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Diveus, deus-sol e patrono do imperio

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800px-Sunrise (big) by BrunoKopte


Através do Grande Olho

justo e fulgurante

muitos são fundidos

em um império

-Epitáfio profético da cripta de Iskander, o imperador primordial.
Adotado como o primeiro Imperativo de seu culto.

 

 Nomes e Epítetos: Magnúminus, o Invicto, Scopo Divinam Juramenta,
Pater Patriae, Tallarxo Magnus, Terminus, o Sublimador.


70px-Antorcha.svg by BrunoKopte

Símbolo: Cetro Flamejante


 

    Antes de falar do deus, devemos falar do mortal que ele foi. Iskander foi o primeiro imperador, eleito para expandir um aglomerado de povos em um grandioso império. Em apenas cinco anos, ele conquistou mil cidades, venceu trezentas tribos e escravizou dois milhões. No processo, fundou cinquenta baronatos, para defender os vinte novos ducados resultantes de suas conquistas. E mesmo que o império tenha mantido uma expansão constante, nunca mais conseguiu repetir o ritmo de Iskander.

    Através dele, o sonho da União dos Ducados Imperiais foi concretizado, um farol erguido na escuridão dos séculos anteriores. Sua morte súbita foi um choque e uma desgraça, compensada com a construção de um mausoléu magnifíco, encimado por uma escultura coroada com louros flamejantes. As peregrinações não tardaram a orar à própria personificação da lealdade, justiça, ambição, poder e glória sepulcrada ali. Em agradecimento à criação do império, Iskander foi endeusado, gerando Diveus.

 

Aureus Didius Iulianus (obverse) by BrunoKopte

Se desejas abandonar minha soberania, basta esconder-se do sol pelo resto de sua vida.
-Diveus ao líder de uma revolta.


    Após incorporar sua essência à estátua, desafiou seus adoradores a torná-la digna de ser um corpo divino. Ao seu redor, uma titânica concavidade abriga prismas arranjados em anéis concêntricos, refletindo a luz do sol em Diveus. É necessário caminhar pela Via Aorta para evitar o calor extremo. O mausoléu, apesar de já ser magnífico com as muitas gemas brilhantes adornando o mármore branco, é apenas o pedestal do corpo do deus-sol. Aqueles que ousarem levantar seus olhos verão quatro grifos de lápis-lazuli, mármore púrpura, basalto olivino e diabásio sustentando um escudo de alumínio com moldura em ouro e prata, do qual se erege Diveus em sua glória resplandecente: pele de aço cromado soldada sobre a pedra original, ossos de adamante sustentando o todo; um rosto rigído e de nariz aquino, uma barba e cabelo volumosos e de cachos fúlgidos que lembram o semblante de um leão.


 Zeus-Serapis Heraklion by BrunoKopte
O mausoléu foi o útero
Iskander a semente
Nutrido por nossa fé
Diveus nasceu
-Delfaiolita Sybilaris, medusa profetisa de Tallarx.

     Cada lamela majestosa representa um ducado, cada anel um baronato. Juntos, colados, unidos, formam a armadura de Diveus. Estas placas não refletem a luz, mas sim as condições da região que as forjou. Por exemplo, a Lamela de Sycamore rachou durante o cerco na Guerra das Revanches, e o anel do baronato de Viedra enferrujou quando foi infestado por nefilims. Às suas costas, uma capa rigída e triangular enquadra a pintura das maiores façanhas de Iskander. O interior de Diveus não é menos maravilhoso, contendo um metabolismo espetacular. A luz que ele recebe é absorvida em gânglios geodésicos, e então liquidificada em um fluido ardente. Esta linfa divina segue por canais solenoides de tungstênio até as terminações capilares, que concentram e moldam este sangue divino em uma coroa de louros brilhantes e quentes como ouro derretido.


 

175px-Gurlitt Constantine column with statue by BrunoKopte                          118px-Gurlitt Arcadius Column by BrunoKopte
Uma benção concedida a certas cidades são as enormes colunas de Diveus,
que à noite brilham sobre praças, mercados e avenidas. O maior exemplo é Tallarx,
"a cidade onde o sol nunca se põe”.


    À frente do mausoléu, há um obelisco na forma de uma espada encravada no chão. Os degraus talhados na lâmina podem ser escalados até um indivíduo ficar diretamente abaixo do punho de Diveus. Quem conseguiu o direito e humildade para chegar até lá deve promover suas vontades com graça, respeito e tato. Após, devem aguardar. Se a mão permanecer fechada, Diveus ignora seus desejos e questionamentos, e o suplicante deve retirar-se antes que a dupla de Vorkai, adornando as ombreiras do deus-sol, sejam soltos. Caso a divindade decida, anuncia pelo abrir da mão. O polegar para baixo significa que decidiu punir alguma ousadia, geralmente na forma de um feixe de brilho caústico. O polegar virado para cima lança um facho luminoso aos céus, sinalizando ao mundo que ele concordou. Finalmente, Diveus pode usar de seu indicador como um farol, mostrando a direção que o suplicante deve seguir para realizar seu desejo. Esta mão é a única parte da estátua que já foi vista se mexendo. Caso Diveus decida agir além de Tallarx, reflete seu poder através de Aetos Divos, ou controla um dos Vorkai diretamente.


 Alguns vilanizam o deus-sol, cegos à sua majestade. Tolice. Acreditar
em Diveus é ter a alvorada às suas costas, cegando o inimigo.

-Yauna, campeão de Diveus.

 

800px-Sun pillar5 - NOAA by BrunoKopte

O feixe de minha luz é a coluna dorsal do império.
-Segundo Imperativo

    Com todas estas qualidades, Diveus representa a justiça divina infalível, a segurança, lealdade e poder, apesar de incluir severidade e arrogância. Muitos dos peregrinos que visitam Tallarx buscam uma indicação da justiça divina, que pode ser desde uma marca de sol na testa feita pela luz de Diveus, a benção de um artefato, ou até o comando de um Vorkai. Isto sinaliza que Diveus decidiu que uma vingança é justa e permitiu à vítima o direito e os meios de executá-la. Os fiéis mostram sua devoção com objetos espelhados. Por exemplo, um cavaleiro pode polir sua armadura até ela brilhar, ou incrustar gemas, ranhuras douradas e vidro colorido, em caso de humildade. Sacerdotes de diveus costumam usar gorjeiras e proteções faciais que imitam a barba de seu deus.

A primeira vez em que presenciei Diveus em toda a sua glória? Eu estava sendo perseguido por uma criatura ciclópica, quando um grande clarão me atordoou. Em seguida, um som de um trovão sendo desembainhado, um bafo escaldante, fuligem cobrindo o meu rosto. Apenas quando recuperei a minha visão horas depois, pude ver uma cicatriz negra na terra. Era tudo o que havia sobrado da besta me atacando. Desde então, acredito que esta estátua é apenas a casca de seu âmago divino, um catalisador de sua essência. Diveus é luz e ordem, liderança e conquista. Toda Tallarx existe como um meio do grande Sol se manifestar entre nós. Acreditavámos estar criando um monumento ao nosso primeiro e maior imperador, quando, na verdade, cumpríamos a profecia de sua ascensão. Eu o amo e o temo, e farei tudo por ele.
-Yauna, rei bárbaro convertido em servo leal e um campeão de Diveus.

    Alguns poucos merecedores terão a honra de serem admitidos no Átrio Aureocular, conhecer as palavras para abrir o Portal Dourado de Nártex e adentrar o mausoléu-pedestal. Aqui verão a Nave Ventrícula, flanqueada pelas naves colaterais repletas de Vorkais adormecidos. Na câmara central, poderão oferecer seus tributos ao Altar Macrolápido, a união de inúmeras relíquias em torno do sarcófago de Iskander. Mas por mais fundidos que rochas, espadas, ânforas, jóias e elmos possam parecer, basta Diveus desejar para que brote um artefato a vassalos dignos, tal qual: o Sifão Piroclástico, alimentado pelo suor de Diveus; as balas cromáticas, que irrompem do cano como agulhas estridentes de puro calor; o Cetro Refulgente, encimado por uma corona de faíscas giratórias que rasgam e cauterizam.

Eu ordeno o Sol.
Eu sou o Sol.
-Terceiro Imperativo

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