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TRUMUSKERRA

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Cloud to cloud lightning strike nov08 by BrunoKopte


    Como convém a seu caráter selvagem, os komatai adoram uma besta divina compartilhada com os umóks, Trumuskerra. Um nome traduzível como "lagarto do trovão", pastor de tormentas e supostamente o último dos Neades, lendárias bestas primevas que seriam capazes de rasgar a terra com seus rugidos. Por onde Trumuskerra passa, a vegetação é devastada, logo renascendo com as tempestades em seu encalço. Os komatai valorizam isto como uma lição sobre o ciclo da natureza e a necessidade da migração. Aos olhos imperiais, trata-se de uma divindade devastando a terra daqueles que lhe faltam com devoção, uma extorsão transformada em prática valorosa pelo orgulho bárbaro. Existem tribos que adotam aspectos específicos de sua anatomia divina como totems: as placas dorsais que brilham com descargas elétricas, atraindo relâmpagos que descem pelas pernas; patas que geram trilhas de lagos, e, combinadas com fezes repletas de sementes, regeneram bosques inteiros; cauda chicoteante e afiada; as inúmeras listras escuras compostas de cicatrizes que expressam dor e longevidade; e por fim suas tripas de fole, cavidades ocas e fartas em tecidos manadiposos que a tornam mais leve, e capaz de expelir ar com enorme força, gerando pressões e sons terríveis à sua frente.

    O polímata shardokan Memont Liakhov-Tyan-Shansky argumenta que manadas de Trumuskerra seriam capazes de gerar furações horizontais para propelir-se por grandes distâncias, com suas longas caudas servindo de leme e suas placas dorsais como velas. Ele defende uma teoria de que havia toda uma ecologia titânica em Ghara, plantas e animais de escalas e capacidades incríveis. Outra de suas teorias é de que as lendas sobre a entidade Charybdis no Mar Fortúnio dizem respeito a uma travessia oceânica de Trumuskerras entre o Ilhéu Umók e Sarba milênios atrás. Finalmente, defende com arrogância que todas as raças atuais descendem de anões que abandonaram seus refúgios subterrâneos quando esta ecologia épica se extinguiu. O estudioso busca recursos para uma expedição dedicada a rastrear e observar a divindade, buscando aprender mais sobre sua anatomia, padrões migratórios e histórias locais a seu respeito.

    Seus detratores dizem que ele procura influenciar e manipular as direções da criatura. Considerando que Trumuskerra acompanhou a invasão komatai durante a Guerra das Revanches e teve que ser contido pelos raios caústicos do próprio Diveus, isto é preocupante.

RELICTA
    Trumuskerra avança. De seu dorso, três fileiras de placas pontudas rangem ao vento, arrebanhando os relâmpagos da manada de nuvens. Seus flancos ostentam cicatrizes fossilizadas, onde répteis alados buscam pontos fracos para perfurarem com o bico. Breves cataratas de sangue sustentam ninhadas inteiras, e tingem a paisagem em vermelho escuro. Florestas são devastadas por pressões colossais e detonadas por descargas elétricas. Carcaças em brasa são prensadas em torrões de carvão e grãos de diamante. A pata se levanta, e inicia um arco sob o qual caberia uma fortaleza.
    Trumuskerra avança. Morros de bosta preenchem as crateras negras impressas por seu rastro. Estão salpicados com sementes inaladas e fortalecidas pelo labirinto divino equivalente a orgãos em criaturas mundanas. Brotos germinam e disputam território nutritivo com cascas, e
A maior divindade bárbara conhecida.

Guia do cenário Atma

Imagem atribuída a
"Fir0002/Flagstaffotos".

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