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Mônica Ramalho
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Em mim por voce

E

Em mim por voce

lentamente tudo ficou claro no olhar o reflexo invertido sem pedir licença entra e bagunça o espaço resevado ultrapassa a linha vermelha olhos apertados encaram e me rodeiam de cima a baixo para todos os lados numa brincadeira meu coração se viu atado tão cafona como as cartas de amor como o rosto corado ou olhar parado na janela contando as estrelas que seu mundo esta de cabeça para baixo e agora pegou gosto de andar sem os pés...
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Adeus

A

Adeus

Escrevo para ti Pois já não te reconheço mais A imagem a se formar não é tua O som da voz não é doce E as palavras não são nuas Escrevo para ti Sem te dizer onde estou Para que não voltes Para não sentir a frieza da tua presença Escrevo para ti Sem ressentimentos Apenas com a indiferença do adeus Com a escolha de um novo lugar Com o desconhecido pousado no olhar Escrevo para ti Desejo que sejas feliz Porque o que fui Se desfaz nesse espelho E assim, Deixo partir O que foi de mim E agora esqueço
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por onde caminham as flores

p

por onde caminham as flores

escorram todos os sentidos saiam dos seus abrigos esqueçam os perigos perigos tão meus tão seus fujam do que é belo porque a ele nós retornamos por onde caminham as flores tudo esta terminado ou iniciado nas pétalas úmidas pelas gotas do seu olhar
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Ser

S

Ser

Sem sentimentos O tempo O vento O centro A canção do alento Sem o seu consentimento Sem o seu perdão O querer? Sem nada para ter Ou requerer... Venha ver o que está desfeito Ser o que é rarefeito Oter toda ilusão Ganhar tua luz no meu porão Sem vagões Sem cordões para a toada Sem pretensões
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Instantes de encontro

I

Instantes de encontro

O vento incorpora Cessa a respiração Cada veia intensa Cada pensamento condena Em olhos chispantes O suor por entranhas Degradando o ser Invoca a tua alma Te encontra pelo sangue Na inocência Bebendo a dor Cravada no peito nu Insano ímpeto Toca o talo Liberta o cárcere Seja sugado pelos poros As mãos afagam os espinhos Pela clemência da tua decadência
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Nos

N

Nos

Sempre quis viajar Possuo um desatino pelo novo Queria ouvir outros sorrisos Sentir diferentes afagos Entender diversos mundos Até que consegui andar um pouco por aí Só não consegui chegar até mim Hoje percorro a sua estrada Espero encontrar muitas coisas Acho que já pude vive-las Como num transe sinestésico No entanto o que eu queria mesmo Era poder me enxergar no fim Não de você nem da sua estrada Mas da nossa escolha.  
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O teu lugar

O

O teu lugar

Te amar é fechar os olhos É quando consigo ver-te Mas nunca estas lá Fechar os olhos é mergulhar É sufocar É sentir a vida esvair-se É perder-se para voltar Um dia não voltarei
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Eu

E

Eu

Sou o vento Cortado pelo seu rosto como uma lâmina Preso nos teus cabelos Mas em todo o lugar Eu sou Eu estou Como um sussurro Como os olhos nos cantos Sou Estou em mim Estou em ti Pertenço ao mundo
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Tudo

T

Tudo

Como a folha que apaga Como o teu sol Como o meu corpo Como o fogo Como eu e você Entre o crepúsculo e a diástole Em si Em mim Só o turvo véu da lágrima Só a esperança Só a lembrança Vagando pelas luzes Divagando pela fresta Embrenhando na floresta A procura do teu cheiro
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Acontecimentos

A

Acontecimentos

Brisa serena Pulsar Um olhar, silêncio, palavras flutuam Gestação Tempo, tempo, tempo Coragem Janelas abertas Raios suando a pele Cegando a íris Aquecendo o seio Medo,culpa, destroços O veneno no abismo etéreo Sonhos e iluminação Saudades Caminhos de desilusão Pensamentos fugindo pelas frestas dos mundos Espera, esperança, confiança Passos, laços, fatos Caos Sem única salvação
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Um breve suspiro no amanhecer

U

Um breve suspiro no amanhecer

Um breve suspiro no amanhecer As estrelas no véu de prata A cor dos lábios A mais pura canção O caminho é turvo Como o verde da selva Não ouço o apito do trem Só sinto o seu cheiro A pele e o beijo O desejo traz os suspiros da noite guardando a manhã E os seus braços derramam as palavras na minha alma temporã O amor não tem freios E me chama ao te ver passar Como as franjas brancas do mar Que tocam a janela emaranhando os seus cabelos Aonde encontro o fruto da serra? A mais clara desvairia? Na cor laranja que abaixa a neblina Envolvendo o suor desencontrado No tempo das nossas alegrias
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Myselves

M

Myselves

Can you hear the voices? Millions of you complaining about their little problems... Millions of me hunting my body can you see them? can you talk to them? May I do it? They are inside Crushing my untrue soul Laughing... My false body is their home Only thoughts cannot be forbbiden That is my shelter But someone is screaming Must be me Tired about this false dreams Unnatural identity Does anyone care? I don\'t I need breath to sleep now
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In flames

I

In flames

The fire rise absorbing sweat   Trying taken you out there To warm the frozen body And threat you instead Burning the dreams Resting the soul Hold the feelings Emanate the flout Relieve your scared child Your desire unhappiness You, which is life to death When the burying ground is burst Sparks invading the fever body Everything needs what is lifeless Because that is the cycle The sleep of the eyes through the tongue-tied
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Lifetime

L

Lifetime

Wake up Brush your teeth Wash behind your ears Don't forget to caress the dog And play with the Children Go to work Try hard doing your best Get healthy life Forget high calorie food Pay your bills Watch your favorite soap-opera Go to bed early And maybe On this time You will remember that: You are fake like your life.
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Behind the years

B

Behind the years

I know that All my time is just little spots on the sky However, Nothing it is better than anything Than my name Which I forgot Now I have no register to blame me I prefer lie under the sun And talk to the moon Doubtful feelings But, what can I do? Sometimes I think I will never leave behind adolescence: well done!
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When I hide the moon

W

When I hide the moon

I'm not by my side I'm not anywhere You can't notice Because you never know me When I hide the moon with my cigarrete Doesn't matter Say something What would you say? Maybe my ridiculous thoughts I'll be glad to hear them Once you tried analyzed life You think you could classify life Putting all together In your columns One by one and me in your case Now you got to wait I have my own mask and name Don't blame me I can't stand here So shot the eyes And leave the blood Where it can be hide
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Riscos

R

Riscos

Adoro café Mas sempre queimo a minha língua É claro! Porque prefiro-o quente Café frio é para funcionários de repartição pública Ou os que não se importam de olhar a janela quando acordam É um perigo tomar café! Tudo bem, eu gosto de aventuras...
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Chamado

C

Chamado

Tensões Velam a noite serena Aprisionada no desejo Onde gritam e chamam Não há certeza Nem esperança Apenas a luz da noite Lacerando a alma Sufoca a alma que rompe e destrói Porque ela quer ver a noite refletida no negro Cortejando a luz É a dúvida da certeza É o submisso a fuga É a sua cruz e meu suor
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Engano

E

Engano

O vento que soprou da tua língua fria Não é pior do que o castigo que me abateria De certo você não enxergaria O que eu tanto temia Quem sabe você pensará no melhor para querer Retornar o primeiro pesar E quando voltar O que atinge a você Relutar será inútil Porque você perdeu Não é possível imaginar uma vida para nós dois E a solidão irá nos saudar
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Libelula

L

Libelula

O que ficou ao som dos aplausos Sobrou para mais Para continuar em frente Porque precisa permanecer Para cultivar as flores E desnivelar o amor Guardar os olhos Libertando os batimentos Escalando os acontecimentos Inalando todos os conflitos Excretando aminoácidos Fortalecendo os membros Vigorando a memória da espátula
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Collection

Favourites

a soldo...

Remendo velho em casa nova

R

Remendo velho em casa nova

De tudo o que poderia volver a perscrutar nele Em gestos, frases soltas ou bem colocadas, entremeadas por um sorriso tímido Tudo Minhas angústias, temores e culpa Tudo sucumbe ao desejo de seu cheiro assim misturado ao meu Teus domínios estendidos em minha pele nua, Já tua Diz a ele poeta, diz que quero calar todas as auroras em sorrisos e carícias Calar em meu beijo, meus seios... seios batizados no suor de seu corpo no meu Tudo é tão furtivo mas já tão querido Vê que levantam nossa casa ao longe Não é essa que protege meus pés, nem a que cobre sua fronte O novo não se adorna em vestes rotas Dá ao vinho novo vaso novo Dá que es

Para se ler em alta voz

P

Para se ler em alta voz

I Poeta me diz Como há de se reconhecer o amor? Quem há de ouvir, poeta? Quem há de ouvir meu coração??? Não há quem fale essa língua de loucos!!! Língua de anjos... Língua de demônios II Há tempos sento nesse mesmo bar, Rasgo guardanapos, folhas, rasgo versos Estão cá (todos), todos deitados no chão Traduzo meu amor, e tudo que penso ser amor Amor em Rimas Amor em Prosas Amor em Gingados de botequim Tudo pelo amor, tudo para amar III Quero cantar o amor, poeta Da dor do amor abandonado Ao gozo escondido rasgado na noite Vê que me disseram (Assim como se contam os segredos) Disseram que se o Amor se agradar dos meus v

Espinhudo

E

Espinhudo

Da tela fala-se pouco. Chamam-lhe porta, janela, quarto, cama e ao meio o corpo. Vive a vida em grande angular, mas continuam a ser os pormenores que o seduzem. E custa tanto fazer zoom... dá trabalho, obriga a pensar, reflectir, olhar para dentro... E se não gosta do que vê? Mais vale desviar o olhar. Amanhã talvez já tudo tenha desaparecido. Afoga a memória no copo em chamas e tenta novamente. Mais. Mais. As sombras desaparecem na vertigem da velocidade sobre o rio. Caem desamparadas na direcção da água, sem um gemido, de esquecidas que querem ser. Para onde hoje? (hoje?) Tanto faz, desde que não se ouçam. Luz, ruído, corpos e copos de
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My Bio
Current Residence: my body
Favourite genre of music: too many to describe
Favourite photographer: could be you
Favourite style of art: ????
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Shell of choice: anything hard enough
Wallpaper of choice: your bedroom's one
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Favourite cartoon character: People
Personal Quote: I'm not here

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Idem
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The Hours-Clockwork Orange-Matrix-Trainspotting-Rosemary's baby-Memento
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Other Interests
anything where i can see beauty and darkness

Again and again

Again and again

Reconfigurando o passado para repensar o presente e abrir os caminhos do futuro. take your breath and keep going :)
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Voltamos para o lugar de onde viemos

Voltamos para o lugar de onde viemos

Escrevo aqui depois de uma longa jornada percorrida por entre sonhos e esperanças, crenças e ingenuidade. Escrevo porque estou em casa. Estou em mim. Finalmente, cheguei, depois de muito caminhar e aprender. Agora, agradeço a viajem, aos andarilhos, aos intrumentos e a minha morada. E começo a nova viajem de reencontro com a minha alma. Saudações ao caminho de todos vocês.
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Os Tres Mal Amados

Os Tres Mal Amados

* Dedicado ao amor que esta na minha vida :cassiano: (fragmentos) João Cabral de Melo Neto - escritor brasileiro O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome. ..............................................                O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos. ............................
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Thanks for the use of your stock image, I used it here:

Save Paper by ~b10n1x


I hope you don't mind?
volta logo!
Saudades
soninhaHobbyist Photographer
:cuddle:

Muito obrigado por todo o apoio

:heart:
soninhaHobbyist Photographer
:heart:
SuirebitProfessional Digital Artist
Damn, I can't read your poetry :(
Que bom que voltou!