento correcto; nunca nos instantes em que o devia ter feito, e em que nunca os devia ter largado.
É quando o silêncio me amordaça que eu sinto que nunca disse o que devia, quando e como devia; que nunca te disse o quanto gostava de ti quando era certo, e que nunca te disse que partisses quando era devido.
É quando o silêncio me engasga que eu sinto que nunca fui eu quando podia, e que fui outra coisa qualquer quando não devia; que nunca me mostrei a quem devia, e que me escondi na sombra quando a luz brilhava mais forte.
É quando o silêncio me abraça que eu sinto que sempre fui fugaz e que nunca fui inteiro; que deixei partir na corrente o que não devia, e
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Literature
Lembrar
Eu já sabia que eras tu, embora não soubesse quem tu eras.
Tu podias até saber quem eu sou, mas eu sabia que eras tu.
E mesmo sem te conhecer, foi como se já te tivesse conhecido antes e que já soubesse tudo o que me ias dizer; o que ias deixar comigo e o que ias levar de mim.
Foi como se fossemos dois velhos amigos, que se reencontram, no velho bar onde já foram, um dia, tão felizes. E que aí trocámos lembranças que nunca aconteceram, recuperando memórias que nunca ganharam vida.
Como um passado fantasma que nos assombrou com recordações falsas, alimentando uma memória a dois que nunca teve lugar.
Bastou um cruzar de olhares, um sorriso, um cumprimento.
Um acordar de sentimentos adormecidos que não existiam e nunca chegaram a existir; mas foi, como se fosse, e isso bastava.
Como uma história que nunca foi contada, embora tivesse sido escrita há muito, e apagada novamente. Foi algo que nunca o foi.
E s
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Literature
a origem do regresso.
De todas as vezes que eu paro, nunca sei se consigo recomeçar.
Da ausência fica o medo da incapacidade, o receio do não estar á altura.
Por isso, e quando a vida me leva p'ra longe das letras; do papel; da caneta... eu tardo tanto a regressar; a procurar o motor que existe em mim.
Melhor, o que me retarda não é a busca, mas sim o encontro.
É como um voltar a uma casa que se abandonou, ver os quadros e as pinturas nas paredes, decaindo, definhando, e mesmo assim, nas profundezas de um olhar, encontrar sempre a beleza do que outrora foi, do que eu outrora fui.
Olhar, ver, e mesmo então não me sentir capaz de igualar as glórias de outrora.
Fora de narcisismos e trepidações egocêntricas, é como idolatrar o que antes era em nós bondade e grandeza; talento e vista larga.
E sentir que algo dentro de nós morreu, que há peças que não encaixam mais.
Na cabeça, não no papel.
É então
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Literature
de dentro para fora
"I got on this morning with the sun right in my eyes and there was, no warnings and it took me by surprise, as it hit me like an act of god, causing my alarm, there I had not become a self-apart, still have legs and arms inside; still had legs and arms.
(...)
And today was supposed to be just another day.
Today was supposed to be, another day..."
Procuram-se olhares sinceros e abraços genuínos; eu sou uma bola de fogo, em eterna autocombustão.
Incinerando-me a mim e a todos os que surgem ao meu redor.
A Natureza fez-me assim; o Tempo e o Mundo assinaram por baixo.
Talvez por isso, mais por todos os lapsos que trago no saco, a minha cidade está cada vez mais deserta, e as casas cada vez mais vazias.
Olho p'ra todos os que lá pisaram e vejo o antes, o durante e o depois.
Dou valor, mas não inverto a marcha.
Não vou por tudo bem, para voltar a estragar tudo... uma vez mais.
Esse é o meu talento.
A auto-destruição, a auto-comiseraç
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Literature
m
os dias passam devagar.
eu olho, tu olhas, ninguém se vê.
o mundo avança do mesmo que nos desencontramos. São anos e anos cedidos na procura; são segundos e segundos de conquista.
são momentos tão vazios que parecem não crescer mais, e instantes tão repletos que cabem na palma da mão.
são cumprimentos e despedidas, entre sopros de alegria que nunca nasceu.
sou eu, tu, e todos os demais pronomes, conjugados em conjunto sem jamais se terem juntado. idas e voltas, sem partida, nem regresso.
és tu alegre com o pouco, e eu triste com o tanto.
sou eu a chegar e tu a partir.
sou eu, e tu, apenas. sem voz, nem nós.
não há enganos que sejam certos, nem certezas que nunca falhas. há verdades, limpidas e duradouras.
o sonho é metro tirado a ferros; a vontade é tristeza embebida em alcool; o silencio não vem, mas existe. vazio.
e eu, diferente, pois a indiferença nunca me tomou, olho a minha alma. e
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Literature
sossego
Há uma parte de mim que está a definhar. Há um silêncio mordaz que vai surgindo das sombras, e que, calmamente, vai abafando todos os gritos de ajuda e súplica.
Começou como perda, passou a pânico, e hoje arrasta-se pela loucura. Vive como um pensamento constante, uma demanda infindável, um objectivo infinito. Faz-me andar por caminhos fora da rota, procurar rostos onde não existem, supor verdades que não conheço e tenho receio que se me revelem. Eu estou só, mas, acho, que nunca me senti tão sozinho.
No inicio, é fácil pensar que é difícil.
Que melhora com o tempo; que dói menos com a idade. Mas não.
Questões mal ou não respondidas, serão sempre questões. Questões essas, que como anzóis, espetam, e não saem de novo, senão arrastando a carne consigo; como farpas cravadas que se viram do avesso, e atacam por dentro, o que não conseguiram destruir po
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mr. nigga by multih mr. nigga :iconmultih:multih 0 0
Literature
Codigo
Código de Actuação para uma Rudimentar e Monótona Alienação
(principios para uma qualquer vivencia pacata)
i. começar por não pensar nisso. A partir daí, assumir que não vale a pena pensar sequer.
ii. simular a rigidez de pensamento. Simular apenas; o que interessa é o que sai, não o que entra.
iii. coleccionar escudos humanos ou emocionais. Nunca dar a cara à luta, porque é demasiado bela p'ra ser posta em risco.
iiii. saber sempre o nosso papel. Seja vitima, ou agressor, vivê-lo sempre com especial afinco, e se possível tentando sempre agarrar o primeiro antes de todos os outros.
iiiii. comprar a razão e pô-la num cofre. Nunca lhe dar uso, mas mantê-la sempre beme scondida e e sempre sobre a nossa única e intocável guarda.
E é isto. A ironia e o sarcasmo são oferta.
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saudosismo emo by multih saudosismo emo :iconmultih:multih 3 0 Egocentrismos nostalgicos III by multih Egocentrismos nostalgicos III :iconmultih:multih 0 0 assim se ama by multih assim se ama :iconmultih:multih 0 0 Corta-coracoes by multih Corta-coracoes :iconmultih:multih 1 1 Companheiras de sempre by multih Companheiras de sempre :iconmultih:multih 0 3 Gruta by multih Gruta :iconmultih:multih 1 0
Literature
Confissao so
Começamos por achar que temos razão.
Construímos um castelo em torno das nossas certezas e convicções. Achamos que tudo está errado ao nosso redor, e culpamos tudo o que acontece e todos os que nos circundam. Enrolamo-nos em orgulho e fanatismo, prendemo-nos ao egocentrismo e à nossa autoridade, guiamo-nos pela prepotência e pela autoridade. Tudo é injusto, tudo está contra nós, e nada corre como merecemos. Não há falhas deste lado da muralha, e todas as que vemos, trancamos do lado de fora.
Somos soldados treinados, temos maturidade e inteligência acima da média; temos as melhores soluções e os melhores mapas, e por isso nunca falhamos.
Passado um tempo nasce a questão.
Será que é? Será que fomos? Será que não podia ter sido de outra forma? Perguntamos no nosso íntimo se demos o litro, se os erros o foram mesmo, se fomos nós a cem por cento, se os outros nã
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Random Favourites

Love hurts by Girl-I Love hurts :icongirl-i:Girl-I 48 22
Literature
estradas de terra batida
disseram-lhe, faz hoje 15 dias, que o dó voltou. Estava frio. As mantas não aqueciam, as lareiras apagavam-se rapidamente e o sol raramente aparecia, mas o dó voltou. A saudade que ele tinha deixado, tinha-se perdido entre o ultimo sitio onde alguem o viu, e o primeiro onde alguem o voltou a ver. E se alguem o tinha visto partir, alguem tambem havia de o ver chegar. Os anos tinham passado, mas as pessoas não tinham mudado. A casa do dó era a mesma. Estava no mesmo sitio, com as mesmas cores. Por dentro tudo igual, como ele tinha deixado. Até a primera televisao que eu lhe tinha oferecido. Os jornais eram os mesmos, as noticias eram as mesmas. O mundo continuou... mas ali parecia que não. E o dó, voltou. Procurou as coisas do tempo dele. As cartas, as palavras, os gestos, as pessoas... e estava tudo intacto. As cartas não tinham sido lidas, as palavras não tinham sido usadas, os gestos não tinham sido esquecidos e as pessoas estavam todas, ali, para ele... Ele ficou uns dias e depois pa
:iconhumpf:humpf
:iconhumpf:humpf 9 9
New Age Delinquents by photographpaper New Age Delinquents :iconphotographpaper:photographpaper 5 18 Camarada das horas de espera. by SuUuUu Camarada das horas de espera. :iconsuuuuu:SuUuUu 3 27 Quem me roubou... by photographpaper Quem me roubou... :iconphotographpaper:photographpaper 2 26 3D Chess by DaniNeves 3D Chess :icondanineves:DaniNeves 3 0 Monogram by antoniopratas Monogram :iconantoniopratas:antoniopratas 3 3 but that girl is the devil by lishboy but that girl is the devil :iconlishboy:lishboy 1 2 disciples by 3DGOD disciples :icon3dgod:3DGOD 3 8 Free To Be by Stranger-In-Black Free To Be :iconstranger-in-black:Stranger-In-Black 3 1 summer mood. by hystericalemotion summer mood. :iconhystericalemotion:hystericalemotion 338 38 Life lines by errances Life lines :iconerrances:errances 4 5 viver a lapis by humpf viver a lapis :iconhumpf:humpf 10 13 Somos... Um. by mynias Somos... Um. :iconmynias:mynias 1 11 O Alentejo e' isto... by AngerSlaps O Alentejo e' isto... :iconangerslaps:AngerSlaps 4 14

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"Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.  
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã..."

F.P.

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multih
bruno
Artist | Student | Varied
Portugal
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Current Residence: Aveiro / Coimbra
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:icontherupert:
therupert Featured By Owner Feb 22, 2011
ora muito obrigado, Sr. Multih
*
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:iconmultih:
multih Featured By Owner Feb 24, 2011  Student General Artist
de rien mon petit cherri ^^
Reply
:iconclaudel67123:
Claudel67123 Featured By Owner Sep 6, 2010
Thanks for the fave :)
Reply
:iconmaoqueeaaf:
maoqueeaaf Featured By Owner Aug 20, 2010
Thanks! :)
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:iconmultih:
multih Featured By Owner Aug 22, 2010  Student General Artist
y'r welcome ^^
Reply
:iconcontos:
contos Featured By Owner Jun 24, 2010
é muuulteee, obrigada. (: *
Reply
:iconmultih:
multih Featured By Owner Jun 24, 2010  Student General Artist
merecido amore
Reply
:icondanielasrodrigues:
danielasrodrigues Featured By Owner Jun 13, 2010  Student Photographer
muito obrigada :D
Reply
:iconmultih:
multih Featured By Owner Jun 13, 2010  Student General Artist
nao tem de que ^^
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:iconricardocruz7:
RicardoCruz7 Featured By Owner May 3, 2010
Junta-te a nós :D "Galeria Portuguesa" [link] um grupo para todos os portugueses , com a ideia de concentrar o pessoal de portugal que usa o deviantart neste grupo :)
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