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Governo de Khejal

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Shield-clipart-35 by BrunoKopte

    Khejal é tecnicamente um califado, com o califa como a autoridade máxima entre os sultões, a casta dos gênios, acima de todas as outras. Atualmente, a califa é Zanubyia Khawla Al'Azwar, que detém os títulos de Juíza de sultões* e Detentora do Tughra**. Também é uma entusiasmada oradora, poeta, maratonista, filósofa, médica, alquimista e feiticeira, graças a uma vida medida em séculos.

    Na prática, é bastante instável. Um califa é aquele que os demais sultões aceitam  como o representante de toda Khejal, mais semelhante a diplomata que um líder. Cada sultão possui bastante autonomia em como governar seus dominios, o grau de burocracia associado, etc. Em geral seguem tradições de suas próprias dinastias milenares, o que às vezes inclui seguir cegamente caprichos de um ancestral. Idiossincrasias como cargos cuja necessidade se foi, leis antiquadas e prioridades sem fundamento são comuns. Enquanto a civilização khejali segue uma base cultural comum em prol de realizar as ambições dos gênios, eles não toleram que outros lhes digam como chegar lá. Não fosse a existência da casta madani para servirem como tutores, escribas e administradores, muitos sultanatos entrariam em colapso.

    Para definir quem manda de fato, há duas medidas em Khejal: água e magia. O qanat, um misto de sistema de irrigação, aqueduto e refrigeração, é a infraestrutura básica para a população khejali. Um sultão geralmente financia tal sistema como uma caridade em grande escala, tornando-o influente e poderoso para aqueles que precisam da água que provém. Assim pode sustentar manadas de elefantes, que serão a mão-de-obra para indústrias mundanas e mágicas, cujos produtos serão vendidos mundo afora não apenas por dinheiro, mas também por mercadorias exóticas, servidão e favores futuros. As pechinchas e barganhas de um sultão podem parecer vantajosas mas sempre acabam tendo um custo justo, da perspectiva dos gênios.

    As fronteiras de um sultanato não estarão definidas no papel, mas em quem constrói e mantém: as sebils, fontes públicas espalhadas pelas estradas e trilhas, devidamente marcadas com o selo do responsável; e os minaretes, torres que servem para a captação de vento e umidade, mas também abrigam vigias, reservatórios e os funcionários do sultão.



Alguns minaretes tem mais em comum com castelos feudais do que simples torres


*Podendo decidir se um sultão é culpado das acusações contra ele.

**Tughra é o símbolo real afixado a todo e qualquer documento aprovado pelo califa. É tão complexo e preciso que existe uma subcasta madani dedicada a reconhecer a legitimidade do símbolo e denunciar forjas.

À primeira vista, um califado.

Na realidade, uma série de sultões rivais.

Guia do cenário Atma

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