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Antylia, o atol

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    Aqui, onde os domínios de Nyxcilla encontram a saída oeste do rio Numério, mana é o
recurso mais abundante, a magia oceânica interagindo com a magia das fadas. E a
natureza reagiu a isso. O atol é um paraíso vivo, onde toda a fauna e flora metaboliza mana em alguma forma. As praias de pó de prata e as matas feéricas na superfíce são na realidade o topo de recifes que descem às águas abissais. Aqui, corais macios incorporam fogo, ar e outros elementos em seus nematócitos, e camarões desenvolvem imunidades a tais toxinas. Um molusco simbiótico pode conceder uma magia específica em troca de abrigo e sustento. Tubarões com dentes transparentes conseguem morder cardumes intangíveis. Polvos com instintos arcanos gesticulam incessamente, decifrando e então enfraquecendo os glifos protetores crescidos no dorso de caranguejos. Baleias, maiores por dentro que por fora, são parasitadas por rêmoras com bocas-vórtice que sugam sangue e o espaço interno extra.

    Os servos de Nyxcilla temem este lugar, e dizem que se a deusa devastá-lo novamente o pouco que sobrar terá sua reprodução e mutação aceleradas pela magia. Pois mesmo o coral fossilizado não está inteiramente morto, e mantém um vago espírito coletivo baseado em veios de magia condensada, mantendo memórias antigas e capazes de restaurar o atol após grandes perturbações e desequilíbrios. Feiticeiros, magos e estudiosos do mundo inteiro vem aqui, buscando deduzir magias e rituais da interação marinha, ou testar suas habilidades num ambiente que já matou muitos dos seus.

    O único habitante permanente é Berdamus, o Talassocrata. Ele afirma ser o último sobrevivente de um naufrágio causado por Nyxcilla, entre outras coisas. Seja qual for a verdade, sua perícia e habilidade em lidar com o ecossistema local é indiscutível. Habita um concha fossilizada enorme que brota de uma rocha, onde formula magias usando das formas de vida locais e inúmeros ingredientes extraídos das mesmas.

Eu estou vivo além do que seria possível graças a certos nutrientes atemporais encontrados aqui, mas que, infelizmente, alteram minha percepção da passagem do tempo. O que sei dizer é que todo o meu conhecimento acumulado ainda é pouco comparado aos segredos deste lugar. Mas, depois de examinar certos sedimentos, entrevistar algumas nereidas e conversar com um caranguejo deveras rico e simpático: tenho uma hipótese. Quando a Lua Vermelha surgiu, trazendo os nefilims, perturbou a órbita da lua ghariana e, portanto, das marés. Contudo, relatos de tsunamis com saliva no lugar de espuma foram irrelevantes frente ao que suspeito. É possível que uma reação em cadeia tenha perturbado o bioma de Antylia, que reagiu e se adaptou. E a forma de vida resultante é o que louvamos como "Nyxcilla". A devastação que ela supostamente teria causado aqui, o redemoinho que acredito ter afundado o meu navio, não foi intencional, apenas as dores do parto da deusa. E talvez, apenas talvez, seja possível estimular Antylia a repetir o feito, mas ainda não encontrei uma forma de fazer isto sem causar um grande desastre continental.
-Berdamus, o Talassocrata


Nyxcilla's birth by BrunoKopte
Eu lembro de uma gigantesca mão azulada, cujas unhas eram
apenas as últimas escamas das fileiras cobrindo os dedos.
Um ecossistema onde a maior fonte de energia é mana. E as formas de vida locais evoluíram para utilizá-lo.

Parte do cenário Atma, guia aqui.




Mão gigante obtida aqui.
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