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Dhalikastra

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Eu vi uma floresta feita de árvores cujas raízes eram feitas de centenas de dedos, cada um com milhares de juntas; brotando frutos oculares e flores auditivas; tronco com casca óssea e dentes no lugar de espinhos; grandes volumes de cabelo ao invés de folhas. Talvez algum nefilim tenha tentado criar uma árvore...
-Litua Kortos, lilim da guarnição de Dhalikastra.


     A fortaleza serve de chamariz para nefilins há quatrocentos anos, atraindo os males das Terras Inquietas. Se um dia algo conseguir conquistar o lugar, a guarnição tem o dever de alertar o mundo disso. Dhalikastra tem a forma de um prisma hexagonal titânico, vermelho e brilhantre em meio a uma paisagem de um cinza opaco e morto. O brilho é a aura emitida pela deusa Dhalila em pessoa. Ao mesmo tempo que sustenta, protege e cura os defensores, a luz atrai os nefilims como se fossem formigas atrás de açucar. E quando eles vêm, os guardiões se reúnem em sacadas muradas e atiram de portinholas, protegidos por armaduras de adamante pesadas e rústicas. Essas mesmas armaduras podem ser reforçadas com couro e tecido para protegerem o usuário dos elementos tóxicos e o ocasional vácuo das Terras Inquietas. Todo elmo deve ser capaz de fixar um visor de seiva-vidro e um filtro contra miasma.

     O castelão atual é Volya "Smeyas". Um shardokan loiro, de olheiras escuras e manchas cinzas nos braços, portando um lança-granadas com fecho de pederneira. Como todos que se fixam aqui, adotou um novo nome para uma nova vida, deixando seu eu anterior fora das Terras Inquietas e do terror que elas geram.

    A minha babuskha, Valéria, contou de como o homem que ela amava foi atacado de dentro para fora, e de como ela teve de matar o que sobrou. Ela contou de uma viagem que durou um ano a mais do que deveria, sendo acordada no meio da noite por uma sensação de dor e encontrando marcas de dentes e gotas de saliva onde doía. Que Corallin perdoe a minha baba por incendiar uma floresta para escapar da Coisa que Ri. Quando a baba morreu, eu sacrifiquei cinco ovelhas a Corallin para que a alma dela reencarnasse em uma vida melhor. E então vim até aqui. Volya significa 'liberdade'. Eu passei a minha vida inteira com medo das histórias sobre os terrores e carnificinas que ela presenciou. Cansei de ter medo, cansei de ser uma vítima destas coisas desgraçadas de dentes larvais. Agora, mesmo em meio ao inferno, vivo feliz. Você não imagina como é bom estar aliviado, livre do próprio medo que me era mais íntimo do que os meus parentes. Meu apelido aqui é Smeyas, que significa 'o risonho', por que sou capaz de rir nas piores situações. Metade por desespero, metade pela felicidade em finalmente reagir a meu medo, totalmente pela chance de explodir um nefilim.

     Assim como Volyas, a maioria dos defensores tiveram a sua vida marcada por nefilims de uma ou outra maneira. Muitos vieram de colônias de exílio para aqueles que sofrem com lepra nefilim, administradas pela Ordem Lázara.


Qualquer pessoa pode se voluntariar, independente de raça, crença, crimes e status. Por mais honra que possa haver entre homens e deuses, entre inimigos no campo de batalha, não pode haver honra ou paz entre mortais e nefilims. Os próprios lilins concordam com isto. Todos somos iguais frente aos nefilim, somos comida e diversão. Eles vão se arrepender de nos ensinar a sermos iguais.
-Volya

    Aqui também fica um observatório celeste para identificar ninhos cadentes nefilim e o local da queda. A maioria deles vem do Anel Ghariano, sendo portanto ricos em adamante. Expedições de Dhalikastra ou da Ordem Lázara partem para eliminar a infestação e clamar direitos sobre o asteróide. Parte do adamante extraído, seja por eles ou por pessoas contratadas, é destinado a Dhalikastra. O restante é vendido para manter as colônias de exílio e o culto de Dhalila.

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