Existem sempre janelas abertas em todas as casas, sempre à espera que alguem as feche, que alguem erga a voz e grite, até que os vidros se partam. Todas as casa possuem alguma luz, ténue por vezes, mas a luz aquece sempre os dedos que imaginam que a casa onde moram é a única. Aquela onde outros olhos podem entrar por e perderem-se em ténues sombras. O reino dos contos de fadas.
Mas este é o Reino da escuridão de veias ardidas. E todo o meu mundo é o que eu queira fazer dele. Eu sou Rei. Posso amontoar todo o meu lixo a um canto e dar à luz uma estátua, em laboriosas noites passadas em branco, no esquecimento dos movimentos convalescentes. Fazer de papeis rasgados a minha cama, e dos espinhos previamente recolhidos, a minha travesseira. A fogueira será feita das cinzas dos cigarros fumados na pressa que as horas passem. A água de que preciso deixarei que se armazene nas covas dos olhos. E de cabeça erguida serei o céu de tudo o que me rodeia. A ponta do cigarro poderá ser um sol que obedece ao sabor dos lábios. As nuvens de fumo formam-se dos meus pulmões e poderão delas cair lágrimas de chuva quando eu quiser. Eu sou Rei. Permito apenas o que eu quero. Posso até abrir as cortinas de uma janela.
E por essa janela, olhos tentaram rasgar o peito curvado para o chão, onde folhas escritas repousavam em silêncio de morte, à espera de serem devoradas. Deixei que me tocassem, de longe. E na mentira, abri a janela e disse: “que os teus olhos entrem por segundos roubados a um relógio adiantado. Ama as sombras que te dou pois será tudo o que terás em toda a tua vida. Vês o lixo ali a um canto, a fazer de estátua? Es tu... nao te reconheces pois não? Desculpa, nunca tive jeito para a escultura. E é isto. Sou um Rei e posso ser o que quiser. Posso-te expulsar de mim e deixar-te na ignorânica. Agora, retira os teus olhos dos sons que projecto nos quatros cantos desta habitação decadente, é tempo de fechar a janela por onde apenas os teus olhos entraram. Que o teu corpo fique do lado de fora, ao lado de todos os que rastejam. Eu sou Rei e sei que rastejarás à minha passagem. O vidro partido que está na palma da minha mão dar-te-á a liberdade um dia.”
As minhas janelas fecho-as à noite. Grita o suficiente para poderes quebrar algum vidro: a janela continuará fechada. Tenta alcançar os meus dedos: que a dor te detenha nos vidros que restam ainda suspensos. Como as palavras que se mentem: é esta a tua Dor. As verdadeiras, essas não as digo: é este o meu Reino.
Gosto sempre do teu trabalho...é único e sinto um quentinho cá dentro de saber que ainda há pessoas assim.
Vês o lixo ali a um canto, a fazer de estátua? Es tu... nao te reconheces pois não? Desculpa, nunca tive jeito para a escultura.
Gostava de ter um livro teu...as tuas palavras são das poucas que me matam completamente a sede. Obrigada por partilhares, não só as palavras como as fantásticas imagens que sempre as acompanham.
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Devious Comments
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Sir John Denham
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Anna
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Gostaria de aprender contigo e tirar um pouco de influência direta de seus trabalhos
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