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Um Caminho Trilhado por Coracoes Destrocados

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Um Caminho Trilhado por Corações Destroçados.


“É no mínimo interessante ver... Como cada alma segue o mesmo caminho... perante a mesma situação... e mesmo assim... Os corações de cada um, são tão diferentes”.



A partir do certo momento da vida, de cada um destes citados aqui, o caminho foi o mesmo. Cada um tem a sua própria história, suas próprias escolhas e suas próprias emoções. Porém, naquele ponto, eles se cruzaram, sem nem mesmo perceberem, uns aos outros.

No caminho da vida, eles nunca se encontraram.

Talvez um acaso por aqui, e uma coincidência acolá. Mas continuam em caminhos separados.

***


No alto de uma campina verdejante, era possível ver um leão tão alto e forte, com uma juba tão exuberante e bem cuidada que o seu corpo se alinhava perfeitamente ao seu pelo laranja-escuro enquanto ele caminhava mostrando o corpo trabalhado duramente.

Ele seguia uma trilha velha e de terra, que permanecia teimosamente por entre a ravina.

Se você pudesse se aproximar dele rapidamente, você poderia ver o rosto dele de lado.

Sério.

Punhos fechados e a garra de sua pata estava um pouco amostra.

Seus dentes fortes e afiados eram visíveis num sorriso levemente malévolo.

Seu corpo agora frente, estava cheio de cicatrizes, principalmente o seu peito que ainda estava arranhado.

Ele devia ter saído de uma luta feroz com algum animal, ou alguma coisa que jamais saberemos o que era, saberemos apenas, que isso foi o que ele escolheu ser... O mais forte de todos os animais.

***


Longe deste animal, do outro lado da ravina, onde apenas era possível ver se você estivesse bem no alto, havia um pequeno e simples garoto.

Caído na estrada, de cabeça baixa, tremendo e chorando com a mão em seu peito, apertando com força a camisa machucada no peito. Ele claramente tinha em sua expressão muita dor.

Logo esse breve momento, ele respirou fundo, parando de chorar, pegou a sua velha mochila, cheia e pesada, colocou nas costas, e olhou pelo seu caminho cheio de pedregulhos enormes que levava a parte mais alta da colina que ele subia.

Com certeza, ele poderia chegar ao topo.

Só não sei qual será a sua reação ao descobrir que, o caminho por onde ele escolheu seguir, e por onde acabou seu jogado, seria longo, árduo e difícil. Mas ao menos, as pedras dariam lugar a relva por onde ele não teria escolha, teria de passar, mas não seria tão penoso assim.

E lá vai ele, sentindo o vento forte e fresco que descia pela colina, atrapalhando a sua subida, mas amenizando o calor do dia.

***


No céu azul, havia além de algumas nuvens leves e brancas que passam pela campina, um lobo preto com asas grandes e brancas que se misturavam as nuvens.

Apesar de estar ali, longe de todos, e vendo várias pessoas e vários animais seguindo pela trilha no chão, ele fazia exatamente o mesmo trajeto, porem no céu.

Ali o vento era proveniente do seu próprio mover com as asas, portanto o sol não o incomodava, e ao seu lado uma raposa que aparentava simplesmente voar, sem asas aparentes.

Claramente seguindo-o ao seu lado e o acompanhando, e percebendo na expressão do lobo, que geralmente era de serenidade ou imparcialidade, que havia mudado para uma de alguém que sente dor, fazendo-o colocar a mão no seu próprio peito, enquanto o observava ser e a continuar sendo, forte, perante a sua própria dor.

O Lobo de asas, com a sua mão no peito, sempre respirava fundo.

Olhava todos no chão, penosamente sem poder fazer nada.

Então, apenas nesse dia, e desta vez, ele deu um sorriso esperançoso para o raposo ao seu lado e deu um mergulho do céu com o seu bater forte de asas.

Desceu tão rápido que passou em rasante por cima do pequeno garoto que caiu ao chão e se machucou nas pedras, e colocou as mãos na cabeça assustado.

Continuou o seu voo rasando na ravina até o leão, passando por cima da cabeça do grande animal, chamando-o a atenção.

O garoto, ao seu levantar, observou as mãos machucadas, e deu um suspiro de desaprovação, tentou limpar as mãos em um canto da sua própria roupa e olhou mais à frente, não entendendo o que estava voando, vendo apenas um animal preto de 4 patas. Logo começou a seguir viagem, sem perceber que, grudado em sua mochila havia uma pequena e insignificante pena branca com ponta laranja, se balançando com o vento.

Enquanto o leão, bem mais à frente e olhos mais aguçados, perceberá claramente o que havia passado por cima de sua cabeça e bagunçado seu pelo bem lustrado e cuidado.

Parou por um instante no meio de seu caminho, observando aquele estranho animal com asas em forma de lobo e gente, que voava mais acima dele, e observou também, uma pena maior e branca, com ponta laranja cair a sua frente.

A qual ele a pegou, e ficou encarando o animal acima dele, com um sorriso agora, mais desafiador e não malévolo.

No alto, o lobo respirava mais tranquilo após o seu mergulho, e o raposo que o acompanhava, fez um sinal com a cabeça que desaprovava a ação do outro, o qual respondeu com um sorriso amigável e aliviado.

Ambos os quatro tiraram as mãos do peito e seguiram em frente, rumo a floresta fechada e curta, que dava para uma outro longa ravina que havia em seu meio, uma única arvore seca e negra.
Bem, e assim sai uma historia que serve não só para ajudar os outros mas talvez a si mesmo...
Pois existem varios que precisam ser apaziguados.
© 2016 - 2021 FelipeWolf
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